NBA: Playoffs provam que Knicks estava certo em trocas
Time de Nova York vai atrás de sua décima vitória consecutiva na principal fase do ano

É hora de ser engenheiro de obra pronta. O New York Knicks vem sendo um dos grandes destaques nos playoffs da NBA de 2026, mas isso tem a ver com as trocas que o time fez. A direção deu ao grupo jogadores que são bem mais do que complementos: são vitais.
Tudo aconteceu quando o time de Nova York deu a Jalen Brunson um contrato para deixar o Dallas Mavericks na agência livre de 2022. Na ocasião, muita gente achou que os US$104 milhões por quatro anos eram um exagero por um reserva do Mavs um ano antes. Por outro lado, destacavam que Rick Brunson, pai do jogador, forçou o negócio por ser um membro da franquia.
O tempo passou e Brunson mudou o status do Knicks na NBA. Antes de sua contratação, o time foi aos playoffs uma única vez em nove anos. E no que foi, a equipe caiu na primeira rodada, em 2020/21. Ou seja, tudo começou ali.
A diretoria sabia o que estava fazendo e deu a ele um acordo maior do que o Mavs ofereceu. Enquanto isso, as críticas seguiam. Mas isso foi só até quando ele pisou em quadra.
Então, no meio de 2022/23, o Knicks começou a fazer trocas. Primeiro, chegou Josh Hart, na trade deadline. E era algo novo para Brunson, pois Hart foi seu colega em Villanova. No ano seguinte, chegou OG Anunoby. Apesar de toda a melhora, o time ainda precisava de mais.
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Quando o Knicks quis dar o próximo passo para brigar por coisas mais sérias nos playoffs da NBA, vieram as trocas por Mikal Bridges e Karl-Anthony Towns. Logo de cara, havia uma dúvida sobre encaixe, defesa e o preço que o time estava pagando.
Afinal, o time deu jogadores como Julius Randle e Donte DiVincenzo, além de uma escolha de primeira rodada por Towns. Enquanto isso, mandou quatro picks sem proteção ao Brooklyn Nets, uma protegida, além de jogadores e swaps por Bridges.
Pareceu caro, sim. E foi mesmo.
O Knicks abriu mão de seu futuro para ter um dos melhores quintetos da NBA. De fato, o time possui a própria escolha em 2026, mas por conta de regras da liga, que não permitem que uma franquia negocie as de primeira rodada por dois anos consecutivos. Do contrário, já teria ido atrás de mais reforços.
E logo no primeiro ano com o grupo, o time foi à final do Leste. Perdeu para o Indiana Pacers, o que custou o cargo de Tom Thibodeau. Em seu lugar, chegou Mike Brown.
Com estilo bem diferente, Brown assustou alguns jogadores. Josh Hart, por exemplo, não gostou de ter menos minutos pelo Knicks na atual temporada da NBA. Mas aquilo aconteceu com todo mundo. Afinal, Thibodeau não gostava de usar reservas, especialmente nos playoffs. Com o novo técnico, o tempo de quadra foi ajustado para ter seus jogadores mais saudáveis nos momentos certos.
Resultado diferente?
Bem, depende. Assim como no ano anterior, o Knicks teve todos os seus titulares em 65 jogos ou mais na NBA. Venceu duas partidas a mais do que em 2024/25 na fase regular, mas nada muito além disso. O time oscilou, teve problemas, sequências ruins (apesar de vitórias) e ainda foi campeão da Copa em cima do San Antonio Spurs.
Ao contrário de Los Angeles Lakers e Milwaukee Bucks, que foram mal nos playoffs nos anos em que venceram a Copa NBA, o Knicks vai muito bem, obrigado. Já são nove vitórias consecutivas e uma diferença de 212 pontos no período.
A defesa funciona, mas o ataque é preciso. Em 12 jogos nos playoffs, o time acertou 39.6% do perímetro, enquanto permite só 30.9% dos adversários. A diferença de outros times que defendem bem é que a equipe não força erros de ataque, não dá botes. Apenas trabalha o posicionamento e faz muita pressão em quem está com a bola.
Coisas que parecem simples nos playoffs, mas o Knicks faz parecer mesmo. Todo mundo sabe que Towns e Brunson não são grandes defensores individuais. Só que o conjunto faz a diferença. Como resultado, tem a melhor eficiência no quesito, com 104.8 pontos por 100 posses de bola. Do outro lado, é o segundo, com 124.0.
Neste sábado (23), o Knicks pega o Cleveland Cavaliers no terceiro jogo, pela primeira vez em Ohio. A partida acontece às 21h (horário de Brasília). Se vencer, o time abre 3 a 0 e dá um enorme passo para voltar à final da NBA, algo que não acontece desde 1999.
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