Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

Ainda dá, Lakers?

Muitos podem achar que esse artigo é precipitado, que é cedo demais escrever que o Los Angeles Lakers pode pensar em algo grande ainda nesta temporada. Mas depois das duas últimas vitórias contra equipes de melhores campanhas, e com uma mudança evidente na forma de jogar, não há como não deixar a seguinte questão: ainda […]

Muitos podem achar que esse artigo é precipitado, que é cedo demais escrever que o Los Angeles Lakers pode pensar em algo grande ainda nesta temporada. Mas depois das duas últimas vitórias contra equipes de melhores campanhas, e com uma mudança evidente na forma de jogar, não há como não deixar a seguinte questão: ainda dá para o time angelino chegar aos playoffs, mesmo ocupando a décima posição na conferência Oeste?

Primeiro, vamos recapitular o que o Lakers fez até aqui na temporada. Ainda na offseason, o time de Los Angeles era apontado como um dos favoritos ao título da temporada. O entusiasmo, claro, veio após as chegadas do veterano armador Steve Nash e do pivô Dwight Howard. Na pré-temporada, o Lakers perdeu todos os oitos jogos que disputou. Muitos falaram na época: quando for para valer, esse time vai encaixar e não vai ter para ninguém. Não encaixou. A equipe ganhou apenas uma das cinco primeiras partidas da temporada e o técnico Mike Brown foi demitido. O assistente Bernie Bickerstaff assumiu interinamente e o Lakers venceu dois dos três jogos disputados sob o seu comando.

Continua após a publicidade

A partir do jogo contra o Phoenix Suns, no dia 16 de novembro, começou a era Mike D’Antoni à frente do time angelino. O time venceu aquele e os dois jogos seguintes (contra Houston Rockets e Brooklyn Nets). Seria o retorno da magia ao Lakers? Nada disso. As falhas foram ficando evidentes à medida que as derrotas se acumulavam. O time começou a fazer mais pontos, mas em compensação a defesa ficou sofrível. De que adianta ter o quinto melhor ataque se a defesa é a quinta pior da Liga? Alguém achou que um time comandado por D’Antoni seria bom na defesa?

No esquema do treinador, os dois jogadores de garrafão foram sacrificados. Howard, considerado o melhor pivô da Liga, era pouquíssimo acionado no ataque. Gasol virou reserva porque D’Antoni optou por jogar com quatro jogadores no perímetro e um no garrafão. O espanhol no banco é um desperdício…

Continua após a publicidade

E vieram à tona os chamados “problemas de relacionamento”, que sempre aparecem quando um time favorito fracassa em uma competição. A imprensa norte-americana divulgou que Gasol estava insatisfeito, que Kobe e Howard não estariam se dando bem. Era muito “disse me disse”. Na semana passada,  elenco e comissão técnica fizeram uma reunião para lavar a “roupa suja”.

Kobe Bryant, o grande nome do Lakers, continuava a ser o fominha que vimos diversas vezes em outras ocasiões. Para se ter uma ideia, nos 25 jogos que o time perdeu até o momento, os números de Kobe foram os seguintes: 271 cestas, em 597 arremessos, e 96 assistências. Isso dá uma média de quase 24 arremessos tentados e apenas 3,8 assistências por partida. Já nos 19 jogos que o Lakers venceu, as médias dele foram de 18 arremessos tentados e 6,8 assistências.

Continua após a publicidade

Era óbvio que Kobe tinha que envolver os demais companheiros no ataque, que tinha que passar mais a bola. Nash, subutilizado na função de armador, é um exímio arremessador de qualquer lugar da quadra. Metta World Peace já foi cestinha na época de Indiana Pacers e Sacramento Kings. Howard era o cestinha do Orlando Magic. Gasol sempre foi ótimo no ataque. Na defesa, Kobe, World Peace e Howard tinham que se esforçar mais, principalmente o pivô, eleito por três anos seguidos como o melhor defensor da NBA (2009, 2010 e 2011). E o Lakers demorou 42 partidas (mais da metade da temporada) para descobrir porque o time não funcionava. Pode ser tarde demais…

Nos dois últimos jogos, o time angelino encontrou a forma ideal de atuar. Nos triunfos sobre Utah Jazz e Oklahoma City Thunder, as atuações de Kobe Bryant foram de encher os olhos. Guardadas as devidas proporções, suas atuações lembraram as de Magic Johnson, o maior jogador da história da franquia. Na primeira partida, Kobe teve os seguintes números: 14 pontos, nove rebotes, 14 assistências e sete arremessos de quadra convertidos, em dez tentativas. Contra o Thunder, ele foi ainda melhor: 21 pontos, nove rebotes e 14 assistências, com oito cestas, em 12 tentativas. Além disso, o Lakers levou menos de 100 pontos em cada um desses jogos (84 do Jazz e 96 do Thunder, que tem o melhor ataque da temporada). A melhora defensiva foi clara, tanto que Russell Westbrook foi anulado por Kobe.

Continua após a publicidade

O camisa 24 do Lakers percebeu que, para esse time funcionar, era preciso que ele deixasse de ser fominha e que se dedicasse mais na defesa. E Howard também deixou a vaidade de lado e parou de reclamar publicamente sobre seu papel em quadra. O desempenho dos últimos dois jogos deu esperanças ao torcedor do Lakers, que estava desanimado com o time. Foram duas vitórias convincentes, com um Kobe mais solidário em quadra e as peças restantes harmoniosas em quadra.

Os próximos quatro adversários do time angelino são teoricamente fracos (New Orleans Hornets, Phoenix Suns, Minnesota Timberwolves e Detroit Pistons) e a chance de encaixar uma sequência de seis triunfos é grande. O Lakers tem 19 vitórias e 25 derrotas e está na décima colocação no Oeste. O oitavo colocado é o Houston Rockets, que tem 24 vitórias e 22 derrotas. O Utah Jazz, sétimo colocado, tem 24 triunfos e 20 derrotas. O time angelino ainda tem mais 38 jogos pela frente para tentar a classificação aos playoffs. Precisa vencer, pelo menos, mais 24 partidas para conseguir esse feito.

Continua após a publicidade

Do jeito que atuou nos últimos dois jogos, o Lakers será um adversário difícil de ser batido. Por isso, acredito que ainda dá para a equipe de Los Angeles chegar à pós-temporada. E se chegar jogando desse jeito…

comentários