Tiago Splitter reflete sobre temporada do Blazers: “Orgulho”
Após eliminação dos playoffs, treinador exalta trabalho e elenco em campanha de superação

A primeira temporada de Tiago Splitter como técnico do Portland Trail Blazers terminou nesta terça-feira. A equipe até fez um jogo de brio e recuperação, mas perdeu para o San Antonio Spurs e está eliminado dos playoffs. Apesar do título sempre ser a meta, pode-se dizer que foi o ponto final em um ótimo trabalho. Esse é o sentimento que o brasileiro vai levar consigo para a offseason.
“Eu estou bem orgulhoso do nosso time, antes de tudo. Da temporada que nós fizemos como um todo. Depois dessa derrota, fica difícil não começar a se recordar de tudo o que vivemos e enfrentamos juntos ao longo do ano. Mas, acima de tudo, esse grupo sempre competiu para vencer. Isso é o que deve nos causar mais orgulho”, cravou o treinador, depois do revés por 131 a 122.
Tiago Splitter, a princípio, não deveria ter sido técnico do Blazers na temporada. Foi um acaso do destino, pois ninguém espera que Chauncey Billups seria preso e afastado do cargo em outubro. Ele havia chegado à franquia há pouco tempo, vindo de treinar o Paris Basketball. Por isso, conseguir a sétima colocação do Oeste e classificação aos playoffs foi uma vitória por si só.
“Perder e ser eliminado, certamente, não é bom. Mas sabíamos do nível do desafio que estava do outro lado. O Spurs é uma grande equipe de basquete. Além disso, tem um superastro que está mudando o esporte em Victor Wembanyama. O fato é que eles jogaram melhor e, por isso, mereceram seguir em frente”, admitiu o ex-pivô do time texano.
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Grande reação
Não dá para dizer que a eliminação em cinco partidas foi uma surpresa. A entrevista de Tiago Splitter e o seu balanço da temporada do Blazers, aliás, sinalizam isso. Mas não tivemos uma “queda” sem briga. O time teve um início muito ruim fora de casa e, com isso, dava sinais de que seria um atropelo do Spurs. Não foi bem assim, no entanto. E o técnico fez questão de chamar a atenção para isso.
“Nós contestamos todos os arremessos deles no início do jogo, mas caíram. Enquanto isso, chutamos livres e não acertamos nada. E, assim, abriram os 30 pontos de frente. Mas quero ressaltar que lutamos muito. Tanto que, com oito minutos para o fim, essa diferença só era de nove pontos. Então, ainda tivemos chances de ganhar”, avaliou o treinador de 41 anos.
Já não é segredo que Splitter não tem o cargo de técnico do Blazers garantido para a próxima temporada. Então, se esse tiver sido o seu último capítulo no cargo, acha que vai embora de uma forma muito digna. “É preciso saber fechar o jogo, concretizar uma reação. No entanto, eu vou levar comigo como lutamos hoje. Nós não desistimos até o último minuto, mas não deu”, lamentou.
Problema
A experiência da primeira rodada de playoffs trouxe um grande desafio para Splitter e os jogadores do Blazers. Talvez, até injusto. Encarar Victor Wembanyama, afinal, é um dos grandes desafios da NBA hoje. Então, imagine uma série de partidas contra o fenômeno francês. O brasileiro admite que não teve respostas para o adversário, em particular, tentando atacar.
“Enfrentar Victor é muito, mas muito difícil. Você precisa tentar mudar os ângulos dos bloqueios e ações para despistá-lo na marcação. Mas é um jogador pode contestar os arremessos de três pontos e proteger o garrafão ao mesmo tempo. Ele ainda será um problema para todos por muito tempo nessa liga”, projetou o ex-jogador.
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