NBA: Victor Wembanyama detalha visita ao Templo Shaolin
Astro do Spurs fez um retiro espiritual imersivo no famoso mosteiro budista da China

Em entrevista à ESPN, o astro do San Antonio Spurs, Victor Wembanyama, detalhou sua visita ao Templo Shaolin, na última offseason da NBA. O pivô francês viajou para a China em junho de 2025. O objetivo era fazer um retiro espiritual imersivo no famoso mosteiro budista.
Nos dez dias em que ficou no Templo Shaolin, Victor Wembanyama raspou a cabeça e adotou uma dieta vegetariana. Além disso, ele acordava às 4h30 da manhã para treinar Kung Fu e fazer meditações diárias. Também corria pelas montanhas. Acima de tudo, o jovem queria desopilar a mente, se desconectar da pressão da NBA e desafiar seu corpo.
Na conversa com Malika Andrews, repórter de NBA da ESPN, Victor Wembanyama disse que se encantou com o Templo Shaolin. Ele ainda revelou que fez uma imersão total na cultura chinesa.
“O cenário era incrível: o templo, os edifícios milenares, aos pés da montanha, na floresta. Encontramos alguns monges. Eles eram muito sociáveis. Tinham até telefones. Mas eu não tinha certeza se era o lugar onde eu queria passar algumas semanas das minhas férias. Lá, eu adotei uma dieta vegetariana, e vi demonstrações de Kung Fu”.
“Em 30 segundos, eu me convenci. Ou seja, todas as minhas dúvidas haviam sumido. Depois, eu fiz um treino sério e uma imersão total na cultura, nas tradições e na prática do Kung Fu. Mas o salto para trás me pegou. Afinal, eu quase quebrei o pescoço várias vezes tentando dar esse salto”, contou o pivô do Spurs.
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Por fim, Victor Wembanyama falou sobre as lições que tirou da viagem ao Templo Shaolin, e que o ajudaram durante a temporada da NBA. Em 64 jogos, o astro do Spurs teve médias 25 pontos, 11,5 rebotes e 3,1 tocos. Assim, ele ganhou o prêmio de Defensor do Ano e ficou em terceiro na disputa pelo MVP.
“Aprendi várias formas de meditação e movimentos clássicos de Kung Fu. Aliás, há muitos movimentos no Kung Fu. Primeiro, é preciso aprender a fazê-los corretamente. Depois, é preciso aprender a fazê-los rápido e forte. Ou seja, fica duas vezes mais difícil. Também havia todo o aspecto cultural. Muitas coisas em torno da medicina chinesa são interessantes”.
“Mas uma das minhas grandes lições é que certas coisas que fiz no Templo Shaolin sobrecarregaram músculos do meu corpo que não estavam acostumados a esse tipo de esforço. Acho que isso os tornou mais fortes, mais resistentes. Algo me ajudou na NBA”, concluiu Wembanyama.
Já nos playoffs da NBA, o camisa 1 vem liderando o Spurs. Depois de nove anos, o time chegou à final do Oeste. E, no primeiro jogo contra o Oklahoma City Thunder, a equipe venceu por 122 a 115, fora de casa. Wembanyama, aliás, teve uma atuação épica, com 41 pontos e 24 rebotes, após duas prorrogações.
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