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Um movimento certeiro

Ricardo Romanelli analisa os vários lados da polêmica saída de Josh Smith do Detroit Pistons

NBA: Oklahoma City Thunder at Detroit Pistons

A temporada tem sido relativamente movimentada no mercado de trocas até agora. Ainda estamos em janeiro e diversas franquias já fizeram transações importantes. Algumas para melhor, outras nem tanto. Uma das mais comentadas envolveu só um jogador e um time: em 22 de dezembro, o Detroit Pistons rescindiu o contrato de Josh Smith – que vai até 2017 – gerando surpresa ao redor da liga. O dirigente/treinador Stan Van Gundy não tentou trocá-lo antes e, como a dispensa é geralmente reservada a jogadores sem valor para a franquia, a atitude causou muita controvérsia. No fim das contas, o movimento acabou marcando o início de uma sequência que fez o time deixar de ser saco de pancadas para se tornar numa das equipes mais perigosas no momento.

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O técnico aproveitou a ausência de Smith, que concentrava muitas posses de bola e chutava com pouca eficiência, e pôde praticamente revolucionar a maneira de jogar da equipe. Com saltos de produtividade tanto na defesa quanto no ataque, o Pistons passou a atuar com mais confiança e maior equilíbrio em quadra. Os outros jogadores puderam encontrar um ritmo de jogo mais coeso e solidário, gerando os excelentes resultados que vemos agora, a partir da saída de só um atleta “catalisador”.

A boa fase é tão grande que recentemente o Pistons dominou o Dallas Mavericks – um dos bons times do Oeste e outra equipe que vem em ascendente após adquirir o armador Rajon Rondo. Os números ajudam a demonstrar a mudança. Com Josh Smith, o time de Detroit era apenas o 28º melhor ataque e a 24ª melhor defesa da temporada. Depois da dispensa, considerando o período analisado, o Pistons é o 3º melhor ataque e defesa. É realmente uma “virada” assombrosa.

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Isso não quer dizer que Smith seja mau jogador. Pelo contrário. É um ala extremamente versátil e regular. Tem importantes e completos atributos no ataque e na defesa. Justamente por isso, é o tipo de atleta que normalmente é confundido com um franchise player. Então, aparece algum time e faz dele seu líder. Só que não é esse tipo de jogador. As franquias estão sempre pressionadas a contratarem grandes reforços que possam dar retorno ao investimento – tanto dentro, quanto fora de quadra – e acabam dando grandes contratos e status de astros a caras que não possuem tal potencial.

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Smith assinou com o Houston Rockets – onde não será a estrela, apenas mais um. Tem mostrado bom basquete, como sempre fez, sem a responsabilidade de carregar um time. A equipe texana ainda se ajusta e ele pode acabar não sendo titular, mas isso mostra que a decisão do Pistons também ajudou a carreira do atleta. Foi, aparentemente, boa para todos os envolvidos.

Uma franquia que pode estar vivendo a mesma situação é o Charlotte Hornets: Lance Stephenson foi contratado a peso de ouro na offseason, mas o experimento não funcionou até agora. Assim como o ex-ala do Pistons, ele parece ser um excelente complemento que não pode chegar com o peso de alguém para liderar. O problema é que a equipe da Carolina do Norte teria que trocá-lo. A contratação é muito recente e o contrato ainda corre por mais dois anos e meio.

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O problema do Pistons, no fim das contas, foi resolvido de maneira magistral e corajosa por Stan Van Gundy. Poucos dirigentes teriam a coragem de ter tomado essa decisão – e, não por acaso, estamos falando de um técnico/executivo. Com isso, o treinador dá sinais no início de sua carreira como gerente que tem fibra e inteligência necessária para ser, além do indiscutível grande técnico, um ótimo dirigente.

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