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The New York Knickerbockers – parte 2

  Já relembramos o elenco que compôs a franquia durante seu último título, e agora falaremos sobre a temporada de 1972-73. — O New York Knicks teve a melhor campanha na temporada regular desde o título em 1970: foram 57 vitórias e 25 derrotas. Ancorado pela forte defesa de Frazier e DeBusschere (e de Meminger […]

 

Já relembramos o elenco que compôs a franquia durante seu último título, e agora falaremos sobre a temporada de 1972-73.

O New York Knicks teve a melhor campanha na temporada regular desde o título em 1970: foram 57 vitórias e 25 derrotas. Ancorado pela forte defesa de Frazier e DeBusschere (e de Meminger e Gianelli, quando entravam), foi a equipe que cedeu menos pontos para os seus adversários – 98.2 pontos por partida. Jogando no Madison Square Garden, o Knicks teve o maior público dos 17 times da NBA, com média de quase 19.300 espectadores por partida – nos 41 jogos disputados em casa, foram 35 vitórias.

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Mesmo assim, sua campanha foi apenas a quarta melhor da temporada. Na conferência Leste, um surpreendente Boston Celtics teve impressionantes 68 vitórias e apenas 14 derrotas, devido às atuações de Dave Cowens, MVP da temporada regular, auxiliado por Jo Jo White e Paul Silas, além de um rejuvenescido John Havlicek – melhor jogador do time.

Além disso, o Baltimore Bullets venceu 52 jogos na temporada, graças à sua dupla de garrafão formada por Wes Unseld e Elvin Hayes, além do scorer Archie Clark. Correndo por fora, o Atlanta Hawks teve 46 vitórias, liderado pelos seus armadores Lou Hudson e Pete Maravich.

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Na conferência Oeste, dois times tiveram 60 vitórias: Los Angeles Lakers e Milwaukee Bucks. Enquanto o Lakers ainda era liderado pelos veteraníssimos Jerry West e Wilt Chamberlain – em sua última temporada – além de Gail Goodrich, o Bucks dependia quase que exclusivamente de Kareem Abdul-Jabbar e Oscar Robertson, este não menos experiente que West e Chamberlain.

Além disso, o Chicago Bulls (sim, na conferência Oeste) teve 51 vitórias graças ao técnico Dick Motta, que apostava em defesa forte para superar as deficiências ofensivas da equipe – que dependia, e muito, do ala Bob Love. E por fim, o Golden State Warriors, que contava com a volta de Rick Barry e um motivadíssimo Nate Thurmond, teve 47 vitórias.

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Digno de nota também é a temporada sensacional de Nate “Tiny” Archibald. Em um fraco Kansas City-Omaha Kings, Tiny liderou a liga tanto em pontos (34 pontos por partida) quanto em assistências (11.4 por jogo). O Philadelphia 76ers teve uma das piores campanhas de todos os tempos, com apenas nove vitórias e 73 derrotas.

Nos playoffs, o Knicks se viu frente a frente com seu maior rival no início do década de 70, o Baltimore Bullets, ex-clube de Earl Monroe. As franquias se enfrentaram durante seis anos seguidos (de 69 até 74) e o Bullets só venceu em 1971 – ano em que avançou às finais da NBA e foi destroçado pelo Milwaukee Bucks. Em 1973, o Knicks venceu a série em cinco jogos, com a dupla Monroe e Frazier fazendo 43 pontos por partida. No Bullets, destaque para a série de Elvin Hayes, que fez 25.3 pontos por jogo.

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Enquanto isso, o Celtics eliminou o Hawks por 4-2 e se classificou para as Finais do Leste contra o Knicks. No Oeste, o Bulls conseguiu levar a série contra o Lakers até o jogo 7, não cedendo nenhuma vitória em Chicago. Na outra semifinal, o Warriors surpreendeu a todos eliminando o Bucks em seis jogos, com o pivô Nate Thurmond marcando belissimamente Kareem Abdul-Jabbar.

