Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

Revisão da Temporada – Oklahoma City Thunder

Westbrook à parte, a temporada do Thunder deixou muito a desejar

Oklahoma City Thunder (47-35)

Temporada regular: sexto lugar da conferência Oeste
Playoffs:
eliminado na primeira rodada pelo Houston Rockets, em cinco partidas
MVP da campanha:
Russell Westbrook (31.6 pontos, 10.7 rebotes, 10.4 assistências e 1.6 roubo de bola)

Pontos positivos

– Russell Westbrook foi simplesmente sensacional, conquistando uma impensável média de um triplo-duplo para a temporada.

– A troca com o Chicago Bulls que trouxe Taj Gibson e Doug McDermott no meio da temporada para o time de Oklahoma parece ter surtido efeito e adicionado a qualidade do elenco.

Continua após a publicidade

– A conexão Westbrook-Adams funcionou, e a dupla foi a terceira da liga inteira com maior número de assistências de um para o outro.

Pontos negativos

– Dificuldade de se impor contra os melhores times. Somando os confrontos versus os três primeiros colocado do Oeste, o Thunder teve um péssimo aproveitamento de 2-9 na temporada regular, e foi vítima fácil do Rockets nos playoffs.

– Quando alguém tem uma temporada tão fora da curva como Westbrook, é natural que o time sinta a falta de uma referência quando tal jogador não está em quadra; com o Thunder, isso não foi diferente, e a equipe sofreu muito contra Russell estava no banco, ou até mesmo em dias pouco inspirados.

Continua após a publicidade

– Displicência ofensiva: o Thunder esteve no top 5 de times que mais tiveram a bola roubada por seu adversário.

– Pior aproveitamento em arremessos de três pontos.

Análise

Ainda que não tenha sido a temporada dos sonhos para os seus torcedores, o Thunder proporcionou aos fã da NBA uma divertida saga ao longo da temporada regular. Em todo jogo, criava-se a expectativa se Russell Westbrook manteria sua absurda média de triplo-duplo. O começo 6-1 da franquia pode até ter iludido um pouco fãs e mídia, mas após 4 derrotas seguidas, deu para perceber que o Thunder estaria no pelotão que brigaria por vagas intermediárias na disputa pelos playoffs.

Continua após a publicidade

Como já mencionado, cada jogo tinha o atrativo extra de Russell Westbrook e sua caça pelo triplo-duplo, ainda que o mesmo negue seu interesse pelas estatísticas. Os inflacionados números de Westbrook geraram muita discussão na liga: seu desempenho reflete os números absurdos? Concordando ou não, o fato é que o Thunder implementava algo que poucas equipes na NBA faziam (talvez o Rockets fosse uma delas): o trabalho dos pivôs no garrafão era mais de assegurar que o pivô adversário não conseguisse pegar o rebote do que propriamente ir à bola e pegar sozinho o rebote. Isso criava uma lacuna para os rebotes serem pegos por Westbrook, sob a justificativa de armar o contra-ataque mais rápido. Isso certamente gerou uma gordura no seu número de rebotes (tanto assim que Westbrook foi líder na categoria rebotes sem contestação do adversário) e assistências.

Enquanto brigava por uma quarta colocação na Conferência Oeste, o impossível foi se tornando realidade, e Westbrook concretizou a marca obtida por Oscar Robertson há mais de 50 anos, terminando a temporada regular com um triplo-duplo de média. Entretanto, a equipe era uma com Russell e outra sem: ainda que a troca que trouxe Gibson e McDermott ao Thunder tenha ajudado, a verdade é que faltavam bons chutadores para aproveitar a dupla marcação em cima do camisa 0 do Thunder, além de um jogador que conseguisse criar seu próprio arremesso.

Continua após a publicidade

Nos playoffs, a equipe entrou contra o Houston Rockets sabendo ser uma difícil missão derrubar o time de James Harden e cia. Após o primeiro jogo, era nítida a impressão que a equipe não teria o necessário para bater os texanos, e a previsão se concretizou, ainda que o Thunder tenha conseguido uma dura vitória no terceiro confronto entre as equipes.

Futuro

O Thunder foi um dos times com movimentação mais impactante durante essa pós-temporada. Sem dúvida alguma, a principal transação foi a troca com o Indiana Pacers que sacramentou na chegada do astro Paul George para o Thunder, enquanto que Victor Oladipo e Domantas Sabonis foram parar no Pacers.

Continua após a publicidade

Ainda que a chegada de George deva ajudar na questão da falta de referência e dar um fôlego extra a Westbrook, a verdade é que é difícil ver o Thunder almejar grandes marcas para esse ano. O nível de competição é altíssimo, e a franquia do técnico Billy Donovan parece estar um passo atrás dos concorrentes mais diretos.

Se para o ano as aspirações não são muito animadoras, a próxima pós-temporada pode ser ainda mais desastrosa. Isso porque Paul George tem apenas um ano de contrato restante e tem seu nome fortemente atrelado ao Los Angeles Lakers ano que vem. Quem também tem seu nome conectado com o Lakers é Russell Westbrook: natural da área, o craque parece hesitante em fazer um longo contrato, como fizeram James Harden e Stephen Curry essa pós-temporada. Com uma player option para 2018, teme-se que o astro deixe o Thunder após o final desta temporada.

Continua após a publicidade

comentários