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Chegou a hora do Cavaliers mostrar a força do elenco

Com responsabilidade sobre LeBron James, grande desafio é seguir adiante com desfalques inesperados

Thomas Ondrey/The Plain Dealer

Presença de LeBron pode ofuscar o bom trabalho feito para construir o elenco do Cavs (Foto: Thomas Ondrey/The Plain Dealer)

Após cinco anos de ausência, o Cleveland Cavaliers voltou aos playoffs da NBA, como já era esperado depois do retorno de LeBron James. Qualquer sucesso da franquia será creditado à volta do camisa 23 mesmo diante das boas estratégias da direção do Cavaliers que levaram à construção de um elenco forte. A ausência nos playoffs do Miami Heat, ex-time do craque, será um tempero à argumentação que vai predominar na imprensa em geral. Além disso, a ausência de Kevin Love, que operou o ombro nesta quarta-feira e ficará fora durante meses, será mais um adicional que reforçará a estrela de James em caso de sucesso na campanha.

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A responsabilidade depositada em torno do ex-jogador do Heat, porém, pode estar sendo importante para a franquia durante a fase decisiva. Não basta que LeBron jogue para que o Cavs funcione. O time possui um bom elenco e Kyrie Irving vem se destacando ao lado do ala nos momentos decisivos. Vale lembrar: Irving e Love disputam o primeiro playoff de suas carreiras, mas não ocupam o centro dos holofotes pois lá está LeBron. Nas partidas no TD Garden pela fase decisiva, a torcida de Boston vaiou e hostilizou LeBron com frequência. Melhor assim, pois o camisa 23 não costuma sentir pressão e o próprio diz que gosta do ambiente hostil. Não sabemos como seria se tal pressão fosse em cima dos “novatos” Irving e Love.

Com certeza, toda a estratégia da diretoria do Cavaliers foi desenhada em torno de LeBron, mas a verdade é que, além do ala de 30 anos, o Cavs tem atualmente um elenco forte e capaz de lidar com qualquer tipo de adversário, seja ele forte no perímetro ou no garrafão.

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A franquia começou mal a temporada 2014-2015, com um retrospecto de 19 vitórias e vinte derrotas, gerando desconfiança no técnico David Blatt, em sua temporada de estreia na NBA após ser campeão europeu com o Maccabi Tel Aviv, de Israel. LeBron teve lesão no joelho e permaneceu fora por um período durante a sequência negativa da franquia. Além disso, Anderson Varejão, o homem do garrafão, rompeu o tendão de aquiles.

Aí é que entra a inteligência do gerente geral David Griffin, que não à toa é favorito na eleição para melhor dirigente da temporada (venceu na votação do Jumper Brasil). Timofey Mozgov, J.R. Smith e Iman Shumpert chegaram em janeiro após boas manobras da direção, utilizando escolhas de Draft futuras, e o time se acertou. O russo Mozgov adicionou o que faltava ao garrafão, Smith fornece uma ameaça de arremessos longos que o time precisava para complementar o trio Lebron, Irving e Love, enquanto Shumpert defende bem e é um bom acréscimo ao banco.

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A grande deficiência do Cavs era, assim como o Miami Heat da época de LeBron James, a dificuldade de enfrentar equipes fortes no garrafão. Não é mais. Mozgov protege bem o aro e também contribui no ataque. Tristan Thompson sai do banco e mostra ser um defensor versátil, tanto que tem ganhado a confiança de Blatt nos momentos decisivos dos jogos (isso é bom para o ala-pivô, que, como Shumpert, pode se tornar agente livre ao fim da temporada). Além disso, a franquia trouxe o experiente Kendrick Perkins, que pode contribuir com o jogo físico diante de equipes mais sólidas no garrafão.

(Foto: Bob DeChiara/USA TODAY Sports)

Love pode não voltar para os playoffs (Foto: Bob DeChiara/USA TODAY Sports)

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De 23 de janeiro em diante, data em que passou a ter os três reforços à disposição, o Cavs mudou e obteve uma sequência de 30 vitórias e nove derrotas. O rendimento, portanto, com o elenco completo e ajustado é de 76,9%, número de respeito. No leste, dificilmente o Cavs teria um adversário à altura, mas agora as expectativas mudaram um pouco com a inesperada lesão no ombro de Love. Por outro lado, estas mesmas expectativas sobem diante do cansaço extra que Atlanta Hawks e Chicago Bulls estão tendo na primeira rodada.

Diante do Bulls ou do Milwaukee Bucks, sem Love e JR Smith, este suspenso pelos próximos dois jogos, é hora do Cavs mostrar a força deste elenco bem construído ao longo da temporada. Thompson não é igualmente versátil ofensivamente, mas é o suplente natural de Love. Vale lembrar que o Cavs não precisou dos arremessos de Love para vencer o Bulls – oponente mais provável na próxima fase – três vezes este ano, quando o ala-pivô acertou apenas 28,5% dos arremessos sendo marcado por Pau Gasol.

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Smith fez ótima temporada, mas “tirou o pé” nos playoffs até então, encaixando apenas oito dos 30 arremessos de três pontos. Será substituído por Shumpert ou, quem sabe, pode ser a hora de Mike Miller jogar. O experiente ala-armador, que tem uma pontaria melhor que a de Shumpert, esteve sumido durante toda a temporada, sendo utilizado muito pouco – lembrem-se que Miller foi titular do Heat durante a final de 2012-2013. E ainda tem James Jones. Ou seja, o Cavs tem elenco.

LeBron precisará deste elenco para conseguir o título em Ohio, seu estado natal. Se der certo, bom para Cleveland, uma cidade que vivencia o esporte, mas que carrega um jejum longo. Incluindo os cinco principais times esportivos da cidade (Cleveland Browns, Cleveland Indians, Cleveland Gladiators, Lake Erie Monsters e Cavaliers) o último grande campeonato comemorado por lá foi em 1964, quando o Browns venceu a NFL daquele ano.

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*Escrevo neste espaço às quintas-feiras. Contato: [email protected]

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