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Revisão da temporada – Orlando Magic

Time completa quinta temporada seguida longe dos playoffs com menos perspectivas do que gostaria

Orlando Magic (29-53)

Temporada regular: 13ª colocação da conferência Leste
Playoffs: não se classificou
MVP da campanha: Aaron Gordon

Pontos positivos

– Para uma equipe essencialmente jovem, o Magic mostrou muito cuidado operando com a bola nas mãos: encerrou a temporada com o sexto menor índice de posses terminadas em erros de ataque da liga (12.1%).

– Aaron Gordon atuou deslocado de sua posição ideal na maior parte da campanha e, mesmo assim, confirmou-se como o grande jovem talento do elenco de Orlando. Combinou boas médias com disposição por assumir novas funções.

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– Se a aposta em pivôs e formações mais altas deu algum resultado, ele surgiu nos rebotes defensivos: o Magic teve uma defesa declinante ao longo do ano, mas teve a nono melhor taxa de coleta na tábua defensiva (77.4%).

– A reta final de temporada de Elfrid Payton foi bem forte e deu um fôlego para sua carreira em Orlando. Com uma equipe mais leve e mais chutadores em quadra, ele aproveitou as melhores condições e teve seus melhores dois meses na NBA.

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Pontos negativos

– O Magic tentou ir na contramão do restante da NBA e apostar em formações mais altas. Deu errado: o excesso de pivôs imobilizou um time já sem arremessadores e encontrou problemas para encaixar a marcação contra equipes mais espaçadas.

– Um problema crônico de Orlando voltou a atacar: o sistema ofensivo. Esse elenco não é naturalmente passador e a aposta em atletas de garrafão expôs (ainda mais) a falta de chutadores do perímetro, “afunilando” as ações.

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– O Magic é tão ruim assim arremessando? Na temporada passada, a equipe teve o terceiro pior aproveitamento de arremessos (44%), segundo pior índice de acerto nas bolas de três pontos (32.8%) e segundo pior field goal ajustado (48.9%) da liga.

– Os investimentos agressivos para tentar chegar aos playoffs e resultados desta campanha mostraram algo preocupante: depois de cinco anos de reconstrução, a franquia possui bem menos do que imaginava em termos de talento.

Análise

O Magic assumiu altos riscos na tentativa de retornar aos playoffs, investindo em reforços provados (Serge Ibaka, Bismack Biyombo, Jeff Green) para acelerar um processo de reconstrução que não parecia animar e montar um elenco à feição do treinador Frank Vogel. Já se sabia, desde o início, que a decisão era questionável: uma aposta arriscada para uma recompensa modesta. E, para piorar, deu errado. Muito errado.

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Seguindo o roteiro de temporadas anteriores, Orlando até teve um bom começo de campanha: a equipe freqüentou a zona de classificação aos playoffs até a primeira semana de dezembro, conquistando dez vitórias nos 22 jogos iniciais. Uma defesa física e eficiente, com a “cara” de Vogel e usando formações mais altas, conseguiu render alguns resultados inesperados no início da trajetória. Mas também seguindo o roteiro dos últimos anos, tudo “desandou” antes da virada do ano.

O time perdeu-se porque a marcação parou de funcionar, como aconteceu nos dois anos anteriores. Times mais leves ganharam entrosamento e as formações “altas” do Magic, que se impunham pela força física, perderam eficiência contra um jogo mais espaçado. E isso expôs um problema crônico do Magic: o ataque estagnado, sem arremessadores para “abrirem” a quadra e assustadoramente lento para um elenco jovem/atlético.

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A medida do fracasso da estratégia veio em fevereiro: adquirido só meses antes, Ibaka teve que ser negociado antes que se tornasse agente livre e, certamente, fosse embora sem nenhuma compensação. Era o final da aposta nas formações mais altas, que também trouxe uma série de repercussões que atrapalharam o resto da equipe ao longo do ano: Elfrid Payton atuando sem espaço para infiltrar, exposto à falta de arremesso; Aaron Gordon jogando como ala de ofício, quando seu desempenho mais destacado aconteceu na posição quatro; Nikola Vucevic competindo por espaço em um garrafão ainda mais congestionado.

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Sem surpresas, o Magic teve um desempenho superior após o Jogo das Estrelas. Ou, pelo menos, mais animador. Atuando com times mais baixos, com Gordon voltando a ser ala-pivô, a equipe conseguiu acelerar o ritmo e recolocou vários atletas em suas melhores condições para produzir. A defesa ficou mais ágil e a ofensiva ganhou um pouco de versatilidade – para sair em transição ou, mais importante, com número maior de arremessadores no perímetro. O símbolo da subida de produção foi Payton, que acumulou cinco triplos-duplos a partir de fevereiro.

Foi uma melhora que, apesar de tudo, só serviu de alento ao Magic. De que, apesar dos pesares, o time pode ser melhor. Deu as pistas para o que funciona e o que não funciona com o elenco de Orlando. O problema é que, após cinco anos longe dos playoffs, isso é muito pouco. Para piorar, as apostas agressivas da offseason passada fizeram com que, em termos de construção de uma base, a franquia até retrocedesse alguns passos.

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As coisas não andaram como o Magic imaginava – e, neste sentido, a temporada passada só foi um reflexo das quatro anteriores.

https://www.youtube.com/watch?v=Vil2x8hJLns

Futuro

A demissão do gerente-geral Rob Hennigan é o fim de uma reconstrução que, em termos de resultados, nunca sequer começou. A franquia negociou atletas jovens por veteranos provados nos últimos meses, o que culminou com a postura muito imediatista da última offseason, mas o fato é que Orlando construiu muito pouco após cinco drafts consecutivos com escolhas de loteria. Faltou um pouco de sorte nos sorteios? Sim. Mas faltou competência também? Sim.

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Com a chegada de John Hammond (ex-Bucks), o time parte na direção contrária de Hennigan: um GM muito experiente, que já montou uma base interessante em um mercado pequeno como Milwaukee, assume o lugar de uma “promessa” do mundo gerencial da liga. E, a julgar pela escolha de Jonathan Isaac, a aposta volta a ser uma construção em longo prazo e desenvolvimento interno de jovens talentos. Chegar aos playoffs seria um bônus, por agora.

A manutenção do treinador Frank Vogel aponta para a montagem de um time que privilegie o lado defensivo da quadra – o que já é um rastro de identidade que o elenco até demonstrou em alguns momentos dos últimos dois anos. Uma maior regularidade nos sinais de evolução de um estilo de jogo seria o ideal, mas, com mudanças no elenco se anunciando e novos jovens integrando-se, a tendência é que o técnico precise de mais tempo. Não há milagres.

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Mas o ponto principal do início da era Hammond é que a reta final da passagem de Hennigan, com a busca incessante pelos playoffs, rendeu vários problemas para driblar em um recomeço. O Magic está preso a contratos longos com atletas que não sabe se vão ter espaço em um novo ciclo (Bismack Biyombo, D.J. Augustin, Evan Fournier), continua sem saber o que fazer com Nikola Vucevic e carrega o “fantasma” de um erro feio em recrutamentos com Mario Hezonja no elenco.

Inevitável é dizer que Hammond trouxe, instantaneamente, uma coisa que o Magic não costumava ter: oportunidades de mercado. A offseason do time foi cheia de contratações com custo menor do que o valor que oferecem: Jonathon Simmons, Khem Birch, Arron Afflalo, Marreese Speights. É um bom sinal. Mas um sinal ainda pequeno diante do grande trabalho pela frente.

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