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Quem são os mais superestimados e subestimados do Draft da NBA?

Analistas do Jumper Brasil e convidados discutem diferentes visões sobre prospectos do recrutamento

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Reprodução / X

Todo mundo tem uma opinião sobre o draft da NBA e, por isso, sempre vai haver alguns jogadores superestimados e subestimados. Mas quem são eles? Nunca é fácil identificar, mas estamos aqui para discutir isso hoje.

O site reuniu os seus dois comentaristas especializados no recrutamento (Gustavo Lima e Ricardo Stabolito Junior) com vários convidados especiais. Para resumir, são alguns dos principais produtores de conteúdo sobre o tema. Confira a lista:

Guilherme Campos (podcaster, Splash Brothers)
– Leonardo Paglioni (podcaster, Splash Brothers)
– Guilherme Dobrychtop (produtor de conteúdo, Rookies Brasil)
Átila Mansur (produtor de conteúdo, Pisou na Linha e Rookies Brasil)
– Lucas Marques (produtor de conteúdo, @gwmayusi)
– Jota Kelmer (podcaster, Bandeja de 3)

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Cada um deles foi questionado sobre quem são os prospectos mais superestimados e subestimados do draft da NBA. Eles só podiam escolher um jogador como resposta. Além disso, pedimos uma pequena explicação sobre a escolha. Então, vamos lá…

Quem é o jogador mais subestimado do Draft da NBA?

Ricardo Stabolito: Noah Penda. Tem um perfil físico impositivo e, acima de tudo, os seus instintos em quadra são incríveis. Lê o que acontece em quadra e, por isso, toma decisões rápidas. Há prospectos com atributos físico-atléticos incríveis, mas não soam jogadores de basquete naturais. Esse francês é a rara convergência dos dois.

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Gustavo Lima: Collin Murray-Boyles. Trata-se de um dos melhores defensores dessa classe. Não é muito alto para ser um ala-pivô e/ou pivô, mas compensa com energia, agilidade, força e inteligência. Além disso, também sabe atacar a cesta e tem talento para criar para os companheiros. Projetado no fim da loteria, ele está no meu TOP 5.

Guilherme Campos: Jase Richardson. É um jogador ofensivo bem interessante, pois converte acima dos 40% para três pontos em catch and shoots e pode criar o próprio arremesso. É baixo para um ala-armador, então sofre no lado defensivo. No entanto, como marcador, também faz boas leituras e usa o corpo para conter infiltrações.

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Leonardo Paglioni: Thomas Sorber. Esse é um pivô que, a princípio, gosto demais. Vai além da proteção de aro e das pontes aéreas, pois é um ótimo passador e contribui fora do garrafão. Eu não vejo uma diferença tão grande entre ele e Khaman Malauch, por exemplo.

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Guilherme Dobrychtop: Noa Essengue. Diria que ele tem poder para dominar a liga por causa das valências físicas. Mesmo com os problemas em meia-quadra, o francês possui plenas condições de causar impacto de imediato na NBA moderna. Certamente, caso bem desenvolvido, apresenta uma otimista margem de crescimento.

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Átila Mansur: Tre Johnson. Para mim, fora Cooper Flagg e Dylan Harper, ele é o melhor prospecto ofensivo por grande margem. É o melhor scorer e playmaker muito subestimado. Está no topo das projeções, mas qualquer coisa fora TOP 3 deveria ser visto como pouco para um jogo ofensivo tão animador.

Lucas Marques: Kasparas Jakucionis. Tem um perfil mais discreto, menos midiático e, por isso, torna-se subestimado. O lituano possui grande chance de ser um armador para muitos anos na NBA, em particular, pela eficiência ofensiva. Mesmo assim, acho que passa um pouco “abaixo do radar”.

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Jota Kelmer: Ryan Kalkbrenner. Talvez, seja o pivô mais completo da classe. Mas, por ser mais velho e ter um teto visto como baixo, aparece abaixo da 20a posição na maioria dos mocks. Entrega hoje, mesmo assim, mais segurança e impacto do que vários nomes projetados acima.

E quem é o jogador mais superestimado do Draft da NBA?

Ricardo Stabolito: Will Riley. Para ser sincero, a princípio, vê-lo entre os convidados da Green Room me deu um susto. O ímpeto e versatilidade ofensiva, certamente, são sedutores aqui. Mas ele tem duas lacunas sérias, que vão demandar tempo e trabalho, com o físico franzino e a terrível defesa.

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Gustavo Lima: Derik Queen. Apesar do arsenal ofensivo invejável perto da cesta, ele é pesado e não contribui para espaçar a quadra. Afinal, quase não arremessa de longa distância. Também não é um defensor consistente. E, por fim, a sua forma física gera preocupação a médio e longo prazo.

Guilherme Campos: Khaman Maluach. Apesar das boas medidas físicas e teto técnico, ainda vejo como um prospecto cru demais. O seu jogo ofensivo é pouco polido e fez um papel burocrático em Duke. Enquanto isso, tem dificuldades para pegar rebotes. Média de só quatro rebotes de defesa para alguém da sua altura assusta.

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Leonardo Paglioni: Carter Bryant. Tem um perfil muito procurado e, como resultado, chamou a atenção no Combine. Mas ainda não se firmou como um “3D” consistente. Ele jogou pouco na temporada, teve baixo volume e, por isso, não o colocaria como um TOP 10.

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Guilherme Dobrychtop: Ace Bailey. Não poderia citar outro nome. A sua temporada em Rutgers, antes de tudo, não foi boa o suficiente para justificar uma escolha no TOP 5. A mentalidade de ser “o cara”, nesse momento, mais atrapalha do que o auxilia para projetar carreira.

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Átila Mansur: Ace Bailey. Não é um prospecto ruim, mas passa a ser superestimado ao virar um TOP 5 de consenso. Com tantas falhas em seu jogo, aliás, não o teria nem no TOP 10. Existe potencial, mas, em um draft desse nível, não gostaria de usar uma das cinco primeiras escolhas em alguém assim.

Lucas Marques: Derik Queen. A dificuldade de encontrar pivôs no draft faz com que ele se supervalorize. O perfil defensivo dele é ruim e alguns testes físicos no Combine foram preocupantes. Por fim, a sua qualidade ofensiva em relação à ineficiência defensiva é um custo-benefício bem questionável.

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Jota Kelmer: Jeremiah Fears. Virou o “queridinho” de quem quer acertar o hot take do ano. É praticamente só potencial, mas já aparece à frente de vários jogadores que mostraram mais ferramentas e desempenho na temporada. Não é que não possa ser bom, mas precisa ser visto como um projeto de longuíssimo prazo na NBA.

E se preparem! Neste ano, o Jumper Brasil vai retomar a sua tradição de realizar a live do draft da NBA. Então, se programe para vir acompanhar com a gente quem são os novos jogadores da liga. Vai ser em nosso canal no youtube, nesta quarta-feira, a partir das 20h04.

 

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