Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

Troca de Rudy Gobert para Minnesota envelheceu bem

Time faz a melhor campanha desde 2003/04

Rudy Gobert troca Minnesota
Reprodução / X

Pela primeira vez em mais de 20 anos, o Minnesota Timberwolves superou a primeira rodada dos playoffs. Com um trabalho incrível, Minnesota mudou da água para o vinho desde a troca por Rudy Gobert. Embora a negociação tenha parecido muito ruim em um primeiro momento, o time conseguiu exatamente o que queria: um defensor de elite no garrafão sem abrir mão de Karl-Anthony Towns.

Vamos ser honestos, né?

Amei a troca quando aconteceu, falei que daria certo porque era a combinação de dois estilos diferentes no garrafão e o trabalho da diretoria era bom, pensando em um futuro próximo. Mas quando as coisas não foram bem e todo mundo criticou, eu fui junto. Disse que era uma troca absurda, que o Timberwolves gastou escolhas demais por um jogador unidimensional e tudo mais.

Continua após a publicidade

Tolo, eu.

Mais ou menos, também. Isso porque minha ideia era pensando em formações altas, como o Cleveland Cavaliers fazia e dava resultados com Jarrett Allen e Evan Mobley. Ou até mesmo o Boston Celtics, que então usava Al Horford e Robert Williams.

Mas um ano depois de Minnesota cair na primeira rodada, é possível entender que a troca de Rudy Gobert envelheceu bem.

Primeiro, porque deu tempo de o quinteto entender como o técnico Chris Finch queria. Depois, também houve um processo de maturidade para Anthony Edwards explodir e encontrar outros meios de pontuar.

Continua após a publicidade

Leia mais

Para quem não lembra, Edwards criticou o espaçamento do Timberwolves na última temporada. Ao contrário do que outras equipes fazem na NBA, Minnesota tinha um homem próximo da cesta (Gobert), que atrapalhava suas investidas ao aro. No entanto, ele entendeu que possível seguir invadindo o garrafão, mesclando com arremessos do perímetro.

Depois, ainda existem outros fatores. Apesar de Towns não ser exatamente um bom defensor, os outro quatro do quinteto titular são excepcionais no quesito. Mike Conley, por exemplo, não precisa mais entregar 18 pontos por noite. Ele defende como poucos no perímetro e é uma das razões para o time funcionar bem.

Continua após a publicidade

Jaden McDaniels tem pouco reconhecimento, mas é um dos melhores defensores de toda a liga. Nem sempre é necessário que ele pontue em profusão, só que ele é capaz de fazer isso. Na segunda partida da série, ele anotou 25.

Aliás, o que o Timberwolves explorou a defesa do Suns na primeira rodada…

Entre os primeiros desde o começo da temporada

Uma coisa é fato: o Timberwolves sempre esteve entre os primeiros do Oeste na atual temporada. Por mais que o time não fosse exatamente um candidato até o início da campanha (ao menos, no papel e pelo que aconteceu em 2022/23), Minnesota jamais deixou o topo.

Continua após a publicidade

Para ter uma ideia, desde o dia 6 de novembro (duas semanas de temporada ou cerca de seis jogos), o time jamais ficou abaixo do terceiro lugar. Liderou por 97 dos 150 dias de fase regular. Ou seja, 64.7% do tempo esteve em primeiro. E não é qualquer Conferência. Estamos falando do Oeste, sabe?

Mas mesmo assim, Anthony Edwards nunca esteve na conversa para o MVP.

Por mais que a lista semanal do site da NBA seja feita por apenas uma pessoa (Michael C Wright), aquilo vira base para outros votantes. Invariavelmente.

Continua após a publicidade

Então, como é que um time fica mais da metade da temporada em primeiro na Conferência mais difícil e o melhor jogador não entra na conversa?

Apenas bizarro.

Rudy Gobert

Quando Minnesota fez a troca por Rudy Gobert, a equipe sabia o que estava fazendo. Na época, o time entregou cinco jogadores, além de escolhas de Draft. É bem verdade que ali foram Walker Kessler, Patrick Beverley e outros atletas que poderiam ajudar.

Mas do que adianta ter tantos jogadores se não vai usar em uma rotação?

