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Visita ao Departamento Médico #4 – Nenê

Kaio Kleinhans analisa a fascite plantar, lesão que vem tirando o pivô constantemente da seleção brasileira

Nesta nova postagem do “Visita ao Departamento Médico”, nós vamos discutir sobre a fascite plantar – uma lesão que vem mantendo o pivô brasileiro Nenê Hilário longe de quadra constantemente. Trata-se de uma inflamação da fáscia plantar, que gera dor considerável na sola e planta do pé. Tentaremos explicar melhor os pormenores da contusão e o que ela compromete no corpo e desempenho do atleta.

A estrutura

A fáscia plantar é uma espécie de ligamento que percorre toda a parte inferior do pé, mais conhecida como planta ou sola. A fáscia é um tecido espesso “colado” à pele que possui propriedades elásticas e a capacidade de se esticar-se de acordo com a movimentação dos pés.

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O “ligamento” preenche toda a sola do pé, saindo do osso do calcanhar e dividindo-se em cinco próximos aos dedos, para continuar a proteção sob cada dedo do pé.

A principal função da fáscia plantar é manter o arco plantar. Ela deve agir como um elástico para manter o pé levemente arqueado. No ato de caminhar, também ajuda o pé a diminuir a pressão que os dedos recebem ao suportar o peso do corpo.

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fascite

Causas da fascite

Como dissemos, a fascite plantar é uma inflamação da fáscia e, geralmente, a maior dor é sentida próxima ao osso do calcanhar. Ele é a maior causa de dor nos calcanhares de atletas. As causas da lesão em esportistas são variadas e resultam principalmente de dois fatores: degeneração e erros em treinos.

Entre as alterações no corpo, nós podemos citar a deformação do arco plantar (pé cavo e pé plano), gerados por contratura, desequilíbrio entre músculos da panturrilha e coxa ou mesmo fraquezas da fáscia.

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Na parte dos treinos, podem ser apontadas como possíveis causas da fascite: algumas atividades mais rigorosas ou forçadas, exercícios repetitivos e excesso de saltos com a ponta do pé (treinamentos de velocidade e, principalmente, correr em superfícies muito duras com calçados inadequados).

Diagnóstico

No consultório médico, o paciente passará por avaliações do pé em geral e a musculatura da cadeia posterior (panturrilha e coxa), além de procurar por pontos dolorosos como sinais de lesões do pé e alterações anatômicas. A radiografia é utilizada para descartar alguns tipos de contusões nos ossos de pé e a ressonância magnética, como sempre, ajuda na confirmação dos problemas na fáscia plantar.

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Tratamento

Como a fascite plantar é uma inflamação localizada, o principal objetivo do tratamento é combater o processo inflamatório e, para isso, são indicados repouso total com interrupção da prática esportiva, gelo e outros agentes anti-inflamatórios – incluindo medicamentos e técnicas de liberação miofascial (uma espécie de massagem na região para alonga a fáscia).

Além disso, temos os exercícios de alongamento geral da musculatura de panturrilha e coxa (para melhorar a situação da fáscia plantar e recuperar sua parte funcional) e exercícios para correção postural como boas ferramentas de auxílio do tratamento, assim como uso de palmilhas ortopéficas.

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Nenê e a fascite

Como sabemos, Nenê vem sofrendo bastante com esta lesão. Perdendo jogos da NBA e da seleção brasileira. Isso acontece porque, após aparecer pela primeira vez, o problema “fica” com o jogador porque as circunstâncias do jogo e a rotina da NBA prejudicam muito a saúde do atleta.

Falando especificamente do pivô brasileiro, ele deverá conviver com a lesão até o fim de sua carreira e ainda desfalcará muito sua equipe. A situação piora mais porque, além dos fatores citados, o próprio peso do esportista também contribui no agravamento do quadro. O processo degenerativo é normal e pode sempre ser controlado e reduzido, mas a rotina de partidas e treinos pesará contra o tratamento e aumentará o dano na fáscia do jogador.

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Apesar de ser uma lesão persistente, a fascite não é tão grave e preocupante como outras já discutidas em nossa coluna. O processo que está instalado no pé de Nenê pode ser prevenido e/ou controlado com um planejamento de treinos e tratamento contínuo. Pelo bem do basquete nacional, nós esperamos que ele consiga lidar bem com o problema e estar o máximo dentro de quadra, com o Wizards e (em especial) com a camisa da seleção brasileira.  

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