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Draft 2026 da NBA: Conheça os melhores jogadores

Recrutamento deste ano é um dos melhores dos últimos anos e pode surpreender

Draft 2026 NBA jogadores
Reprodução / X

Há algum tempo, o Draft de 2026 da NBA vem sendo anunciado como um dos melhores dos últimos anos, especialmente para jogadores do topo. Claro que o recrutamento conta com outras grandes opções, o que faz dele ser ainda mais empolgante. Mas o fato é que, até aqui, os quatro primeiros ganham um destaque muito maior.

Afinal, nomes como AJ Dybantsa, Cam Boozer, Caleb Wilson e Darryn Peterson estavam na cotação para as primeiras picks há muito tempo. Com a loteria indicando o Washington Wizards com a chance de escolher primeiro, alguns times entraram em contato com a direção para saber se existe a chance de algum negócio.

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O Utah Jazz, por exemplo, quer muito subir no Draft de 2026. Isso porque Dybantsa jogou por BYU no basquete universitário e virou sensação no estado. Quem viu o ala pelo time de Utah (Provo fica a menos de uma hora de Salt Lake City), sabe que é mais do que um grande nome: é uma oportunidade.

A questão é que o Wizards vem rejeitando as primeiras ofertas. Para o Jazz, além do que pode fazer em quadra, Dybantsa é o marketing fácil. É a chance de levar a torcida ao ginásio. A equipe não conseguiu lotação nas últimas duas temporadas nas vendas.

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Para ter uma ideia, o time arrecadou US$69 milhões em ingressos em 2024/25, um ticket médio de aproximadamente US$3.7 mil. Com jogadores como Cam Boozer ou Darryn Peterson vindos do Draft, a projeção é uma. Mas se tiver Dybantsa na NBA, o papo é outro.

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Estamos falando de ídolos locais. Quais times do topo do Draft 2026 da NBA podem selecionar jogadores que o público já conhece? Só o Jazz mesmo. E de duas formas.

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Isso porque Cam Boozer é filho de Carlos Boozer, um ala-pivô que foi All-Star enquanto esteve no time. E Cam nasceu em Salt Lake City. No entanto, sob a perspectiva do encaixe, é o que menos funciona dos quatro do topo.

Afinal, o Jazz fez uma troca na última trade deadline da NBA para pegar Jaren Jackson Jr do Memphis Grizzlies e não faria muito sentido escolher Boozer no Draft. A equipe já conta com Lauri Markkanen, enquanto tem de tomar uma decisão se vai estender ou trocar (via sign and trade) o pivô Walker Kessler.

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Por isso, todos os esforços do Jazz estão em ir atrás de Dybantsa. Faz todo sentido por um time titular alto, pois o ala pode jogar na três e na quatro. Ainda mais em um jogo pouco posicional como o de hoje. Se ele não tem arremesso de três, Markkanen e Jackson resolvem isso.

Boozer até pode funcionar, pois mostrou esse arremesso do perímetro em Duke, mas sua função é similar ao que Jackson faz. Então, é pouco provável que Utah o selecione. Ao menos, por enquanto.

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Caleb Wilson

De todos os quatro principais jogadores do Draft 2026 da NBA, Caleb Wilson é o que aparece um pouco abaixo. No entanto, o ala tem capacidade para se tornar um jogador de All-Star por longos anos. Seja pela defesa ou capacidade de entender o jogo, Wilson é um “produto” a ser lapidado.

Ele ainda precisa evoluir no arremesso de três, enquanto compensa isso com muita explosão, capaz de jogar em duas ou até três posições. Isso pode ser um diferencial para quem o selecionar no dia 23 de junho. De acordo com Gustavo Lima, do Jumper Brasil (tem análise diária de jogadores), o ala é capaz de atacar de várias formas.

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Excelente e explosivo finalizador, um espaçador vertical. Dono de um ótimo controle corporal, Wilson consegue chegar à cesta com facilidade. Assim, é um rim-runner de elite, um alvo fácil de pontes aéreas (ótimo cutter). Por isso, ele liderou a conferência ACC em enterradas e “vive” na linha do lance livre.

Enquanto isso, na defesa, ele faz toda a diferença entre os jogadores do Draft.

Excelente e versátil defensor. Wilson é capaz de marcar tanto os jogadores mais baixos e ágeis quanto os bigs. Tem um ótimo timing para dar tocos e mãos rápidas para interceptar linhas de passe. Além disso, possui grandes instintos e noção de espaço na defesa coletiva. Disruptivo, Wilson cobre buracos e usa atleticismo para ter grande impacto na proteção do aro na defesa de ajuda.

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A quarta escolha do Draft de 2026 é do Chicago Bulls, enquanto o time teria boas chances de escolher o jovem ala.

Cam Boozer

O ala-pivô Cam Boozer impressionou em seu único ano em Duke. É quase tão forte como o pai, mas para o basquete atual, o atleta possui outros bons artifícios. Ele vem de uma temporada com duplo-duplo: 22.5 pontos, 10.9 rebotes, além de acertar 39.1% de três.

Mas Boozer é um dos melhores passadores entre os jogadores de sua posição no Draft. Com 4.1 assistências por jogo, ele mostra não só visão de quadra, como altruísmo. Ele não quer ser o centro das atenções, enquanto está sempre em busca da vitória. Para Gustavo Lima, o jovem é um ala-pivô que deve punir defesas o tempo todo.