Continua após a publicidade

E Chris Finch fez um grande trabalho para encontrar o que e como precisava para ter o francês.

Até nos momentos ruins da equipe na temporada, quando Towns sofreu lesão, Gobert cuidou bem do garrafão. Naz Reid cresceu de produção e Minnesota continuou brigando na parte de cima da tabela.

Quando ele esteve em quadra, o time teve 5.8% a mais de rebotes ofensivos, sofre 3.5 pontos a menos, aceita 2.0% a menos de rebote ofensivo e derruba o percentual de arremessos do adversário em mais de 1.7%. Ou seja, ele sempre recebe críticas, mas faz seu papel. E muito bem.

Continua após a publicidade

Agora, veja que interessante. Apesar de Anthony Edwards não aparecer em conversas para MVP, o time teve outros três concorrentes a prêmios da NBA.

O francês, por exemplo, deve garantir o seu quarto como melhor defensor. Reid venceu o de principal reserva, enquanto Finch terminou em terceiro entre os técnicos.

Campanha enorme 

A parte legal para Minnesota é que nos playoffs, todo mundo tem uma preocupação maior com a defesa. Neste caso, o Timberwolves sobra e não precisa fazer nada além do natural de seus jogadores. E só de passar para a fase semifinal do Oeste, o time já faz sua melhor campanha em mais de 20 anos.

Continua após a publicidade

Até a varrida sobre o Phoenix Suns, o Timberwolves nunca havia conseguido liderar uma série por 3 a 0. Imagine varrer.

Então, sim. O Timberwolves possui uma chance real de ser uma pedra no sapato do Denver Nuggets. Talento, é algo que a equipe tem e poucas pessoas conseguem perceber por um simples motivo: Minnesota não é exatamente popular seja aqui ou nos EUA.

Para termos uma ideia disso, a equipe teve apenas dez jogos transmitidos por ESPN ou Amazon Prime Video em 2023/24. Por fim, o mercado é apenas mediano, o 13° maior da liga.

Continua após a publicidade

Montagem do elenco

Em 2003/04, Minnesota chegou às finais do Oeste naquele time que tinha Kevin Garnett, Latrell Sprewell, Sam Cassell e Wally Szczerbiak. Era realmente muito bom, mas veja como o de hoje surgiu.

Rudy Gobert foi o único grande investimento em troca para Minnesota. O resto veio do Draft ou como agente livre. Monte Morris, por exemplo, chegou para ser uma segunda opção para armação. No entanto, ele praticamente não tem tempo de quadra desde que chegou.

Continua após a publicidade
NomeNúmeroContratoComo chegou
Mike Conley10ExpiranteTroca (2023)
Jordan McLaughlin6ExpiranteAgente livre (2019)
Daishen Nix15Two-wayAgente livre (2023)
Monte Morris23ExpiranteTroca
Jaylen Clark0Two-wayDraft (2023)
Anthony Edwards52028/29Draft (2020)
Nickeil Alexander-Walker92024/25Troca (2023)
Wendell Moore7Garantido até 2023/24Troca na noite do Draft
TJ Warren24ExpiranteAgente livre (2024)
Jaden McDaniels32028/29Troca na noite do Draft
Kyle Anderson1ExpiranteAgente livre (2022)
Leonard Miller33Garantido até 2024/25Troca na noite do Draft
Josh Minott8Opção do time em 2025/26Troca na noite do Draft
Karl-Anthony Towns32Opção para deixar ao fim de 2026/27Draft (2015)
Rudy Gobert27Opção para deixar ao fim de 2024/25Troca (2022)
Naz Reid11Opção para deixar ao fim de 2024/25Agente livre (2019)
Luka Garza55ExpiranteAgente livre (2022)

Assine o canal Jumper Brasil no Youtube

Todas as informações da NBA estão no canal Jumper Brasil. Análises, estatísticas e dicas. Inscreva-se, mas dê o seu like e ative as notificações para não perder nada do nosso conteúdo.

E quer saber tudo o que acontece na melhor liga de basquete do mundo? Portanto, ative as notificações no canto direito de sua tela e não perca nada.

Então, siga o Jumper Brasil em suas redes sociais e discuta conosco o que de melhor acontece na NBA

comentários