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Negócios…

Luiz Fernando Teixeira reflete sobre a saída de Danny Granger do Pacers, após nove anos como um dos líderes da franquia

Danny Granger foi o grande ídolo do Indiana Pacers no período de transição entre os jogadores que faziam parte do elenco da franquia durante a famigerada briga com jogadores e torcedores do Detroit Pistons, em 2004, e a geração atual, que quase foi finalista da NBA na temporada passada. Draftado em 2005, foram nove anos dentro do time, sendo 2009 o seu melhor ano na carreira, quando foi convocado para o All-Star Game e eleito o Most Improved Player da liga.

Infelizmente, a partir daí ele não evoluiu mais, pelo contrário. Apesar de ter feito parte da seleção norte-americana que foi campeã mundial em 2010, na Turquia, Granger começou a sofrer com lesões, sendo a mais grave uma tendinite patelar, que o tirou das quadras por praticamente dois anos. 

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O Pacers, porém, continuou com sua revitalização, sob o comando de Larry Bird, que montou o núcleo do time atual (Roy Hibbert em 2008, Paul George e Lance Stephenson em 2010, David West e George Hill em 2011), além de efetivar o treinador Frank Vogel no cargo em 2011, depois de ser assistente da própria franquia por quatro temporadas. Com essa base, o Pacers chegou muito perto de voltar à uma Final de NBA, perdendo para o Miami Heat no Jogo 7 das Finais do Leste na temporada passada.

Em 2013-14, o time, que já era bom, melhorou ainda mais. Novos jogadores chegaram para compor a rotação (Luis Scola, Andrew Bynum, C.J. Watson) e os que já estavam na equipe deram mais um salto de qualidade (George e principalmente Stephenson). Além deles, Danny Granger, ídolo da torcida e recuperado de lesão, era esperado para ser o líder dos reservas, pontuando sempre que possível para dar um descanso aos titulares e ser uma dor de cabeça para o técnicos adversários.

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Mas não foi isso que aconteceu. Granger parecia estar fora de forma, sem ritmo de jogo, e com a mão descalibrada. Atuando 22.5 minutos, suas médias não passaram de 8.3 pontos, 3.6 rebotes, 1.1 assistência e pífios 35.9% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Muito abaixo de suas próprias médias na liga, e aquém das expectativas em torno dele.

O que fazer quando o reserva mais atuante do time não contribui? Larry Bird aproveitou a chance na trade deadline e o despachou para o Philadelphia 76ers, em troca do mais jovem e disposto Evan Turner, que  está no seu último ano de contrato de calouro. Românticos talvez vejam a saída de Granger do time como uma espécie de traição, já que logo agora que o Pacers está mais próximo do que nunca do título, a estrela solitária de um time em reconstrução foi mandada embora.

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Mas a NBA são negócios, e todos sabem disso. Bird quer ser campeão e Granger estava sendo um estorvo, com o seu salário gigante não correspondendo em quadra. Dessa forma, Turner se viu na melhor situação de sua carreira até o momento: saiu de um time que claramente não quer vencer nessa temporada, para o que tem mais chances de vencer o Miami Heat na conferência Leste.

Apesar de ter médias respeitáveis de 17.4 pontos, seis rebotes e 3.4 assistências em 2013-14, Turner sempre foi uma decepção na NBA. Por conta do período da faculdade, ele era altamente cotado no Draft de 2010, quando ficou atrás apenas de John Wall no recrutamento, e oito posições acima de Paul George, por exemplo.

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Turner não conseguiu se destacar no Sixers, sendo coadjuvante de Andre Iguodala, Jrue Holiday, e até mesmo de Michael Carter-Williams dentro da franquia. Talvez isso tenha acontecido porque ele não era talhado para o protagonismo, no fim das contas, sendo que sua função seja “apenas” a de um role player. 

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No Pacers, é justamente isso que ele vai ser. Se sua chegada foi também uma prevenção contra uma eventual saída de Lance Stephenson do time, não há como saber no momento. O fato é que ele vai produzir mais do que Granger nos minutos reduzidos a que vai ter direito no Pacers, sendo muito mais produtivo do que o ex-ídolo.

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Quanto à Granger, seu futuro é incerto. Ele já foi dispensado do Sixers e agora deve jogar em um contender. Rumores dão conta de que Heat, Los Angeles Clippers, San Antonio Spurs, Chicago Bulls e Houston Rockets estão interessados nos serviços do ala. Espero apenas que, onde quer que ele vá, ele possa voltar a ser produtivo.

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