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Finalizador acima da média, Boozer é muito agressivo em quadra e, por isso, vai com freqûencia à linha do lance livre. Ele se destaca ainda pelo trabalho de pés e um controle corporal de elite. Além disso, Cam pontua mesmo com contato, cria ângulos perto da cesta e finaliza com muita paciência. Por fim, sabe explorar mismatches como poucos jogadores da classe. Ou seja, pune defensores menores para chegar à cesta.

Na defesa, entretanto, ele falha muito por conta de limitações físicas. Entre os quatro principais jogadores do Draft 2026 da NBA, Boozer é o que menos oferece ajuda no quesito.

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Reboteiro de elite, em ambos os lados da quadra. Apesar de não ter uma impulsão das melhores, Cam Boozer controla o espaço e acompanha bem a trajetória da bola. Agressivo, ele executa o box-out (bloqueio de rebote) com maestria e tem ótimo timing nas duas tábuas. Ele deve ter problemas para defender jogadores menores e velozes, sobretudo armadores, no perímetro. Afinal, Boozer não se destaca por uma grande mobilidade lateral.

O Memphis Grizzlies é o dono da terceira pick do Draft 2026.

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Darryn Peterson

Aqui, o único entre os principais jogadores do Draft que não é ala ou pivô. Darryn Peterson, afinal, é um ala-armador mais baixo. No Combine, por exemplo, ele mediu cerca de 1,94m descalço. É algo como dez centímetros menor que AJ Dybantsa. E isso pode fazer muita diferença, especialmente em uma NBA que mostra atletas altos explorando mismatches.

De acordo com Ricardo Stabolito, Peterson é um jogador completo e que deve fazer muito barulho na NBA após o Draft.

Peterson atuou em uma função bem diferente na universidade, sem a bola nas mãos, comparado ao basquete colegial. Mesmo assim, provou o seu ímpeto ofensivo fazendo mais de 20 pontos por jogo como freshman. Tem uma mecânica de arremesso sólida, registrou bom aproveitamento em alto volume e converteu quase 50% das bolas em situações de catch and shoot.

Nos dois lados da quadra, o jogador é capaz de produzir e ajudar qualquer time. No entanto, as lesões assustaram.

Teve uma série de lesões em sua temporada em Kansas (coxa, tornozelo, quadril) que tiveram claro impacto em sua condição atlética. O prospecto, certamente, foi um atleta muito menos “potente” no ano universitário. É um jogador forte fisicamente para a posição em que joga e faz proveito disso. Não foge do jogo mais físico quando ataca a cesta e mostra muita capacidade de finalizar contra o contato.

Em vários mocks, o Utah Jazz aparece como provável time a escolher Peterson na segunda posição do Draft 2026.

AJ Dybantsa

Por fim, AJ Dybantsa é um dos jogadores mais esperados no Draft de 2026 da NBA. O ala é capaz de atuar em múltiplas posições, enquanto tem nível para chegar como titular de quase qualquer time.

Dybantsa não tem arremesso de três perfeito, mas isso pode mudar com o passar dos anos. É um cestinha, um defensor, ele é o pacote perfeito para a liga hoje. Segundo Ricardo Stabolito, o ala ainda pode melhorar em vários pontos.

Um cestinha de tal nível costuma ser “fominha”, mas o achei mais altruísta do que pensei em vídeo. Ele cresceu nos últimos meses como passador no pick and roll, apesar de não fazer leituras muito mais avançadas e se limitar a passes simples.

Mas um jogador que chega ao Draft da NBA com tanta capacidade física chama a atenção por conta de ser capaz de ser a primeira pick e crescer muito além do que se espera no fim das contas. O ala é isso.

Eu acho que nunca avaliei um prospecto da posição com um “primeiro passo” (velocidade de partida) tão rápido. Mas não é só isso: ele combina esse “arranque” com muita agilidade, coordenação e fluidez de movimentos.

Com a primeira pick, é fácil dizer que o Wizards pensa em usar o ala no Draft da NBA.

Outros jogadores

Vamos só entender algumas coisas aqui. O Draft de 2026 da NBA não é só sobre os jogadores do topo. São vários nomes que podem chegar e mudar tudo em um time da liga. Veja o que aconteceu em 2025, por exemplo. Kon Knueppel foi uma escolha quatro e fez o Charlotte Hornets sair dos últimos lugares do Leste para o play-in.

Além disso, ele brigou até o fim pelo prêmio de melhor novato com Cooper Flagg, do Dallas Mavericks. O francês Maxime Raynaud, do Sacramento Kings, quase entrou no primeiro time de calouros e pode (ou deve) fazer com que a franquia troque o pivô Domantas Sabonis.

Ou seja, tem tudo a ver com uma classe especial de Draft, que a NBA está sabendo usar da melhor forma. Ao menos, na maioria das vezes.

Então, em 2026, ainda existem nomes muito promissores: Keaton Wagler, Kingston Flemings, Darius Acuff, Brayden Burries, Labaron Philon e Mikel Brown são todos armadores ou alas-armadores. E o nível de todos eles é bem alto.

Se você quer um ala depois disso, Nate Ament e Karim Lopez são ótimas opções. Mas tem Yaxel Lendeborg, Hannes Steinbach e Aday Mara para o garrafão.

Eles são só alguns dos nomes que a NBA vai começar a ver a partir de 2026. O Draft tem tudo para ser muito especial.

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