Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

A NBA em busca do príncipe que sucederá o rei

Sem um sucessor definido, liga tenta encontrar caminhos para seguir em evidência

NBA rei
Reprodução / X

A cultura estadunidense opera a partir da lógica de transformar absolutamente tudo em mercadoria, e com os seus esportes não é diferente. A NBA é um produto cujo único objetivo é garantir cada vez mais espectadores, mas precisa de um rei. Isso permite que a competição arrecade mais dinheiro com transmissão, camisas e patrocínios e, para isso, precisa manter o entretenimento acalorado por meio de suas estrelas.

Mas, neste momento, a NBA passa por uma fase delicada, e não é por falta de astros. Ao contrário: se olharmos o cartel de jogadores atuais, podemos afirmar que estamos diante de uma das melhores gerações que o esporte já viu. Acha que estou exagerando? Temos Nikola Jokic, Giannis Antetokounmpo, Victor Wembanyama, Anthony Edwards, Jayson Tatum, os próprios LeBron James e Stephen Curry, além de uma penca de franchise players que muito provavelmente estarão no Hall da Fama ao final de suas carreiras.

Continua após a publicidade

O problema é que, para furar a bolha e alcançar camadas mais populosas da sociedade mundial, é preciso transformar uma superestrela em um super pop global e, nesse processo, não basta jogar no mais alto nível técnico. É preciso unir habilidade, carisma, comprometimento e, o mais importante, cidadania americana.

Esse último ponto é um dos grandes fatores que ajudam a explicar a crise de “identidade” enfrentada pela liga. Para expandir novos horizontes, é preciso primeiro que o público interno compre a ideia. Mas como fazer isso se, nos últimos sete anos, o prêmio de MVP, aquele dado ao jogador mais valioso da NBA, foi parar nas mãos de atletas estrangeiros?

Continua após a publicidade

O último jogador que nasceu nos EUA a vencer a honraria foi James Harden, em 2017/18, e, apesar de seguir jogando muito bem, está longe de ser o grande rosto que a liga procura.

Leia mais

Os candidatos, ao longo dos anos, ao cargo de “príncipe”, aquele que sucederá o rei da NBA, foram muitos, mas nenhum conseguiu se estabelecer de fato. Ja Morant, há pouco tempo, era visto como um grande nome: carismático, atlético, empolgante e americano. Mas os problemas extraquadra enterraram de vez qualquer plano nesse sentido. Anthony Edwards também se mostrou promissor, mas faltou hype em torno do garoto, assim como acontece com o armador do New York Knicks, Jalen Brunson.

Continua após a publicidade

O mais perto que a NBA chegou de reunir todos esses elementos e finalmente estabelecer um rosto para o mundo foi com o atual MVP de nome complicado, Shai Gilgeous-Alexander. O jovem armador do Thunder é tecnicamente muito avançado, tem um jogo empolgante, já foi campeão da liga, mas nasceu no país vizinho, o Canadá. Será que a ideia do presidente Donald Trump de anexar o país ao gigante norte-americano surgiu de um lobby desesperado de Adam Silver para resolver essa questão? Nós nunca vamos saber.

UFC e o dilema

Mas fica a dúvida: para um produto norte-americano crescer e conquistar novos públicos ao redor do planeta, é indispensável contar com uma estrela estadunidense para impulsionar esse movimento? No caso da NBA, o histórico indica que sim. O UFC, outra empresa americana e com o mesmo problema — pela primeira vez em sua história não conta com um campeão americano em seu cartel —, vive um de seus melhores momentos de expansão e acabou de fechar um contrato bilionário com a Paramount. Mas ali o esporte é outro, já muito bem estabelecido na Europa e na América do Sul, o que torna essa penetração bem mais aceitável.

Continua após a publicidade

No fim das contas, a NBA segue presa a um dilema que ela mesma ajudou a criar com um “rei”. Transformou o basquete em espetáculo global, mas ainda depende de símbolos nacionais para sustentar sua narrativa interna. Enquanto o jogo seguir evoluindo e os melhores jogadores do mundo seguirem vindo de fora, a organização terá que decidir se quer vender excelência ou identidade, porque, cada vez mais, parece difícil continuar fingindo que dá para ter os dois ao mesmo tempo.

Por Giovanni Paoli

Continua após a publicidade

Siga nossas redes sociais

Todas as informações da NBA estão nas redes sociais do Jumper Brasil. Análises, estatísticas e dicas. Confira todo o nosso conteúdo, mas não se esqueça de seguir a gente por lá.

E quer saber tudo o que acontece na melhor liga de basquete do mundo? Portanto, ative as notificações no canto direito de sua tela e não perca nada.

Então, siga o Jumper Brasil em suas redes sociais e discuta conosco o que de melhor acontece na NBA

Continua após a publicidade

comentários