NBA Draft 2026: AJ Dybantsa
Ala da Universidade BYU tem boas chances de ser a primeira escolha do recrutamento deste ano
O Jumper Brasil inicia a sua série de perfis das maiores promessas do draft da NBA de 2026 com o ala AJ Dybantsa. Destaque da Universidade BYU, o jogador de 19 anos está projetado para ser uma das duas primeiras escolhas do recrutamento deste ano. Surge como favorito, aliás, para ser o número um. Então, confira a nossa análise do prospecto:
AJ Dybantsa
Idade: 19 anos
País: EUA
Universidade: BYU
Experiência: freshman (uma temporada universitária)
Posição: ala
Altura (sem tênis): 6’8.5’’ (2,04m)
Envergadura: 7’0.5’’ (2,14m)
Peso: 217 lbs (98,4 kg)
Médias na última temporada (NCAA): 25,5 pontos, 6,8 rebotes, 3,7 assistências, 1,1 roubo de bola, 0,3 toco, 3,1 turnovers, 51,0% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 33,1% nas bolas de três pontos (4,2 tentativas por jogo) e 77,4% nos lances livres (8,5 tentativas) em 34,8 minutos por jogo.
Atributos físicos e atléticos
Dybantsa, antes de tudo, tem dimensões físicas ideais para atuar como ala de ofício na NBA. Com os seus 2,04m de altura e 2,14m de envergadura, ele vai ser maior do que a maioria dos atletas que atuam na posição.
Possui condição atlética muito boa, que se revela em situações de quadra aberta e sob contato. Diria que, exceto a impulsão e explosão vertical, pode-se dizer que é um atleta de primeira linha na liga.
Acho que nunca avaliei um prospecto da posição com um “primeiro passo” (velocidade de partida) tão rápido. Mas não é só isso: ele combina esse “arranque” com agilidade, coordenação e fluidez de movimentos.
O corpo esguio e peso (98 kg) podem passar uma impressão errada, pois ele é muito forte. E, mais do que isso, o seu estilo de jogo transparece isso no estilo agressivo em relação à cesta e busca de contato.
Ataque
Dybantsa é um jogador ofensivo incrível que, aos 19 anos, combina pontuação em três níveis com alta eficiência. Os seus instintos, ímpeto e postura agressiva deixam poucas dúvidas sobre a capacidade de pontuar em volume na NBA.
Ataca a cesta o tempo inteiro e é muito difícil de ser contigo por causa da combinação de primeiro passo, coordenação e controle de corpo. Por isso, não surpreende que tenha cobrado quase nove lances livres por jogo na última temporada.
Criador de arremessos fantástico em média distância, que os converte em bom índice. O mais curioso é que não o faz a partir de um drible avançado, mas por um trabalho de pés espetacular e uso do corpo para criar separação.
É um bom arremessador, mas mais eficiente criando com a bola nas mãos do que em situações de catch and shoot. Acertou só 36% das suas tentativas ao receber livre e posicionado para chutar na NCAA.
Por enquanto, Dybantsa ainda não é um espaçador de quadra consistente – o que terá um peso maior no próximo nível. Converteu só 49 bolas de três pontos em 35 jogos por BYU, com 33,1% de aproveitamento.
Leia mais!
- Analista lamenta destino de AJ Dybantsa após loteria do draft da NBA
- “Rockets vai ser um time melhor comigo”, garante Fred VanVleet
- Tiago Splitter ganha rival de peso para seguir como técnico do Blazers
Especialista em converter bolas difíceis, pois a tarefa de contestá-lo é complicada. Tem braços muito longos no arremesso, ótima mobilidade em espaço curto para criar espaço e não vê problemas em finalizar contra contato.
Ala muito bom criando a partir do pick-and-roll, em particular, para si mesmo lendo a reação das defesas. Ataca as marcações ao menor sinal de desequilíbrio e tem uma predileção por usar a mão esquerda nessas ações.
Um pontuador desse nível costuma ser “fominha”, mas o achei mais altruísta do que pensei em vídeo. Cresceu nos últimos meses como passador no pick-and-roll, apesar de não fazer leituras avançadas e se limitar a passes simples.
Os seus 1,5 rebotes ofensivos, a princípio, nem chamam tanto a atenção. No entanto, o vídeo desses lances é uma comprovação da sua imposição física, disposição para o contato e explosão em espaço curto.
Tenho alguma preocupação sobre a capacidade do prospecto jogar em alto nível sem a bola nas mãos. Vários aspectos do seu jogo ofensivo listando antes indicam um atleta que precisa da posse em volume para produzir.
Defesa
Sinto que, a princípio, Dybantsa é um defensor melhor do que recebe crédito. Ele tem boas posses defensivas quando está engajado e envolvido nos lances, mas é difícil ser regular com o volume ofensivo que carrega.
Tem baixas médias e taxas de roubos de bola e tocos no basquete universitário. Isso é importante porque esses índices costumam ser um sinal direto de condição atlética funcional e potencial defensivo na NBA.
Reboteiro adequado no lado defensivo da quadra, com potencial para ser ainda melhor. Qualidades como a sua força física e disposição para contato, por exemplo, são recursos valiosos para competir na tábua.
Não acho que ele tenha instintos apurados ou faça leituras avançadas como marcador. Como protetor de aro, em particular, ele tem um impacto quase nulo para os atributos físico-atléticos que possui.
Conclusão
O hype ao redor da NBA não é por acaso, pois AJ Dybantsa é um talento ofensivo geracional deste draft com um repertório incrível para a sua idade. Além disso, em um ano no basquete da NCAA, o jovem mostrou avanços como passador e defensor. É bem compreensível que ele se tornou o favorito para ser a primeira escolha geral. Afinal, esse garoto nasceu para colocar a bola na cesta.
Comparações: Tracy McGrady (ex-Orlando Magic) e DeMar DeRozan (Sacramento Kings) mais talentoso
Projeção: TOP 2 (provável primeira escolha geral)
comentários