Cade Cunningham brilha e Pistons confirma virada sobre Magic
Detroit avança e é o 15° time da história a virar uma série em que perdia por 3 a 1

Cade Cunningham e Tobias Harris brilharam para levar o Detroit Pistons a virada na série contra o Orlando Magic nos playoffs da NBA. O armador e o ala somaram mais de 30 pontos para completar a reviravolta em uma série em que saíram perdendo por 3 a 1. O time da Flórida teve um Paolo Banchero brilhante, mas pouco além disso. Sem Franz Wagner, perderam outra vez.
Marcas legais tanto para Cade Cunningham quanto para Tobias Harris. O armador é o único jogador do Leste com médias de 30 pontos nos playoffs. Além disso, se tornou o segundo jogador mais jovem a entregar 30 pontos e dez assistências em um jogo 7. Por outro lado, Harris se tornou o ala mais velho a marcar 30 pontos e cinco bolas de fora em um jogo 7. A dupla foi enorme ao longo da série.
Fim de um grande jejum para o Detroit Pistons. Afinal, a franquia não vencia uma série de playoffs da NBA desde 2008. Aliás, havia sido contra o próprio Orlando Magic. A lista de coincidências contra a franquia da Flórida segue. Detroit já havia virado um 3 a 1 antes, também contra Orlando, em uma série em que era líder do Leste contra o oitavo colocado Magic em 2003. Agora aguardam o vencedor de Cleveland Cavaliers e Toronto Raptors.
Enquanto isso, o Orlando Magic segue sem conseguir dar o próximo passo com seu núcleo. O time que liderou o jogo 7 contra o Cleveland Cavaliers há dois anos, cai para Detroit agora após liderar a série por 3 a 1. Aliás, com a vitória do rival, o time da Flórida agora é o terceiro que está há mais tempo sem vencer uma série. Afinal, não vence desde 2010. Apenas Sacramento Kings e Charlotte Hornets tem um tabu maior.
Escalações
As equipes tiveram os mesmos desfalques dos últimos jogos. Em suma, Franz Wagner e Jonathan Isaac em Orlando e o arremessador Kevin Huerter em Detroit. Vale destacar aliás, que o astro alemão sequer ficou questionável para as últimas três partidas do Magic, sendo descartado de primeira, o que indica que sua lesão na panturrilha é um problema maior.
J.B Bickerstaff e Jamahl Mosley não tiveram surpresas para o jogo 7. Detroit teve: Cade Cunningham, Duncan Robinson, Ausar Thompson, Tobias Harris e Jalen Duren. Enquanto isso, Orlando escalou: Jalen Suggs, Desmond Bane, Jamal Cain, Paolo Banchero e Wendell Carter Jr.
Destaques
Um começo de muita intensidade, jogadas defensivas e transição, como tem sido a regra da série. Após o colapso no jogo 6, Orlando começou o jogo com pouco ritmo mais uma vez. Porém, após errar quatro arremessos, Paolo Banchero assumiu o protagonismo. O craque marcou os primeiros 11 pontos do time visitante, carregando nos ombros o peso ofensivo.
Detroit começou envolvendo Jalen Duren e com algumas transições que não funcionaram tão bem. Após liderar em grande parte do começo da partida, as rotações de Jamahl Mosley funcionaram melhor. Se não teve novidades no quinteto titular, o técnico trouxe novos nomes para a rotação com Mo Wagner e Jevon Carter. O pivô, sobretudo, teve grande impacto por seu espaçamento e briga por rebotes, não se deixando ser um ponto fraco defensivo.
Desmond Bane e Anthony Black converteram um arremesso cada e Orlando chegou a abrir quatro de vantagem. Porém, além de Cunningham que começou lento mas passou a acertar ao longo do jogo, o fator x do primeiro tempo acabou sendo Tobias Harris. O ala entrou em enorme ritmo, acertando duas bolas de três, alguns arremessos de meia distância e incendiou o ginásio.
O ala foi uma grande diferença. Afinal, além de Cade Cunningham e Paolo Banchero, ninguém tinha mais do que dez pontos no intervalo. Além de Harris, com 19. Enquanto o ala de Orlando marcou 23 e foi o cestinha, o Magic passou a sentir dificuldade, sobretudo com as dobras de marcação que sofria. A equipe da casa aumentou sua vantagem, fez o primeiro quarto de 40 pontos da série e foi para o intervalo com uma vantagem de 60 a 49.
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No terceiro quarto, tudo continuou a favor de Detroit. Cade Cunningham marcou 11 pontos e comandou o ataque do time, que rapidamente colocou 20 pontos de vantagem sobre o rival. Mesmo assim, J.B Bickerstaff seguiu sua rotação padrão, o tirando da quadra no meio do período para a entrada de Daniss Jenkins. Bom, em um minuto, Orlando diminuiu a vantagem para 13.
Por falar em 13, essa foi a quantidade de pontos do time da Flórida no terceiro quarto. Nove deles vieram de Paolo Banchero. Os coadjuvantes realmente não apareceram, o time parecia hesitante. Paolo então, tentava liderar, mas alguns arremessos curtos já deixavam claro que ele estava cansado. Cunningham voltou, Jenkins ficou e ganhou ritmo, algumas cestas de Tobias Harris e Detroit abriu 19 até o fim do terceiro período.
No último quarto, pouca coisa mudou. Orlando teve algumas pequenas reações, sobretudo com um Desmond Bane que tentou ganhar algum ritmo. Mosley adiantou seu time, que começou a marcar pressão desde a saída da bola. A vantagem chegou a cair para 14 pontos.
Mas não mais do que isso. Uma boa sequência de Cunningham alimentando arremessadores e Jalen Duren, encerrou de vez com o jogo. Com direito a reservas em quadra nos minutos finais, Detroit avançou para a próxima fase.
(8) Orlando Magic 94 x 116 Detroit Pistons (1)
Magic
| Jogador | PTS | REB | AST | STL | BLK |
|---|---|---|---|---|---|
| Paolo Banchero | 38 | 9 | 6 | 0 | 1 |
| Desmond Bane | 16 | 3 | 3 | 2 | 1 |
| Wendell Carter Jr. | 13 | 5 | 2 | 0 | 1 |
| Anthony Black | 11 | 5 | 1 | 5 | 0 |
| Jalen Suggs | 6 | 4 | 4 | 4 | 2 |
Três pontos: 10/30 (33.3%) / Banchero: 4/7
Pistons
| Jogador | PTS | REB | AST | STL | BLK |
|---|---|---|---|---|---|
| Cade Cunningham | 32 | 1 | 12 | 0 | 2 |
| Tobias Harris | 30 | 9 | 2 | 3 | 1 |
| Daniss Jenkins | 16 | 3 | 5 | 0 | 1 |
| Jalen Duren | 15 | 15 | 3 | 1 | 0 |
| Duncan Robinson | 10 | 6 | 3 | 3 | 0 |
Três pontos: 16/33 (48.5%) / Harris: 5/7
Pistons 4-3
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