Phoenix Suns e Portland Trail Blazers vão disputar uma das vagas aos playoffs da NBA via play-in. Os times do Oeste terão até dois jogos para isso. Afinal, o vencedor garante o sétimo lugar para encarar o San Antonio Spurs na próxima fase. Enquanto isso, quem perder ainda terá a chance contra o vencedor de Los Angeles Clippers e Golden State Warriors.
Para o Suns, a ida ao play-in até pode parecer pouco, mas vale lembrar que a franquia mudou tudo na última offseason da NBA. O time do Arizona trocou técnico, GM, assistente, além de um dos maiores jogadores da história: Kevin Durant.
Então, a equipe de Phoenix deu a volta por cima e chegou a incomodar a turma que foi aos playoffs de forma direta. Isso, por si só, já mostra que o time está no caminho certo. Mas para a franquia, play-in é algo inédito.
O Blazers, por exemplo, tem em seu histórico apenas uma disputa de play-in. E nem era no modelo atual. Em 2020, o time encarou e venceu o Memphis Grizzlies. Na sequência, caiu nos playoffs para o Los Angeles Lakers em cinco jogos, após vencer o primeiro deles.
Daquele grupo, só sobrou Damian Lillard. Aliás, Lillard saiu em troca para o Milwaukee Bucks, voltou, mas ainda não está disponível. Ele só volta às quadras na próxima campanha.
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Suns e Blazers chegam ao play-in de 2026, mas começaram a campanha 2025/26 da NBA pensando de formas diferentes. Enquanto o time do Arizona vinha de uma “ressaca” e troca de Kevin Durant, o Blazers planejava seguir com sua reconstrução baseada em jovens jogadores.
O Suns é outro time com Dillon Brooks. Ele pode ser polêmico, chato, mas faz a equipe melhor. Afinal, em 56 jogos com o ala, Phoenix venceu 32. Ou seja, 57.1%. Sem ele, são 13 vitórias em 26. Mas o grande nome segue sendo Devin Booker, que foi ao seu quinto All-Star Game da carreira em 2025/26.
Já o Blazers, perdeu o técnico Chauncey Billups logo após o primeiro jogo. Desde então, o brasileiro Tiago Splitter assumiu o cargo, ainda que de forma interina. Mas, ao mesmo tempo, o time recebeu o ótimo Jrue Holiday, que liderou o jovem grupo aos triunfos. Portland tem a melhor campanha desde 2020/21.
Suns
O Suns tem um time que jamais ficou fora da zona de play-in, pelo menos, desde o dia 5 de novembro. Então, estamos falando de uma equipe que competiu o tempo todo, mesmo com lesões de alguns de seus melhores jogadores.
Para ter uma ideia, Oso Ighodaro foi o único a fazer os 82 jogos. Depois, Collin Gillespie fez 80, enquanto Royce O’Neale atuou em 78. Todo o resto do time não passou de 70. Isso atrapalha muito, especialmente no Oeste.
Mas, de alguma forma, o Suns esteve sempre na briga. Isso valoriza ainda mais uma campanha para um time que chegou a ficar em quinto no dia 22 de janeiro. Então, o sétimo lugar tem um sabor especial para um grupo que só conta com Booker e O’Neale dos titulares do último ano.
Contra o Blazers no jogo de play-in da NBA, é provável que o técnico Jordan Ott tenha Gillespie vindo do banco pelo Suns. Enquanto isso, Jalen Green, Dillon Brooks, Mark Williams, Booker e O’Neale devem fazer parte do quinteto inicial.
Blazers
Se Lillard ainda não volta, o time terá Jrue Holiday na armação. Com mais liberdade, Holiday não faz só o papel de grande defensor. Afinal, ele tem sua melhor pontuação desde os tempos de Milwaukee Bucks.
O principal jogador é Deni Avdija, que foi ao seu primeiro All-Star Game da carreira. Em grande evolução, o ala-armador lidera Portland em pontos, assistências e é o segundo em rebotes.
Mas o Blazers conta com outras três grandes peças: Jerami Grant, Toumani Camara e o pivô Donovan Clingan.
Grant, o mais experiente deles, é ótimo nos arremessos de três e vem servindo como segunda ou terceira opção de ataque. Já o belga Camara, ótimo defensor, segue em evolução. Por fim, Clingan 22 anos, vem expandindo o seu jogo para o perímetro e é um dos melhores em rebotes de toda a NBA.
O que pode definir
É fato que o Suns tem um time melhor e venceu dois dos três jogos contra o Blazers ao longo da campanha. A partida vai acontecer em Phoenix, onde ganhou 25 das 41 paridas em 2025/26. Por outro lado, Portland teve apenas 41% de aproveitamento quando jogou longe de seus domínios.
Se Booker, Brooks e Green estiverem em quadra, o Suns é favorito. Mas vale lembrar que a defesa do Blazers é muito forte quando o time está completo. Não tem um bom aproveitamento de três (longe disso), mas sabe competir.
Talvez, por isso, o Blazers tenha uma chance real de vencer o Suns. A experiência de jogadores como Robert Williams, Jrue Holiday e Jerami Grant pode fazer a diferença.
Não espere tanto por um jogo de pontuação alta, pois Phoenix também é muito forte na defesa.
E tem um detalhe importante: Suns e Blazers estão entre os times que mais pontuam após erro de ataque do adversário e após rebote ofensivo. Ou seja, tem tudo para ser um grande jogo, com cara de playoffs.
Palpite: Suns
Fonte: Reprodução / X

