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Reconstruções – Parte 1

O Mavericks demorou a engrenar, mas contratações de Nowitzki e Nash transformaram futuro da equipe

Entra ano, sai ano, diversos times na NBA entram em um processo de reconstrução e, geralmente, não conseguem êxito logo de cara. Em algumas ocasiões, o prazo para determinadas equipes serem moldadas simplesmente não existe. E hoje vamos falar sobre uma que foi do inferno ao céu depois de muitas mudanças, o Dallas Mavericks.

No início da década de 90, o Mavericks era um verdadeiro saco de pancadas. Depois de um início promissor da franquia, quando conseguiu ir aos playoffs em seis das primeiras dez temporadas da história, o time teve cinco técnicos diferentes nos próximos oito anos até Don Nelson assumir o comando como treinador e GM em 1997. 

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O período pré-Nelson foi terrível para o time texano. Naqueles intermináveis anos, o Mavs era comparado com o Philadelphia 76ers de hoje. Talento até tinha, mas as vitórias não apareciam por nada. Em 1992-93, a equipe terminou com apenas 11 vitórias em 82 jogos, estabelecendo ali a terceira pior campanha de todos os tempos da liga. O Charlotte Bobcats, hoje Hornets, quebrou todos os recordes em 2012.

Sem o ótimo defensor Roy Tarpley, suspenso por violar constantemente a política antidrogas da NBA, e o lesionado Fat Lever, o Mavericks viu-se sem grandes alternativas, uma vez que havia perdido o pivô Sam Perkins para o Los Angeles Lakers na agência livre e pouco contou com o promissor Jim Jackson, também contundido logo em sua temporada de estreia. Derek Harper e o apenas esforçado Terry Davis eram as únicas possibilidades de a equipe vencer e o resultado não poderia ser diferente.

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No draft para o ano seguinte, o Dallas selecionou o explosivo ala Jamal Mashburn, mas ainda assim era muito pouco. Foram somente 13 vitórias em um elenco que contava com o Reggie Evans da época, Popeye Jones.

Depois de três anos, Tarpley finalmente teve a chance de retornar às quadras após a punição, Lever parou de jogar, e Jason Kidd foi a segunda escolha do recrutamento. Na época, Kidd ganhou o prêmio de calouro do ano e ali se formava o famoso “três J’s”, ao lado de Jackson e Mashburn. No entanto, isso durou pouco tempo.

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Em 1996-97, passaram nada menos que 27 jogadores pelo elenco. Kidd foi para o Phoenix Suns em uma troca que trouxe Michael Finley, Sam Cassell e o veterano A.C. Green para o Mavs. O armador teria tido problemas de relacionamento com Jackson e a direção tomou a decisão de negociá-lo imediatamente. A mudança de ares sobrou também para Mashburn, que rumou para o Miami Heat.

A situação era insustentável quando Nelson foi nomeado para assumir o time e, em seu primeiro ano, em 1998-99, trouxe Steve Nash e negociou para receber um certo alemão em uma troca dois dias depois do draft por Tractor Traylor. Nelson foi taxado de louco, pois Traylor era um ala-pivô de sucesso no basquete universitário, enquanto ninguém sabia nada sobre Dirk Nowitzki. Nash, então, não passava de um armador franzino que não foi aproveitado no Suns. Nelson conseguiu manter-se no cargo, apesar de muita pressão, mas o resultado foi promissor: 19 vitórias na temporada do primeiro locaute — quando foram realizados 50 jogos.

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O estilo de jogo mudou na temporada seguinte. Finley era o grande destaque, mas Nowitzki mostrou serviço e, em pouco tempo, já era capaz de fazer seu time vencer. Dennis Rodman foi contratado por ser um excelente defensor e exímio reboteiro, porém a experiência não foi das melhores. Rodman fez apenas 12 jogos, cinco derrotas consecutivas, brigas dentro e fora de quadra, até que Nelson decidiu encerrar seu contrato. O ala-pivô encerraria ali sua carreira.

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Nash ainda passava longe de ser aquele que tornou-se duas vezes MVP pelo Suns, e as constantes lesões não ajudavam sua causa. Nelson trouxe então o experiente Vernon Maxwell para pressioná-lo no banco de reservas e, enfim, obteve resposta. O armador ganhou espaço, e o Mavericks passou a ganhar respeito.

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A aposta na reconstrução via draft é válida, mas nem sempre rendem frutos imediatos. Nowitzki foi um tiro no escuro, é verdade. Mas seu talento foi capaz de mudar a trajetória da franquia nos anos seguintes. Quanto a Traylor, o Milwaukee Bucks ainda lamenta a decisão até hoje. Ele não conseguiu ser eficiente em momento algum da carreira e ficou sem espaço na NBA após não passar nos exames médicos decorrentes de uma cirurgia na aorta. Perdeu um contrato com o então New Jersey Nets e foi se arriscar no exterior. Morreu em 2011, vítima de um ataque cardíaco.

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O resultado para o Mavericks foi melhor do que o esperado. Teve apenas dois técnicos desde a saída de Nelson, em 2005. Avery Johnson, seu assistente, o substituiu de forma brilhante e chegou a ser o treinador com 100 vitórias no menor prazo de tempo — recorde posteriormente quebrado por Tom Thibodeau, do Chicago Bulls.

Perder na primeira rodada dos playoffs em dois anos seguidos custou a Johnson o seu cargo, mesmo depois de ter obtido a melhor campanha da história do time em 2006-07, com 67 vitórias. Perder para Nelson, no Golden State Warriors, acabou pesando contra. E Josh Howard não ajudou muito em 2005-06.

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Com Rick Carlisle em seu lugar, o Mavs nunca teve uma campanha negativa sequer e ele comandou a equipe ao seu primeiro título, em 2010-11 diante do Heat de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh.

O resto, você já sabe.

Desde quando comprou a equipe em 2000, Mark Cuban revolucionou o time, que venceu ao menos 50 jogos na temporada regular nos próximos 11 anos. Nash voltou ao Suns. Nowitzki foi eleito o MVP de 2006-07, conduziu seus colegas para duas finais, vencendo a segunda delas já com Kidd de volta e, recentemente, resolveu abaixar seu salário para mais uma reconstrução futura. E parece já estar colhendo frutos.

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Na semana que vem, vamos falar sobre o Chicago Bulls.

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