Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

Alex pode transformar o Bauru em potência novamente?

Guilherme Ramos traça os benefícios da volta do ídolo bauruense ao elenco do Dragão

Alex Garcia é, junto de Larry Taylor, o maior ídolo do Bauru Basket. O “Brabo” passou cinco temporadas na equipe e, além da linda história de títulos, tanto nacionais quanto internacionais, teve uma identificação ímpar com a torcida e a cidade. Fundamental na conquista do único NBB do Dragão, o “LeBron James brasileiro”, como é carinhosamente apelidado por torcedores, volta depois de um ótimo ano em Minas Gerais. Mas, aos 40 anos, Alex ainda pode render tudo isso no Bauru?

Se nada de anormal acontecer, a resposta é sim – e muito. É chover no molhado dizer que Alex é uma referência defensiva. O ala é o terceiro jogador que mais contribuiu em vitórias no Minas na última temporada (3.2) e, como era de se esperar, teve o maior número de contribuição defensiva em vitórias (1.4) da equipe. No Bauru, quem chega mais perto desses números é Lucas Faggiano (2.3 e 1.3, respectivamente). Vale ressaltar, também, que a equipe mineira era muito mais sólida defensivamente que os bauruenses, o que explica os números não tão assustadores de Alex em estatísticas avançadas.

Continua após a publicidade

Um fundamento em que o Bauru se destaca, entretanto, são os roubos de bola. Foi o líder do NBB no quesito, principalmente pelas mãos de Faggiano (1.8) e Crescenzi (1.1), com Larry (1.1) e Massey (1.9) tendo jogado pouco na temporada. A leitura de posicionamento de Alex na defesa de perímetro é inigualável, seja para se adiantar à linha de passe, impedir a passagem do jogador da linha dos três ou sufocar qualquer um em uma perseguição pela quadra. É o melhor defensor da história do NBB e não está declinando, se levarmos em consideração a última temporada.

Se a contribuição defensiva do Brabo é óbvia, também é evidente que, no ataque, é um jogador acima da média. Teve 4.5 assistências por jogo no NBB 12 e, em sua última temporada “saudável” por Bauru, em 17/18, distribuiu, em média, 5.6 por partida. Um dos problemas no Dragão foi, justamente, rodar a bola na meia-quadra. Faggiano, o líder da equipe, tinha todo o peso da armação em suas costas, principalmente pela lesão de Larry Taylor, então Draper (25.5), Wiggins (25.2) e Massey (21.4) acabaram com números de uso muito altos. Acabavam por passar tempo demais com a bola na mão em jogadas de um contra um ou passes sem objetivo. Gabriel Jaú (21.2) também tinha a bola por bastante tempo durante os jogos, mas pouco produziu. 

Continua após a publicidade

Com as contratações de Alexey, de Mogi, e Dikembe, do Paulistano, Bauru também monta um time coeso para a chegada de Alex. Com Larry, Alexey será responsável pela armação do time, e Alex pode aparecer como um condutor secundário, sem a necessidade de armar o jogo, para achar opções distintas de pontuação – seja com a jogada individual ou com passe. Também contribui no pick and roll, podendo explodir para a cesta ou encontrar companheiros, e dar amplitude ao ataque para finalizar de diversas maneiras.

Alex está no grupo seleto das super-estrelas do NBB, também, pela sua bagagem ofensiva. Muito forte para infiltrar e arrancar bandejas em cima de jogadores mais altos, consegue criar o próprio arremesso e, também, aparecer como um chutador estático. Por mais que ao longo da carreira o Brabo tenha números inconstantes dos três – temporadas com 30%, outras com 37% e 40% – é uma arma que ele nunca deixou de usar e se mostrou confiável em momentos importantes. O seu volume (média de 5.5 tentativas por jogo na carreira), entretanto, pode preocupar caso as bolas não estejam caindo. 

Continua após a publicidade

Mesmo assim, a pontuação nunca foi um problema. No seu tempo de Brasília, teve média de 17 pontos por jogo ao longo dos seis anos na capital. Em Bauru, a média caiu para 13.7, mas vale ressaltar que sua minutagem também decaiu, enquanto suas assistências aumentaram consideravelmente. Alex também é um dos jogadores mais eficientes da história da liga, com média de 18.2 no quesito durante a carreira. É uma aquisição que eleva o patamar de qualquer equipe.

https://www.youtube.com/watch?v=ZGF7KRWjuTs

Continua após a publicidade

A renovação dos jovens Emanuel e Samuel Pará também é benéfica para a construção do elenco. Dois bons e versáteis defensores, que, ao lado de Alex, tendem a crescer ainda mais. Emanuel, principalmente, foi pouco usado mesmo contribuindo em seu tempo de quadra: foi o segundo na equipe em mais/menos defensivo (1.5), terceiro em eficiência ofensiva (110.5) e grande parte do seu pouco tempo com a bola foi para assistências, atrás apenas de Faggiano na proporção de uso/assistência (22.4), seguido por Samuel (17.7). São jogadores que podem contribuir para o bom funcionamento da equipe sem precisar de nenhum tipo de estrelato.

Por fim, Alex ajuda não só dentro de quadra, mas no vestiário e nos treinos também. A experiência de seus 40 anos, multicampeão, rodagem de Europa e NBA e o tempo com a Seleção são qualidades imensuráveis. Com a boa montagem de elenco do Bauru, Alex chega para alavancar de vez as chances do Dragão para a próxima temporada. 

Continua após a publicidade

comentários