Na final do Leste, o Celtics era o favorito, enquanto o Lakers tinha tudo para derrotar o Warriors no Oeste – o que realmente aconteceu, em cinco jogos, com direito a uma vitória humilhante por 126×70 no jogo 3. O time de Boston realmente começou a série engolindo o Knicks, com uma vitória por 134x 108 (30 pontos de Jo Jo White e 26 de John Havlicek). No jogo 2, porém, o domínio foi do time de Nova York: 129×96, com um jogo coletivo maravilhoso e oito jogadores alcançando os dígitos duplos – essa diferença de 33 pontos talvez seja a maior que o Celtics cedeu em um jogo de playoffs em todos os tempos.

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No jogo 3, nova vitória do Knicks, dessa vez por 98×91. Nessa partida, John Havlicek lesionou o ombro, o que teoricamente facilitaria as coisas para o Knicks – mas não foi o que aconteceu. No jogo 4, os nova iorquinos começaram o último quarto perdendo por 16 pontos, mas conseguiram empatar de forma impressionante, ainda mais considerando-se que não havia a linha de três pontos. A partida foi para a prorrogação, que terminou mais uma vez empatada graças a Phil Jackson, que acertou dois lances livres no final e levou o jogo para a segunda prorrogação!

Por causa das faltas, o Knicks disputou todos os últimos minutos com Frazier, DeBusschere (os dois melhores defensores da equipe), Jackson e os calouros Bibby e Gianelli. Este fez uma partida tremenda marcando o MVP da temporada, Dave Cowens, e conseguindo eliminá-lo por faltas. No fim, vitória por 117×110 e uma apenas uma vitória separava a equipe das finais (3-1).

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Mas a série era contra o Boston Celtics. Mesmo sem seu melhor jogador (John Havlicek), eles venceram o jogo 5 em casa (98×97) e o jogo 6 em pleno Madison Square Garden por 110×100, forçando o jogo 7 no não menos mítico Boston Garden. O Celtics nunca perdera um jogo 7 em séries de playoffs até o momento.

Então houve a consagração de Dean Meminger: no lugar de Monroe, ele foi o responsável por marcar Jo Jo White (que acertou 10 em 22 arremessos naquela noite), e contribuiu com 13 pontos – nove deles no segundo quarto – seis rebotes, três assistências e quatro roubos de bola. O Knicks venceu o Celtics por 94×78, e avançou para sua terceira final de NBA em quatro anos, contra o mesmo adversário: o Los Angeles Lakers.

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Nas finais, o Lakers venceu o primeiro jogo por 115×112, mas depois disso o Knicks dominou: venceu as quatro partidas seguintes e se vingou da derrota do ano anterior, quando também perdera por 4-1. Willis Reed foi eleito o MVP das Finais, com médias de 16.4 pontos e 9.2 rebotes, apesar de o cestinha da franquia ter sido Bill Bradley, com 18.6 pontos, e o melhor jogador ter sido Walt Frazier, jogando 46 minutos por partida e fazendo 16.6 pontos, 6.8 rebotes e cinco assistências.

Com o título, o Knicks se tornou na primeira franquia a derrotar duas equipes que haviam obtido mais de 60 vitórias na temporada regular durante a mesma pós-temporada ao derrotar Lakers e Celtics. Esse feito continuou imbatível até Michael Jordan e o Chicago Bulls fazerem isso duas vezes: em 1993 e 1996, derrotando o próprio Knicks em uma das oportunidades. O Houston Rockets também fez isso em 1995.

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O Knicks só voltou às finais da NBA em 1994, liderado por Patrick Ewing e John Starks – embora muito provavelmente isso não tivesse acontecido se Michael Jordan não houvesse se aposentado para jogar baseball. Daquela equipe, Frazier, Monroe, DeBusschere, Bradley, Reed e Lucas foram indicados para o Hall da Fama como jogadores, e Phil Jackson e Red Holzman como treinadores.

 

 

 

 

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