“Não quero abandonar Stephen Curry”, desabafa Steve Kerr
Técnico do Warriors ainda não sabe se segue no comando da equipe para a próxima temporada

Steve Kerr e Stephen Curry, certamente, é uma das parcerias entre treinador e jogador mais bem-sucedidas da NBA atual. Mas essa história pode estar prestes a terminar. O técnico dá sinais de que não segue no comando do Golden State Warriors na próxima temporada. O craque, no entanto, é um dos motivos que ainda o fazem pensar duas vezes na aposentadoria.
“Essa decisão não é simples porque não quero ‘abandonar’ Stephen. Não quero deixar Draymond Green. Se eles estivessem se aposentando também, a história seria bem mais fácil. Nós iríamos embora juntos e, com isso, a equipe poderia definir uma nova direção. Mas não é assim e tudo fica mais complicado”, refletiu o veterano, em entrevista à revista The New Yorker.
Dá para entender o tom de drama, pois Steve Kerr e Stephen Curry ganharam quatro títulos da liga juntos. Uma década de trabalho que colocou o Warriors entre as equipes mais populares da NBA ao redor do mundo. Mas a impressão geral é que se trata de um fim de ciclo para todos. Será mesmo? O técnico não consegue cravar isso, se o “parceiro” seguir em ação.
“Stephen vai jogar mais alguns anos e, por isso, sinto que podemos fazer coisas legais juntos nessa liga ainda. Então, vamos ter conversas nas próximas duas semanas para tentar chegar a uma decisão. E, não importa o que aconteça, vai ficar tudo bem. Sem problemas. Afinal, essa história é importante demais para não terminarmos bem”, garantiu o ex-jogador da NBA.
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Diferentes
A relação entre Kerr e Curry virou algo quase umbilical. Nunca houve nem rumores de desentendimento entre ambos, por exemplo. O técnico sempre disse que acha que o armador ajudou mais o seu trabalho na liga do que ele o ajudou. E virou uma perfeita liderança para a sua filosofia e estilo de jogo em quadra. Um elogio incrível, certamente, para um ex-atleta que atuou com ninguém menos do que Michael Jordan.
“Stephen é um líder incrível, assim como Michael. Mas são abordagens muito diferentes de liderança. Ele tem uma compaixão pelos seus companheiros e uma alegria de viver que são poderosas demais. Além disso, ele celebra os feitos de todos. No entanto, acho que nós não teríamos sido tantas vezes campeões sem a luta e espírito competitivo de Draymond”, teorizou o treinador.
Kerr admite que, apesar de uma afeição semelhante, a sua relação com Green é muito mais complicada. “Nós tivemos vários bate-bocas nos primeiros cinco anos de trabalho. Mas, no fim das contas, a verdade é que entendemos um ao outro. Draymond é único. Há coisas que fez pelas quais nunca vou perdoá-lo e, mesmo assim, iria para guerras por ele”, contou o técnico.
É o momento?
O Warriors conquistou o seu último título sob o comando de Kerr em 2022. Desde então, a equipe só ganhou duas séries de playoffs. Mais do que isso, já houve duas quedas no play-in – incluindo nesta temporada. As referências do time, todos sabem, estão no fim de carreira. O técnico garante que, a princípio, tudo o que não quer é “passar do prazo de validade”.
“A minha situação é interessante, pois, como disse, não é fácil. Tenho muito respeito por essa organização, mas sei como as coisas funcionam. A maioria dos ciclos de técnicos na liga duram algum tempo até que sair vira o melhor para todos. Nós temos que descobrir, então, se esse momento chegou”, resumiu o histórico treinador.
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