O atual CBA (Acordo Coletivo de Trabalho) da NBA mudou o prazo e os times só podem dispensar jogadores até esta sexta-feira, às 18h (horário de Brasília). Mas a tal regra não se aplica a todo tipo de acordo. É apenas para as equipes que queiram parcelar os contratos dos atletas. A partir do horário que a liga estipulou, será impossível dividir os valores daqueles que forem liberados pelas franquias.
Um exemplo disso na atual offseason é Damian Lillard. O Milwaukee Bucks aproveitou a regra da NBA para dispensar o armador na agência livre. Como resultado, o time vai pagar US$22.5 milhões por ano até 2027/28, ao invés de dar a ele o valor integral (US$112.6 milhões) e “travar” a folha.
Foi por conta de dispensar Lillard e parcelar seu contrato que o Bucks conseguiu fechar com o pivô Myles Turner logo depois. Como o armador não jogaria toda a temporada 2025/26 da NBA, o time usou a norma para abrir mão de um dos melhores jogadores da década e ter a chance de contratar Turner.
Aliás, o Bucks esteve envolvido com outros dois jogadores sob o mesmo tipo de regra que times usaram para dispensar na atual offseason da NBA. O armador Vasilije Micic, por exemplo, foi para a equipe em troca na agência livre e foi liberado para voltar para a Europa. Enquanto isso, o time fechou com Cole Anthony, que estava no Memphis Grizzlies após negociação com o Orlando Magic.
Anthony deixou o Grizzlies, que parcelou seu valor (US$11.1 milhões) até 2027/28 e fechou com o time de Wisconsin. Ou seja, de todos os times da NBA, quem mais se aproveitou do artifício foi Milwaukee. Tudo para (tentar) agradar o astro Giannis Antetokounmpo.
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Assim como o Bucks, o Phoenix Suns fez o mesmo ao dispensar Bradley Beal e dividir seu valor em parcelas de US$19.3 milhões até 2029/30. Então, Beal foi para o Los Angeles Clippers dias depois.
O mesmo não se aplica a outros jogadores que foram dispensados recentemente na NBA. Marcus Smart e Deandre Ayton, por exemplo, deixaram seus times (Washington Wizards e Portland Trail Blazers) e foram para o Los Angeles Lakers. A diferença deles é que, por conta de seus contratos expirantes, os times não parcelaram.
Aliás, o Blazers pode ter de usar a regra da NBA por conta de alguns de seus jogadores como Jerami Grant e Jrue Holiday. Enquanto o primeiro está no mercado de trocas e o time não consegue achar um interessado, Holiday chegou a querer deixar a equipe após a troca do Boston Celtics. No entanto, por conta de sua amizade com Lillard, ele deve ficar. Ao menos, até a próxima campanha da liga.
Vale lembrar que Portland ainda conta com o brasileiro Didi Louzada sob a mesma regra na NBA. Afinal, o ala de 26 anos foi dispensado pelo Blazers em 2022 e vai receber um valor parcelado até 2028/29.
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