Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

Cooper Flagg e Anthony Edwards são a salvação dos EUA na NBA

Liga busca “novo rosto”, mas tem preferência clara por jogadores nascidos nos EUA

Cooper Flagg Anthony Edwards
Reprodução / X

Quem será o “rosto da NBA” depois da aposentadoria de LeBron James? Existem alguns candidatos, enquanto a liga vê cada vez mais um domínio dos estrangeiros. Desde 2018, nenhum jogador nascido nos EUA venceu o MVP. Então, Cooper Flagg e Anthony Edwards aparecem como um contraponto de tudo isso. Eles são a esperança dos Estados Unidos em um basquete globalizado.

Claro que não é papo imediato. Os estrangeiros seguem dominando o MVP. Na atual campanha da NBA, por exemplo, Shai Gilgeous-Alexander e Nikola Jokic disputam o topo desde o começo. Enquanto isso, Luka Doncic aparece entre eles.

Continua após a publicidade

Mas quando vamos ver um jogador dos EUA vencendo?

Aí é o ponto.

Primeiro, não depende só dos jogadores em si, mas de seus times, do que fazem. Depois, tem a ver com protagonismo, mídia e, claro, vitórias.

Não é do nada que alguém vira protagonista na NBA. O jogador tem de mostrar tudo em quadra para ser considerado um eventual postulante. E aqui você pode misturar as duas coisas: MVP e “novo rosto”.

Afinal, depois de duas décadas, o posto vai ficar vago. Pode ser em junho de 2026 ou do ano que vem, mas não falta muito tempo. E é aí que Cooper Flagg e Anthony Edwards entram.

Continua após a publicidade

Leia mais

Quando LeBron James pisou em quadra pela primeira vez na NBA, Michael Jordan havia acabado de se aposentar. Então, é óbvio que LeBron não assumiu tal protagonismo de forma imediata. Ainda havia uma disputa e os dois maiores nomes da liga estavam no mesmo time: o Los Angeles Lakers.

E em 2003/04, quando o Lakers perde o título para o Detroit Pistons daquela forma, houve uma ruptura entre Shaquille O’Neal e Kobe Bryant. A liga se viu dividida, pois Kobe tinha razão em seu ponto (Shaq não se esforçava para ser um bom atleta). Mas, ao mesmo tempo, como aconteceu tudo, deixou Kobe contra a parede.

Continua após a publicidade

Enquanto isso, LeBron começou a crescer, seja por popularidade ou por conta de seu estilo de jogo, algo que a NBA não tinha visto até então. Afinal, o que ele era? Um cestinha, mas que gostava de passar a bola?

Michael Jordan e Kobe Bryant eram bem diferentes, então levou tempo para a liga entender o que James era, de fato.

Ao mesmo tempo, ainda tinha Kevin Garnett, Allen Iverson, Steve Nash e vários outros nomes que queriam a vaga de Jordan. De forma direta ou não, eles foram um pouco desse “rosto”. Tanto é que venceram o MVP naquele período em que o camisa 23 deixou o Chicago Bulls e voltou à NBA anos depois no Washington Wizards.

Continua após a publicidade

Como Shaq já não era tão jovem, Bryant assumiu isso aos poucos. Mas por pouco tempo.

Isso porque LeBron chegou e “atropelou”. Não com títulos, que só começou a vencer na próxima década, mas como o novo “queridinho” da mídia. E com razão para tal, claro.

Reinado de LeBron durou, mas com problemas

Após vencer quatro prêmios de MVP em cinco anos, a dúvida era quando ele bateria o recorde de Kareem Abdul-Jabbar, que terminou a carreira com seis. Não era sobre “se”, mas quando.

Continua após a publicidade

Só que a NBA “normalizou” LeBron. Tudo o que ele fazia era visto como mais do mesmo. E a liga não tem piedade nisso. Ela elege nomes de acordo com o interesse do público, também.

Ele poderia ser outras vezes MVP, mas a ida para o Miami Heat teve um impacto muito negativo em seu legado. James não era mais o “queridinho”. Como resultado, jamais voltou a vencer o prêmio.

Sim, a NBA procurou por outros nomes. Claro que houve temporadas em que o MVP foi justo, mas LeBron poderia vencer em algumas outras.

