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Thunder tem noite “estranha” em derrota na final da Copa NBA

Jogadores da equipe lamentam atuação atípica e projetam aprendizado depois de jogo contra o Bucks

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Reprodução / Instagram

Ter a pior atuação da temporada em um jogo decisivo é o pesadelo de qualquer time da liga. E foi o que viveu o Oklahoma City Thunder nessa terça-feira, na final da Copa NBA. A equipe teve uma noite bem “descalibrada” nos arremessos contra o Milwaukee Bucks e, assim, viu o título da competição escapar. Depois de marcar 99 pontos ou mais em todos os jogos da campanha, o jovem elenco só anotou 81 pontos na decisão.

“Foi ‘estranho’, pois eu acho que a maior parte dos nossos arremessos foram bons. Mas, quando você joga contra um bom time, é preciso converter esses tiros de forma regular. E, se isso não acontece, você precisa ter a resiliência de seguir fazendo as coisas certas em quadra. Acho que a nossa atuação defensiva foi muito boa mesmo. Mas, às vezes, a bola simplesmente não cai”, lamentou o ala Jalen Williams, após o revés por 97 a 81.

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A mais baixa pontuação do Thunder nessa temporada, como resultado, carregou outros números ruins. Os índices de aproveitamento abaixo de 34% nos tiros de quadra e 16% nos chutes de longa distância foram os piores da campanha também. O time só acertou uma bola de três pontos em 18 tentativas no primeiro tempo. Mas todos acreditam que a qualidade dos arremessos não foi a questão.

“Para começar, nós erramos arremessos que costumamos acertar. Enquanto isso, eles fizeram um bom trabalho nos rebotes e pontuando perto do aro. Quando erramos os primeiros chutes da partida, perdemos a chance de ‘espaçar’ a defesa de Milwaukee. Eles tomaram o garrafão. E, nesse panorama, você precisa que algumas bolas caiam para vencer em alto nível”, avaliou Alex Caruso.

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Acontece…

Pode-se dizer que Shai Gilgeous-Alexander foi o símbolo da atuação do Thunder na final da Copa NBA. O eficiente craque teve uma de suas atuações menos eficientes em anos. Ele marcou 21 pontos em 24 arremessos que tentou. Além disso, distribuiu só duas assistências para três erros de ataque. Muitas pessoas elogiaram o esforço defensivo de Andre Jackson, mas o craque não viu o adversário como um fator decisivo.

“Andre fez um bom trabalho hoje, certamente. Mas não acho que ele tenha sido a razão da minha atuação. Isso porque eu sinto que ainda cheguei aos espaços da quadra em que gosto de operar. Então, a questão foi só que não consegui acertar os arremessos. Nada caiu para mim. Ninguém quer passar por algo assim, mas esse tipo de noite acontece”, argumentou o terceiro principal cestinha da temporada.

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Gilgeous-Alexander tem média de 30,3 pontos nessa campanha, enquanto acerta 51% dos seus arremessos de quadra. E ainda dá 2,4 assistências para cada turnover que comete. “Andre jogou bem e foi agressivo a noite inteira. Mas não é nada que eu já não tenha visto antes. Por isso, sinto que tudo foi mais sobre as minhas falhas. Como disse, acontece”, reforçou.

Aprendizado

O Thunder tem um dos elencos mais jovens da NBA, mas já dá resultados expressivos. Antes da final da Copa da NBA, o time esteve nas semifinais do Oeste. Ficou a duas partidas de eliminar o futuro campeão da conferência, Dallas Mavericks. Então, por mais que a derrota seja dura, o tempo está ao lado da equipe. O técnico Mark Daigneault, assim, aposta que a decisão do torneio só vai engrandecer o grupo.

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“Eu nunca vejo uma derrota como questão de só arremessos errados. Sinto que, antes de tudo, poderia ter feito um melhor trabalho criando chutes mais abertos em vários momentos do jogo. Mas vamos aprender com a experiência. É assim que funciona”, concluiu o treinador.

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