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Revisão da temporada – Charlotte Bobcats/Hornets

Franquia conquistou vaga nos playoffs apenas pela segunda vez em dez anos

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Charlotte Bobcats (43-39)

Al Jefferson 2MVP do time na temporada: Al Jefferson – 21.8 pontos, 10.8 rebotes, 2.1 assistências, 1.1 toco e 50.9% de aproveitamento nos arremessos de quadra

 

 

Pontos positivos:

Steve Clifford– Depois de cinco treinadores nos últimos dez anos, o Bobcats/Hornets finalmente parece ter encontrado seu comandante em Steve Clifford (foto). O ex-assistente do Orlando Magic liderou a equipe a uma campanha com 22 vitórias a mais do que no ano passado.

– O time protagonizou uma melhora quase inacreditável na marcação, saltando da 30ª posição para o sexto lugar em eficiência defensiva no intervalo de uma temporada com um elenco que não teve grandes mudanças. Os comandados de Clifford cederam apenas 101.2 pontos a cada 100 posses de bola na temporada 2013-14.

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– Contratação de alto risco, Al Jefferson foi um sucesso em seu primeiro ano na franquia. Ele não apenas foi eleito para os quintetos ideais da liga, mas provou ser a presença positiva e líder que muitos duvidavam. Mais do que mereceu os US$13.5 milhões de salário.

– Um dos motivos para a excelente defesa de Charlotte foi a eficiência protegendo sua própria posse de bola. A equipe foi quem menos cometeu desperdícios de bola na liga em números absolutos (11.6) e porcentagem de posses (11.7%).

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– Em seus piores momentos (não foram poucos) na última década, o Bobcats/Hornets sempre falou na intenção de construir uma “cultura vencedora” com seu elenco jovem. A classificação aos playoffs é, após anos, o primeiro passo neste sentido.

Pontos negativos:

Kemba Walker 3– O rendimento defensivo de elite foi crucial para compensar um ataque pouco operante. O time anotou os mesmos 101.2 pontos a cada 100 posses de bola que cedeu no outro lado da quadra, sétima pior eficiência ofensiva da liga.

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– A ausência de jogadores que pudessem trabalhar com a bola nas mãos e criar arremessos sobrecarregou Kemba Walker (foto). Embora Josh McRoberts e Al Jefferson ajudassem no quesito, uma boa marcação sobre o armador tendia a comprometer o ataque da equipe.

– O arremesso de longa distância foi um grave calcanhar de Aquiles. Sem grandes chutadores no perímetro, o time foi o quarto que menos tentou bolas de três por jogo (17.9) e não passou do 23º melhor aproveitamento da liga (35.1%). A chegada de Gary Neal durante a temporada ajudou, mas não resolveu o problema.

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– A disciplina da equipe não abriu muito espaço para riscos, o que revela-se nas baixas médias de rebotes ofensivos (9.5 por partida, 25º pior índice geral) e roubos de bola (6.1, segundo pior da liga).

– Assim como Michael Kidd-Gilchrist e Bismack Biyombo, Cody Zeller é mais uma escolha de loteria do elenco que não teve o impacto esperado em seu primeiro ano na NBA. O núcleo jovem da franquia é talentoso, mas parece ainda precisar ser mais bem trabalhado.

 

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Análise

O Bobcats/Hornets foi, acima de tudo, um time disciplinado. O senso tático e rigor na execução implantado por Steve Clifford foi o antídoto para um elenco muito jovem que, nos últimos anos, sempre foi uma bagunça dentro de quadra. Ele extraiu o máximo do grupo que tinha em mãos. Sem um protetor de aro ou especialista defensivo no garrafão para “facilitar” seu trabalho, o treinador montou um sistema de marcação incrivelmente sólido – baseado em uma perfeita sincronia na cobertura de bloqueios e limitando pontos fáceis ao oponente – com um grupo muito parecido com aquele que foi a defesa menos eficiente da temporada passada.

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Foi assim, com uma defesa forte e espírito de disciplina, que a equipe conseguiu superar o rendimento ofensivo ruim e seus piores momentos na campanha (ausências de Jefferson, perdas de Kidd-Gilchrist e Jeffery Taylor ao mesmo tempo) para alcançar os playoffs contra todas as previsões. Também contaram, é verdade, com acertos em contratações de menor calibre que se encaixaram bem na filosofia – Chris Douglas-Roberts e Anthony Tolliver, por exemplo.

O Bobcats, que teve uma participação de dez anos na NBA variando entre a indiferença e o desastre completo, fecha sua história com uma campanha muito digna e deixa a liga com a segunda classificação à pós-temporada. Segunda e última.

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Futuro

Para começar, o retorno do Hornets já é uma grande vitória para a organização e a cidade de Charlotte. Isso deverá causar enorme comoção com os torcedores, aumentando a venda de ingressos e produtos licenciados da franquia. A verdade é que, no fim das contas, o Bobcats nunca decolou.

A manutenção de boa parte do núcleo principal do elenco é um ponto importante para o futuro da franquia. O entrosamento, especialmente com um técnico como Clifford, tende a ser algo valioso pelo fato de que a “repetição leva a perfeição”. Mesmo assim, as poucas baixas do elenco causam um pouco de preocupação: McRoberts e Tolliver eram os responsáveis pelo pouco espaçamento e pontaria de longa distância que o time tinha de forma constante. As chegadas de Marvin Williams e o calouro Noah Vonleh, por mais que sejam potencialmente melhores, são pontos de interrogação substituindo duas peças fundamentais no sucesso da equipe.

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A dor de cabeça é mais do que compensada, porém, pela contratação de Lance Stephenson. Um “quase all star” na temporada passada, ele foi muito do que o Hornets precisará atuando pelo Indiana Pacers. Sua habilidade para atuar com a bola nas mãos e criar oportunidades para os companheiros ajudará a “aliviar” o trabalho de Kemba Walker. Ele pode alavancar o rendimento ofensivo também com sua capacidade de criar o próprio arremesso e possui um tiro de longa distância mais consistente do que os atletas de perímetro do quinteto titular. Isso sem contar que, pensando no esquema de Clifford, é um ótimo defensor quando motivado.

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