Continua após a publicidade

Nem mesmo quando ele voltou ao Cavs e venceu por lá, sua imagem voltou a ser a mesma. Três derrotas em finais para o Golden State Warriors de Stephen Curry também contribuíram para isso.

As comparações com Jordan pelo posto de melhor jogador da história diminuíram. Então, no Los Angeles Lakers, isso até voltou a ser cogitado quando venceu em 2020. Mas o que veio depois disso encerrou de vez o papo.

Aposentadoria vai acelerar a busca por um novo jogador dos EUA

Há uns dois anos, quando a conversa sobre o “novo rosto” da NBA começou, não havia um candidato dos EUA. Eram Giannis Antetokounmpo, Nikola Jokic e Joel Embiid. Então, Shai Gilgeous-Alexander ganhou espaço e venceu o MVP, foi cestinha, campeão e MVP das finais.

Continua após a publicidade

Ele poderia ser esse cara que a liga busca, mas… não nasceu nos EUA.

Tecnicamente, ele pode ser, assim como Victor Wembanyama ou Luka Doncic. Mas a liga não parece disposta a isso.

Ao menos, não por muito tempo.

Por isso, Cooper Flagg e Anthony Edwards são dois nomes em potencial. E eles superam Jayson Tatum por um simples motivo: carisma.

Apesar de carisma não entrar em quadra, ele vende e produz números para o negócio NBA. E Tatum, por mais que “venda camisa”, joga em um time pouco simpático para o resto da liga, o Boston Celtics.

Continua após a publicidade

Além disso, é quase quatro anos mais velho que Edwards e oito que Flagg. Se estamos pensando em futuro…

Cooper Flagg ainda é cru

Não entenda de forma errada. Em quadra, Flagg já mostrou que pode ser um grande nome da NBA. Mas o fato de ser introvertido atrapalha. Ele tem um talento incrível, sabe fazer coisas que poucos jogadores conseguem, mas ainda é cru no meio do marketing.

É preciso ter rodagem, ser mais carismático e, principalmente, vencer.

Não é o caso, ao menos para um futuro tão próximo.

Continua após a publicidade

Muito por conta disso, Anthony Edwards ganha força sobre Cooper Flagg.

Afinal, Edwards é falastrão, espontâneo e já levou seu time, o Minnesota Timberwolves, às finais do Oeste por dois anos consecutivos. Apesar de nunca aparecer como favorito, o Timberwolves chegou lá. Não venceu o título, mas já aprendeu o caminho.

Não é só sobre ser MVP

É meio que automático: a NBA tem uma publicação semanal em seu site sobre o ranking do MVP. Então, o que é dito ali vira regra. Ou quase isso.

Continua após a publicidade

Mas é bom lembrar que tudo é por base em uma opinião pessoal de quem escreve. Só que os outros jornalistas acompanham. Eles compram a ideia e embarcam juntos.

É um prêmio subjetivo, no fim das contas.

Assim que Anthony Edwards deixar seu time no topo ou Cooper Flagg ter um elenco forte o bastante, eles vão liderar o prêmio. É conta básica, até pela necessidade de mercado da NBA em ter um jogador nascido nos EUA como o grande nome.

Claro que ainda tem Cade Cunningham, mas o Detroit Pistons segue sendo visto com desconfiança. Então, enquanto o Pistons não bater em uma final, o armador não terá o respeito por parte de quem decide.

Mas vencer o MVP não é tudo. A NBA quer um “rosto”, alguém que seja tudo aquilo que escrevi acima. Um jogador que seja dominante e carismático como Shaq, por exemplo.

No fim das contas, a narrativa também conta. E muito.

Hoje, Cooper Flagg e Anthony Edwards lutam por um título imaginário no futuro. Por algo que faça o público pagar ingresso, comprar camisas, assinar pacote de jogos e tudo o que faz de um ídolo acima dos outros.

Siga nossas redes sociais

Todas as informações da NBA estão nas redes sociais do Jumper Brasil. Análises, estatísticas e dicas. Confira todo o nosso conteúdo, mas não se esqueça de seguir a gente por lá.

E quer saber tudo o que acontece na melhor liga de basquete do mundo? Portanto, ative as notificações no canto direito de sua tela e não perca nada.

Então, siga o Jumper Brasil em suas redes sociais e discuta conosco o que de melhor acontece na NBA

comentários