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Do All-Star ao SporTV

Ricardo Romanelli fala sobre ausências no fim de semana festivo, Adam Silver e a nova opção brasileira para ver NBA

All-Star Weekend na NBA e feriado de carnaval no Brasil: quem está disposto a ficar lendo longas análises no período de festa? Eu, que estarei viajando quando este texto for postado, não. Por isso, lá vão quatro pensamentos rápidos, constatações que considero importantes a esta altura da temporada:

Baixando a fatura

Para alguns times, você sabe, a temporada já acabou. Sejam por lesões em seus principais jogadores, planejamentos que não deram certo ou simplesmente elencos fracos, há equipes que já podem começar a pensar (se é que já não pensam) no draft, na offseason e em mudar as coisas na próxima temporada.

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No Oeste, já podemos destacar Los Angeles Lakers, Minnesota Timberwolves, Sacramento Kings, Utah Jazz e até Denver Nuggets. Os dois últimos têm melhores chances matemáticas de ainda sonharem com alguma coisa, é verdade. Mas convenhamos: New Orleans Pelicans, Oklahoma City Thunder e Phoenix Suns são superiores e não devem perder rendimento, abrir espaço para uma subida esperada e o surgimento de mais um candidato a playoffs.

Do outro lado, New York Knicks, Philadelphia 76ers e Orlando Magic estão no grupo do ano que vem. O último ainda faz uma campanha um pouco melhor e até poderia vislumbrar entrar novamente na briga pela oitava posição, mas o elenco não está preparado para chegar aos playoffs e acaba de trocar de técnico. Todos os citados têm que começar a se planejar com uma coisa em mente: fazer quase tudo ao contrário do que fizeram esse ano. A verdade é que, dentro e fora de quadra, de pouco a nada funcionou.

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All-Star na enfermaria

Impressiona o alto número de jogadores que deixaram de participar do Jogo das Estrelas neste ano devido a lesões. Dwyane Wade deu lugar a Kyle Korver, Kobe Bryant passou a vaga para DeMarcus Cousins, Anthony Davis teve Damian Lillard como substituto e Blake Griffin teve que deixar seu posto no Oeste para Dirk Nowitzki. É muita coisa, provavelmente um recorde de substituições forçadas. Isso sem somar as ausências que tivemos nos concursos de sábado e na partida dos jovens talentos, de sexta.

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O curioso é que os três lesionados do Oeste eram titulares, mexendo nas escalações titulares eleitas pelo público. O comissário Adam Silver, em seu primeiro All-Star Game, já teve que escolher quatro substitutos para a partida – cerca de um sexto dos atletas envolvidos. Compare com os tempos de David Stern, em que era surpresa quando tínhamos duas mudanças, e veja como foi uma “chacoalhada” significante.

Seria isso reflexo da sempre debatida “maratona” que a temporada regular impõe aos atletas, uma obra do acaso ou os jogadores simplesmente aproveitando a pausa do Jogo das Estrelas para, como já diz o nome, “parar”?

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O primeiro ano de Silver

E, já que falamos do comissário, vale exaltar: ele tem feito um grande trabalho em seu primeiro ano no cargo. Não apenas administrando de maneira eficiente o gigantesco império herdado de David Stern, como também propondo melhorias na estrutura vigente. A recente proposta de extinção das conferências para a classificação aos playoffs, por exemplo, é algo que tem meu apoio incondicional.

Concordo com o argumento de que “o Oeste é mais forte hoje, mas o Leste pode se recuperar amanhã”, mas o problema continua existindo. Amanhã ou depois, por diversos fatores, o Leste pode ficar mais forte ou o Oeste mais forte ainda e nunca se poderá garantir equilíbrio entre as duas conferências. A gestão das franquias é individual, por mais que o equilíbrio de poderes possa ser cíclico. Só se pode garantir mesmo equilíbrio geral com todas competindo pelas mesmas vagas nos playoffs. Em tempo: dos 17 melhores times, onze estão no Oeste. Isso é justo?

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E, quando ou se fosse no Leste, seria justo?

A hora do basquete no Brasil

Desde o começo dos anos 2000, a NBA vem crescendo muito no Brasil. Devemos o início da popularidade, em grande parte, às transmissões da Rede Bandeirantes nos anos 90 – com o saudoso e espetacular Luciano du Valle. No começo da década passada, tivemos os primeiros brasileiros draftados pela liga com status de futuros bons nomes. Nenê, Anderson Varejão e Leandrinho, inicialmente, pavimentaram uma trilha que depois receberia Tiago Splitter e, mais recentemente, Bruno Caboclo.

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Hoje, você vê os resultados: Splitter é campeão da NBA, Leandrinho foi destaque por vários anos e ganhou o prêmio de melhor reserva da liga, Varejão e Nenê estão em boas equipes como partes importantes do sucesso delas. Os jogos são transmitidos em três canais de TV paga. E, assim, chegamos ao ponto que queríamos: tudo foi coroado pela recente notícia de que a NBA terá até três horários por semana no SporTV, maior canal brasileiro por assinatura com programação esportiva, pertencente à Rede Globo de Televisão.

Em resumo: a popularidade chegou a um ponto em que a maior rede de televisão do país não pode mais ignorar sua existência. É uma liga não só presente entre os fãs, nas notícias, mas também com jogos nos últimos dois anos. Não dá mais para fazer de conta que não existe.

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É muito gratificante ver isso acontecer, pois não apenas escrevo para o Jumper Brasil desde 2008, como também jogo basquete desde a infância. Pessoalmente, acredito que isso valoriza muito o trabalho de pessoas que acompanham o basquete – como os companheiros do site, que estão há muito mais tempo do que eu nessa estrada, de maneira muito mais ativa e iluminada, como Gustavo Freitas, Ricardo Stabolito e Gustavo Lima, além de outros. Isso faz com que os fãs muito mais bem informados. É muito gratificante ver o basquete finalmente ter o destaque que sabemos que ele merece.

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