Zach LaVine: “Kings tem talento no mesmo nível de muitos times”
Apesar de temporada desastrosa, veterano defende jogadores e pede “melhora geral” em Sacramento

Zach LaVine jogou em muitos times pouco competitivos na carreira, mas quase nada do nível do Sacramento Kings nesta temporada. A equipe só venceu 22 jogos na campanha e, com isso, acabou na lanterna da conferência Oeste. O único ano pior em que teve um aproveitamento mais baixo foi como calouro no Minnesota Timberwolves. Mas ele ainda crê que os resultados deste ano não condizem com a qualidade do elenco.
“Em termos de talento, você pode nos colocar no mesmo patamar de muitos times. Mas não conseguimos os resultados que queríamos e deveríamos. Por isso, como coletivo, a gente tem que fazer muita coisa melhor. Não digo só os atletas e técnicos, mas desde o topo da organização. Porque, pelo material humano que temos aqui, tudo poderia ter sido diferente”, refletiu o veterano, na entrevista coletiva final da temporada.
O Kings trouxe Zach LaVine como parte de um plano que deu muito errado. A ideia era montar um elenco mais veterano e provado para tentar se manter competitivo em torno do astro Domantas Sabonis. O pivô lituano, no entanto, teve uma temporada de (muito) mais lesões do que o habitual. Tudo poderia ter sido diferente com um elenco saudável, mas o jogador acha que o debate interno tem que ser diferente.
“Acho que é difícil não pensar ‘e se’ em alguns instantes. Enquanto competidores, você sempre tenta entender o que poderia fazer melhor e vários cenários diferentes. Mas a realidade está posta aqui. Temos que olhar para trás e entender o que deu errado em nossa temporada. Por que não corrigimos antes? O que nos resta, por fim, é tentar refletir e melhorar”, cobrou o ala-armador de 31 anos.
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Extensão
Zach LaVine está de olho em outros times da NBA porque tem a chance de ser agente livre no Kings. Mas vamos ser sinceros: isso é bem improvável. O ala-armador, afinal, teria que declinar uma opção de extensão de quase US$50 milhões. Vários jornalistas cravaram que ele já definiu que vai exercê-la e fica em Sacramento. Mas, até por uma formalidade, ele mantém o mistério sobre a questão.
“Eu tenho muito controle sobre o meu futuro, mas ainda não sei o que fazer. Tenho que conversar com os meus agentes e vamos estudar a melhor forma de agir. Mas possuir a opção em contrato é muito bom. Tudo passará pelo que é importante e faz sentido para mim. Vamos olhar para tudo o que aconteceu, o que vai rolar nos playoffs, antes de tomar uma decisão”, avisou o veterano.
Está claro, no entanto, que LaVine vai encarar um dilema com a opção de extensão. Do ponto de vista financeiro, recusar essa cláusula seria quase uma loucura. Só que é um posicionamento competitivo também. “Nesse momento da minha carreira, todos sabem que eu quero vencer. É o que tentei em minha carreira inteira, aliás. Não preciso dos meus empresários para garantir isso”, completou.
Tudo bem
Derrotas, a princípio, sempre trazem rumores sobre o ambiente do time. E não foi muito diferente no Kings. Se especulou bastante sobre uma relação indiferente de LaVine com Russell Westbrook e DeMar DeRozan. Diziam que eles não se falavam tanto no dia a dia, quanto durante os jogos. O ala-armador já sabe como funcionam os boatos e, por isso, garante que não há verdade nessa história.
“DeMar e eu somos muito bons amigos, pois já nos conhecemos há um bom tempo. E já conhecia Russell, mas jogar ao seu lado levou essa relação a outro nível. Foi muito bom. Além disso, ver os feitos que seguem atingindo nessa etapa de suas carreiras e celebrar com ambos foi bem divertido. Não conseguimos o que queríamos como time, mas nos demos bem demais”, concluiu o pontuador do Kings.
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