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Atlanta Hawks: ataque dependente de Young e defesa ancorada por Capela

Matheus Gonzaga e Pedro Toledo analisam o desempenho do Hawks na fase regular em 2020/21

Atlanta Hawks
Scott Audette / AFP

É difícil avaliar a temporada do Atlanta Hawks. O perfil de jogo da equipe quando comandada por Lloyd Pierce é bem distinto do atual time de Nate McMillan. Porém, o Hawks como um todo é um time de bom desempenho ofensivo e que deixa bastante a desejar no outro lado da quadra.

No ataque, a equipe deixa a desejar atacando a cesta, criando arremessos na área restrita em taxa mediana e tendo um dos piores aproveitamentos da liga. Quando tenta fazê-lo, muitas vezes é limitada a tentativas mais distantes no garrafão, usualmente floaters. A questão é que o Hawks acerta apenas 42.5% de seus arremessos nessa região. Curiosamente, Atlanta também é um time que tenta um volume mediano de bolas de três, e converte em aproveitamento mediano. O desempenho ofensivo acima da média é explicado pela altíssima taxa de lances livres conseguidos. São 24.3 por 100 posses, quarto maior número de toda a liga.

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O papel de Trae Young no time como engrenagem ofensiva é crucial. Se contarmos apenas as posses com ele em quadra, o Hawks gera 117.2 pontos por arremesso, marca que seria um dos melhores ataques da liga. Sem ele, o número cai para 104.8, equivalente ao pior. Sem Trae, o Hawks definitivamente não funciona ofensivamente. Young é um jogador com eficiência acima da média e está entre os jogadores com maior volume de arremesso da liga. O armador é muito eficiente no mano a mano (1.19 pontos por posse, mas em baixo volume), um arremessador através de pick-and-roll acima da média, em um dos maiores volume de toda a NBA (0.97 pontos por posse não é uma marca realmente boa, mas está muito acima da média da jogada e é uma ameaça que possibilita passes para o roll man). Enquanto pontuador, porém, sua maior habilidade é cavar faltas. Young está entre os jogadores com o maior número de lances livres batidos e converte quase 90% dos mesmos. É isso que leva sua eficiência para um bom patamar. 

Enquanto passador, Trae é excelente, especialmente no pick-and-roll. Não é coincidência o Hawks ser uma das equipes que mais finaliza a jogada a partir do roll man. Young é um jogador de elite os acionando. Com o pick-and-roll, muitas vezes se geram quebras na defesa, liberando os arremessadores do Hawks. 

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No outro lado da quadra, o efeito do armador é bem negativo. A defesa do Hawks é muito melhor sem ele (apesar de seu impacto ofensivo ser extremamente maior que o que ele prejudica na defesa). Trae é abaixo da média cobrindo pick-and-roll e fazendo closeouts, além de suas cochiladas defensivas. Não é por acaso que a métrica LEBRON coloca Young como o pior defensor da liga inteira.

Para cobrir os problemas defensivos de Atlanta, entra Clint Capela, que, segundo a mesma métrica, é o terceiro defensor mais efetivo da liga. Capela cede um aproveitamento baixíssimo aos adversários ao proteger a cesta. Ele é um defensor digno, protegendo ações em spot up dos adversários, no perímetro, e dá mais de dois tocos por partida. Se Atlanta está por volta da 20ª defesa da liga, e não é uma das últimas, isso se deve muito ao pivô suíço.

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O Hawks é um time bem inexperiente e cru, apesar de muito talentoso. Seu ataque depende bastante de cavar faltas e, principalmente, da habilidade de Trae Young, um jovem inexperiente, o que me faz pensar que irá sofrer bastante em seu primeiro playoff, onde se permite um jogo mais físico (menos faltas marcadas) e equipes têm esquemas específicos para tentar parar os adversários. Defensivamente, Atlanta será certamente explorado, especialmente Trae, que tem um impacto extremamente negativo no setor. Ser o quinto colocado do Leste já é um grande feito para a jovem equipe do Hawks. Não vejo o time fazendo muita coisa na pós-temporada de 2021.

* Por Matheus Gonzaga e Pedro Toledo (Layups & Threes)

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