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Sem NBA, entenda sucesso do Brasil de Yago Santos

Time brasileiro vem brilhando nas quadras e conquistando títulos

NBA Brasil Yago Santos
Reprodução / FIBA

O Brasil foi campeão da AmeriCup no último domingo (31) com Yago Santos sendo o MVP, mesmo sem contar com jogadores da NBA. Mas não é um fenômeno que começou agora. O time passou a ser competitivo nos últimos anos, apesar de inúmeros problemas. E é muito sobre isso que vamos falar aqui.

Durante mais de uma década, o Brasil contou com ótimos jogadores que passaram pela NBA. Entre eles, Leandro Barbosa e Nenê. Os dois eram os principais nomes de uma safra que deixa saudades individualmente. Afinal, Leandrinho foi eleito o melhor reserva da liga em 2007 e Nenê esteve considerado para o All-Star Game por anos, enquanto jogava por Denver Nuggets e Washington Wizards.

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Isso, sem contar com os ótimos Anderson Varejão e Tiago Splitter. Dá para dizer, sem sustos, que os quatro ex-jogadores da NBA poderiam ser titulares do Brasil atual. E fariam muita diferença, né?

Mas hoje, mesmo sem o nível de talento dos caras da NBA, o Brasil funciona, é competitivo e ganha torneios. Enquanto isso, Gui Santos está cada vez melhor no Golden State Warriors, conquistando o seu devido espaço.

O que diferencia a safra que ainda teve Guilherme Gionannoni, hoje um excelente comentarista da ESPN Brasil, e a atual, com Yago Santos? Olha… tem muita coisa. É assustadora a diferença.

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E olha que a briga entre NBB e CBB tinha tudo para atrapalhar, mas houve um acordo. Aconteceu em 2023, e tudo se resolveu em 2025, com aval da FIBA.

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Yago Santos é o líder da atual seleção do Brasil, ao lado de Bruno Caboclo (que teve passagem pela NBA, mas poderia estar lá até hoje). E veja só como as coisas são.

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Enquanto os dois tentaram jogar na NBA via Summer League, a opção pela Europa acabou ajudando o Brasil. Bem, na verdade, eles até queriam ficar nos EUA, mas nem sempre o talento é o que vale mais, né? Ou vai me dizer que Yago e Caboclo não teriam espaço em vários times? E nem estou falando de contratos two-way. É só olhar os elencos que você vai encontrar caras como Micah Potter ou KJ Martin. Sem esforço, dá para achar uns 30 piores que os dois brasileiros.

Mas pelo fato de jogarem na Europa, o calendário ajuda. Yago tem mais disponibilidade que Gui Santos, por exemplo. Assim, os que não estão na NBA podem disputar torneios com uma frequência bem maior.

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Aceitar um papel diferente no time do Brasil também é algo que faz a diferença, seja o jogador da NBA ou da Europa. Quem acompanha o basquete de Lucas Dias, por exemplo, vê uma diferença enorme do que ele faz por Franca, por exemplo. Isso se chama conjunto e liderança de um técnico. A base da equipe brasileira é a mesma há anos, com adições pontuais de jovens talentosos.

Tudo isso faz muita diferença em favor do Brasil nos torneios e, claro, Yago e Caboclo comandam. Então, existe um certo tipo de “hierarquia”. Você sabe que a bola vai para um ou outro. Não só por talento, mas porque fazem acontecer.

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E é muito triste para o Brasil ter visto uma geração tão forte como aquela de Leandrinho não vencer grandes coisas e ficar três ciclos olímpicos de fora. Mas as coisas mudaram.

Sucesso recente do Brasil tem explicação, mesmo sem NBA

Agora, de onde surgiu tanto talento? Por que o Brasil começou a ter sucesso nos torneios internacionais, muitas vezes sem jogadores da NBA?

Vamos voltar um pouco no tempo. Até a geração, com todo o pessoal da NBA, que classificou o Brasil às Olimpíadas de 2012, foram 16 anos sem disputar um dos principais campeonatos do mundo. Desde 1996, ainda com Oscar Schmidt, o time passou por muitos problemas com a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) e tudo dava errado.

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Aliás, Nenê deixou de jogar vários torneios pelo Brasil por conta de rusgas com a CBB, enquanto estava em seu auge na NBA. Pense no desperdício.

Mas as coisas começaram a mudar quando o NBB foi criado. A partir do momento em que o torneio começou, tudo melhorou muito e os times e as empresas passaram a ver o basquete de uma forma diferente.

Com um trabalho que demorou a engrenar, o que é muito normal, houve um entendimento que aquele era o torneio mais importante, com mais investimentos, mais jogos de basquete na TV. Pouco depois, veio a LDB, a liga de desenvolvimento para jogadores até 21 anos.

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Pronto! Havia uma base, um torneio importante e o Brasil começou a revelar talentos como Yago, além de Caboclo e Gui Santos para a NBA. Para quem não sabe, o hoje pivô da seleção começou no Pinheiros, no NBB.

Mudança de mentalidade

Se o nome de Carlo Ancelotti deixou técnicos brasileiros irritados no futebol, imagine no basquete um estrangeiro assumir a seleção há mais de uma década? Então, o espanhol Moncho Monsalve abriu as portas para Aleksandar Petrovic e mostrou que dava para não só participar de torneios, mas competir.

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Claro que não é fácil fazer o Brasil vencer e ser campeão de grandes torneios, mas existe uma grande diferença de trabalho e mentalidade para que caras como Yago, Caboclo e Gui Santos brilhem. Basta ver o que aconteceu nos últimos três ou quatro anos.

O Brasil fez uma Copa do Mundo um pouco abaixo, mas competiu de verdade em 2023 e foi às Olimpíadas após um grande resultado em Riga no pré-Olímpico no ano seguinte. Agora, volta a ser campeão da AmeriCup, 16 anos depois do último título.

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Mas o fato é que tudo leva a crer que estamos dando saltos de qualidade. Campeão pela segunda vez do Globl Jam em 2025, o Brasil mostra que a base é tudo. É por lá que se forma jogadores para o futuro. E o trabalho feito a partir da LDB vem colhendo muitos frutos, dando epaço aos jovens. Só não pode, entretanto, ficar fora do mundial sub 19, né? Isso foi feio.

Só que, com a transmissão de jogos para a TV ou YouTube, a LDB, o NBB, a base vem forte. As mudanças já estão acontecendo. Ainda bem.

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