Playoffs, títulos e MVP: Thunder pode pagar caro por isso na NBA
Time de Oklahoma City é o principal candidato a vencer em 2026

O Oklahoma City Thunder chegou nos últimos anos aos playoffs da NBA como o favorito a vencer vários títulos em sequência. Como resultado, alguém apareceu lá para comandar o time em quadra. Isso rendeu a Shai Gilgeous-Alexander um MVP e um provável bi em 2026. Mas tudo isso custa muito caro e não é qualquer um que consegue manter.
Sim, estamos falando de uma possível dinastia. É uma palavra que a atual NBA não suporta ouvir, mas sabe que o Thunder é capaz disso. Após oito jogos, oito vitórias e classificação às finais do Oeste. Parece fácil, mas é mesmo.
Em quadra, o Thunder é um time completo, como um MVP ambulante em Shai Gilgeous-Alexander, além de outros grandes jogadores que fazem de tudo para que a roda gire na NBA. E é por nem estar jogando 80% do que pode é que assusta o resto da liga.
A NBA não vê um time tão dominante há anos, desde quando o Golden State Warriors, de Stephen Curry, parecia não ter adversário. De fato, não tinha, mas alguns times tentaram e superaram, como os casos de Cleveland Cavaliers e Toronto Raptors.
Mas tal dominância custa caro. E é literalmente mesmo. Para ter uma ideia, esta é a última temporada da NBA que o Thunder não pagou multas. A partir da próxima, tudo muda e fica bem “salgado”.
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Claro que o Thunder quer aproveitar o grupo que tem hoje e ganhar mais títulos na NBA, mas quanto mais afunila a fase de playoffs, você nota que a superioridade é tão grande que parece ser de acordo com o que o time quer. E é assim mesmo.
Nas duas primeiras séries, o Thunder venceu seus oponentes por uma média de 16.6 pontos. É um número absurdo. E isso que o time nem está completo.
Aliás, o que é completo para o Thunder na fase regular ou nos playoffs, afinal? Dos 82 jogos da temporada, o time só teve seu quinteto titular em dez. Na pós-temporada, em dois dos oito. Jalen Williams, um astro, já está fora há seis partidas e contando.
A defesa esmaga qualquer chance do oponente ficar com a bola e pensar em jogadas, enquanto o ataque é rápido quando precisa sair em transição. No último jogo contra o Los Angeles Lakers, por exemplo, a equipe venceu por 22 a 9 só em pontos após erros de ataque.
Ou seja, a defesa pune e o ataque termina o serviço. O Thunder é um time especial na NBA.
Spurs?
Claro que a superioridade do San Antonio Spurs na temporada regular (venceu por 4 a 1) deixa a coisa mais equilibrada. Ao menos, na teoria. Mas na prática, é algo que muita gente quer ver. Será o Spurs o time a combater a possível dinastia?
Mas, ao mesmo tempo, é uma futura dinastia batendo outra. Isso porque o Spurs tem tudo para dominar nos próximos anos. Então, se a final do Oeste for entre San Antonio e Oklahoma City, pode ser apenas o primeiro capítulo de tal disputa.
Vai ficar caro…
Aí é que a NBA entra contra o Thunder. Não por ser o time de Oklahoma City, mas por conta de suas regras para coibir dinastias. A partir da próxima temporada, com o mesmo elenco, tudo vai ficar bem mais difícil.
De acordo com o site Spotrac, o Thunder vai pagar US$250 milhões em salários. De longe, o maior número da NBA para 2026/27. Mas, com isso, as taxas vão chegar com todas as forças. Para ter o mesmo grupo, serão mais US$213.2 milhões só em multas. Ou seja, US$463 milhões.
É insustentável.
Entre vendas de ingressos, camisas, qualquer coisa que tenha o nome Thunder na NBA, o time recebeu cerca de US$357 milhões no último ano. E olha que foi um aumento significativo em relação ao ano anterior, que ficou em torno de US$320 milhões.
A conta não fecha, mesmo que o time acumule títulos na NBA. Mas tem um outro motivo para tal: mercado.
Hoje, o Thunder tem só 26° mercado entre 30 times da NBA. Apenas como comparação, Oklahoma City seria apenas a 25ª cidade mais populosa se fosse no Brasil. Ou seja, é como se fosse uma grande cidade de interior ou algo assim.
Trocas
Mas existem algumas saídas para isso. Entre elas, as trocas que o Thunder pode fazer na NBA, desde que não enfraqueça o time em busca de títulos nos playoffs. É preciso abrir mão de alguns jogadores e o mercado sabe disso.
Então, ninguém vai fazer “caridade” e aceitar um Isaiah Hartenstein por uma escolha de primeira rodada. Na teoria, claro. As diretorias sabem que o time vai precisar de trocas e podem dificultar o caminho da franquia.
A partir de 2026/27, o Thunder vai pagar a Jalen Williams e Chet Holmgren cerca de US$41.5 milhões cada. Depois, tem Shai, com US$40.8 milhões.
Hartenstein, com US$28.5 milhões, imediatamente, é um dos candidatos em trocas. Assim como Lu Dort, que vai ganhar US$18.2 milhões. Ambos vão para o último ano de seus contratos, o que ajuda muito em seus casos.
Só que para o outro ano, vai ter de escolher o que vai fazer com Cason Wallace e não vai ficar mais fácil. A não ser que se livre de Alex Caruso.
Direção sabe dos perigos
Claro que a diretoria do Thunder entende o que está acontecendo e como a NBA vai reagir se começar a ganhar títulos em sequência nos playoffs. Foi uma forma que a liga encontrou para frear os gastos e deixar a coisa mais competitiva. Aliás, é o que Adam Silver “prega” há algum tempo.
Mais competitividade é igual a mais gente assistindo. Como resultado, muito mais dinheiro entrando.
O atual CBA (Acordo Coletivo de Trabalho) já fez outros estragos. Após os títulos, Denver Nuggets e Boston Celtics, times que já haviam investido bastante em salários, tiveram de trocar jogadores. Desde então, não conseguiram ser mais os mesmos.
E foram com a mesma ideia do Thunder: times baseados no Draft da NBA, com algumas trocas aqui e ali e pronto. A fórmula já existia quando o time fez o seu tank. A diferença única é que Nuggets e Celtics não passaram por uma reformulação completa antes de começarem a vencer.
Thunder candidato a mais títulos
Os times entenderam a fórmula do Thunder, Nuggets e Celtics, então já sabem o que fazer para os próximos anos na NBA. Dá resultados se a direção tiver pulso firme e saber negociar contratos.
O próprio Thunder foi muito bem quando estendeu com Aaron Wiggins e só tem de preocupar com Ajay Mitchell no ano que vem. Mas, ao mesmo tempo, é preciso ver o que o mercado está pagando. Se Mitchell seguir jogando como está nos playoffs, seu valor será muito maior que o de Wiggins (US$9.2 milhões em 2026/27).
Enquanto isso, até que as trocas aconteçam ou que o time seja obrigado a abrir mão de peças importantes por “quase nada”, o Thunder será um dos principais candidatos aos próximos títulos da liga. Quem quiser que corra atrás.
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