Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

Timberwolves: agradável e competitivo?

Ricardo Stabolito Jr. analisa o início de temporada do Minnesota Timberwolves e as perspectivas competitivas do time no restante do ano

O Minnesota Timberwolves é uma das sensações deste início de temporada não apenas por sua campanha. Na verdade, se fosse somente por seu recorde, é provável que não estivesse atraindo tanta atenção: com sete vitórias em 12 jogos, o time está na oitava posição do Oeste neste momento. Ou seja, estaria nos playoffs com a última vaga da conferência – um grande feito visto o nível da competição, mas nada sensacional ou incompatível com a qualidade do elenco. Ninguém pode compará-los com 76ers ou Suns, por exemplo. O que realmente faz o Twolves cair no gosto de todos é a forma de jogar.

Em resumo, nós poderíamos dizer que Minnesota joga um basquete livre e envolvente. O time possui o segundo maior número de posses de bola usadas por jogo (102.1) e a terceira maior média de pontos da liga (107.8). É uma equipe fluída, que dita o ritmo de jogo e tem um elenco cheio de opções ofensivas. Algo que parece tão original na NBA atual porque, curiosamente, é imagem e semelhança de muitas montadas pelo veterano Rick Adelman em sua carreira.

Continua após a publicidade

Na contramão da “onda” de treinadores de base defensiva que tomam a liga nos últimos anos, Adelman é um técnico que sempre se notabilizou por montar elencos ofensivos com sistemas simples. Ele estimula bloqueios, trocas de marcações e movimentação constante sem a bola como forma de dinamizar e fluir o ataque, dificultando o trabalho das defesas. Seu basquete é atraente porque é ofensivo, mas também porque é simples: faz sentido e agrada jogadores e torcedores. É um basquete que acontece (de fato) dentro de quadra, que só procura uma boa chance de arremessar, contrário a estratagemas malucos que só funcionam na prancheta.

Não existem dúvidas de que, neste cenário de constante movimentação sem a bola, o veterano treinador encontrou seu armador ideal em Ricky Rubio – capaz de “enxergar” e municiar atletas ao menor sinal de falha de defesas, fazendo uso de sua fantástica visão de quadra (melhor da liga?) e noção de passe em ponto futuro. Não por acaso, ele lidera a NBA em porcentagem de posses de bola que terminam em assistências (42.5%). Mas, com Kevin Martin e Corey Brewer nas alas – que não são passadores –, não basta apenas ter apenas um bom passador no time. Cresce a necessidade de homens de garrafão que estejam atentos aos companheiros e possam passar a bola com qualidade.

Continua após a publicidade

Quando digo isso, eu não estou me referindo unicamente aos passes do garrafão para o perímetro. Até algo que soava mais como uma curiosidade do que recurso, como a “ligação direta” defesa-ataque que Kevin Love faz tão bem, torna-se uma arma em potencial e ajuda a impulsionar o forte jogo em transição do Twolves de Adelman.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=FO6EbYAwKjQ]

Mais do que qualquer detalhe citado, porém, o sucesso ofensivo de Minnesota deve-se ao fato de que os jogadores estão conseguindo impor o ritmo acelerado que querem aos jogos, como comprova a média de posses de bola por jogo. Todos exaltam os arremessadores que o time tem, mas, na verdade, possui somente a 18ª melhor equipe da NBA em conversão de chutes de quadra (44%). O grande trunfo é que estão forçando os oponentes a correr com eles – e é muito mais difícil derrotá-los em seu próprio estilo.

Continua após a publicidade

Provavelmente, o aspecto mais interessante sobre o Timberwolves reside na eficiência no lado defensivo da quadra: os comandados de Adelman são, na verdade, mais eficientes marcando do que no ataque. Avaliando os índices de pontos anotados e cedidos por 100 posses de bola, eles têm a 10ª maior marca ofensiva (103.5) e a sétima melhor defensiva (98.7). Este número “aniquila” a impressão de uma defesa ruim passada pelos 100.5 pontos sofridos por jogo – resultado muito mais do alto número de posses do que pela qualidade de atuação.

A eficiência defensiva do Twolves não é impulsionada pelo aproveitamento nos arremessos de quadra que impõe ao adversário – na verdade, os 45.2% que cedem são um índice nada mais do que mediano –, mas por questões menos lembradas. O time sobe no ranking, por exemplo, ao ser o quinto que mais força erros de ataque (17.4) e o segundo que menos permite lances livres (18.1). Ou seja, diminuindo a eficiência por posses de bola e “cortando” pontos fáceis da conta.

Continua após a publicidade

A verdade é que o quinteto titular possui alguns bons defensores individuais (Rubio, Brewer, Pekovic), mas, como coletivo, o Timberwolves ainda não parece se encaixar nos jogos que assisti da equipe. É perceptível que não é tão complicado criar bons arremessos, quebrar a defesa, contra Minnesota. Ter atletas como Martin e Brewer juntos, que são descuidados na marcação fora da bola, contribui para que tudo não se arredonde. O problema mais claro é, provavelmente, a falta de um pivô que proteja a cesta (como Hibbert, Noah, Sanders), o que fica bastante evidenciado nos 3.4 bloqueios por jogo do time – segunda pior marca da liga.

Por isso, a defesa continua a ser a barreira que mantém o Timberwolves longe de alçar voos competitivos ainda mais altos. O problema não é exatamente marcar, que fique bem claro. O problema é que a equipe de Minneapolis vence jogos no ataque, mas não na defesa. Eles dependem do ataque funcionando para serem competitivos e ainda não venceram nenhuma partida na temporada em que marcaram menos de 100 pontos, por exemplo. Neste momento, isso é minimizado pela imposição do ritmo de jogo e suas contagens simplesmente costumam ser sempre centenárias. Mas pense em quantos jogos de playoffs terminam 95 a 90 e quantos acabam 120 a 114. Para cada três ou quatro do primeiro, há um do segundo.

Continua após a publicidade

Contra os melhores times, que sabem proteger a bola e impor seu estilo, o Timberwolves precisará dar mais um passo a frente. Precisará encontrar sua melhor formação defensiva, de Rubio convertendo arremessos para manter as marcações minimamente preocupadas e por aí vai. Mas isso é outra conversa. A se pensar mais para a frente…

[polldaddy poll=7579659]

comentários