Antigo All-Star da NBA conta que caiu no Draft por Combine
Antigo jogador criticou atual formato do Combine

A posição no Draft da NBA nem sempre garante que um jogador vai virar All-Star. Ao longo da história, são muitos os casos de jogadores que superaram as avalições iniciais e conseguiram grandes carreiras. Um caso é o de Michael Redd, que saiu na segunda rodada de 2000 e construiu uma boa passagem pela liga.
Michael Redd foi apenas a 43ª escolha do Draft da NBA de 2000. Pelo Milwaukee Bucks, o ala demorou a ganhar espaço no elenco titular. Porém, assim que se estabeleceu, mostrou que poderia ser melhor do que esperado. Em 2003/04, por exemplo, o ex-jogador foi para o All-Star Game, enquanto ainda registrou 26.7 pontos por jogo em 2006/07.
Redd, desse modo, foi além do que se esperava para uma escolha de segunda rodada. No entanto, segundo o antigo jogador, a sua queda no Draft aconteceu por conta do Combine. No evento que avalia vários quesitos de um atleta de basquete, ele não conseguiu bons índices e acabou caindo nas avalições.
“Meus números no Combine do Draft foram terríveis”, disse o antigo All-Star. “As minhas corridas foram lentas e eu ão conseguia pular uma folha de papel. Além disso, meu peso era alto, porque a comida da faculdade era boa demais. Então, pelas medições registradas, eu não tinha motivo nenhum para estar na NBA. É parte do motivo pelo qual caí para a segunda rodada”.
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Para Redd, seu caso comprova como o Combine da NBA é falho. Isso porque, mesmo com índices ruins nestes quesitos, o jogador afirma que pontos não avaliados poderiam provar a qualidade dele como jogador.
“O Combine do Draft da NBA deixou passar muita coisa”, seguiu o uma vez All-Star. “Ele não mediu meu coração, meu QI de basquete, minha capacidade de ler defesas ou minha disposição para trabalhar. Além disso, ninguém mediu o cachorro dentro de mim. Então, o Combine mede altitude, mas precisamos medir atitude”.
O antigo jogador da NBA, portanto, recomendou mudanças para a avaliação antes do Draft. De acordo com Redd, a liga poderia colocar mais treinos cinco contra cinco, para avaliar o potencial de cada jogador em quadra.
“Eu preciso ver jogos. Quero ver o trabalho duro sem ar-condicionado, sem luxo. Não preciso de treinos sem marcação, onde ninguém defende você. Não se consegue ver a atitude de um jogador vendo o quão alto ele pula. No entanto, você consegue assistindo ele competir quando o jogo está valendo e tem alguém na frente dele”, finalizou Redd.
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