Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

Revisão da temporada – New York Knicks

Time ficou de fora dos playoffs nos últimos três anos

New York Knicks (32-50)

Temporada regular: 13º lugar da conferência Leste
Playoffs:
 não se classificou
MVP da campanha: Carmelo Anthony (21.8 pontos, 7.7 rebotes, 4.2 assistências, 43.4% de aproveitamento nos arremessos de quadra).

Pontos positivos

– O letão Kristaps Porzingis, outrora vaiado na noite do draft pela torcida, terminou a temporada entre os líderes dos calouros e virou um dos destaques do New York Knicks em seu primeiro ano.

– Carmelo Anthony diminuiu o volume de arremessos e, consequentemente, passou mais a bola. Resultado: melhor temporada do astro em assistências na carreira, com 4.2 por jogo.

Continua após a publicidade

– Robin Lopez, como sempre, foi sólido no garrafão. O pivô trouxe um pouco mais de segurança para a área pintada, algo que o time não via desde 2013-14, quando ainda tinha Tyson Chandler.

– A temporada acabou.

Pontos negativos

– Derek Fisher, aparentemente, era o único além de Phil Jackson que entendia sobre o triângulo ofensivo. Não entrou na cabeça dos jogadores, Fisher foi substituído por Kurt Rambs e o time ficou de fora dos playoffs pelo terceiro ano consecutivo.

Continua após a publicidade

– O time foi concebido sem balanço nas posições. Se para o garrafão, o Knicks tinha Lopez e Porzingis, seus reservas Kevin Seraphin e Kyle O’Quinn foram subaproveitados, com cerca de 11 minutos para cada. Já na armação, o veterano e em decadência física Jose Calderon (pior temporada em assistências na carreira, com 4.2) tinha um estabanado Jerian Grant, que queria fazer de tudo e no fim, não produzia.

– Porzingis cansou na reta final da temporada. Normal para um estrangeiro, que não está acostumado ao intenso ritmo da NBA com 82 jogos. O arremesso, especialmente o de três pontos, parou de cair na segunda metade (de 34.9% para 29.4%), pegou menos rebotes (de 7.7 para 6.2), bloqueou menos arremessos (de 1.9 para 1.6), jogando até mais tempo do que no começo.

Continua após a publicidade

– O Knicks não defendeu no perímetro. Apenas com Arron Afflalo de especialista no setor, o time foi o que menos roubou bolas na temporada, o terceiro que mais permitiu assistências do adversário e o sexto que mais sofreu em arremessos de três pontos.

Análise

Não foi bonito. O Knicks iniciou a temporada com ambições de voltar aos playoffs e até chegou a figurar entre os oito melhores do Leste em novembro, quando tinha oito vitórias em 14 jogos, mas caiu de produção e jamais recuperou-se. Essa queda foi vista especialmente em Anthony, sempre um dos cestinhas das últimas temporadas. O ala até deixou de forçar jogadas em demasia e progrediu em procurar seus companheiros, porém não conseguiu assumir o mesmo protagonismo de até então. Uma séria lesão no joelho, no entanto, ajuda a explicar. Mas não responde totalmente.

Continua após a publicidade

O Knicks “apanhou” para fazer o triângulo funcionar, mas o perímetro, principal responsável por isso, foi pífio dos dois lados da quadra. O arremesso foi um terror (43.9%, 26° da liga) e a defesa parecia uma peneira.

Nada que Fisher fizesse dava certo. A solução, como sempre, é trocar de treinador. Entretanto, todos sabiam que o problema não estava só ali. Era o conjunto. Era o grupo formado pela diretoria. Um quinteto inicial até respeitável, mas o banco fraco e sem grandes alternativas. Pela busca frenética de jogar baixo, os melhores reservas (O’Quinn e Seraphin) eram basicamente turistas. No mais, era um amontoado com Derrick Williams, Lance Thomas, Sasha Vujacic e Grant. Enquanto os três primeiros procuravam apenas o arremesso e não marcavam bem, o time sofreu com a segunda unidade e era justamente quando era batido por adversários.

Continua após a publicidade

Com Rambis, a situação não mudou em nada, justificando ainda mais que o que estava errado não era o técnico, mas tudo o que foi planejado por Jackson. No fim, serviu apenas para evidenciar que o Knicks jamais teve algum controle dentro ou fora das quadras. O episódio que envolveu Cleanthony Early foi somente mais um caso de cuidados inadequados com a franquia e com atletas.

Fora dos playoffs pelo terceiro ano seguido, sobrava ao Knicks apenas a agência livre, pois suas escolhas no draft haviam sido negociadas anteriormente (lembra da troca de Andrea Bargnani?).

Continua após a publicidade

Futuro

Para as próximas temporadas, o cenário do Knicks ainda é duvidoso. Por mais que tenha se reforçado na offseason com nomes de peso como Derrick Rose, Joakim Noah, Courtney Lee e Brandon Jennings, entre outros, o elenco vai continuar sofrendo com um banco de reservas de qualidade duvidosa. Para piorar, Rose e Noah não são confiáveis no aspecto físico e tiveram algumas lesões graves nos últimos anos.

De qualquer forma, o Knicks seguirá com Anthony como a sua principal estrela, enquanto Porzingis deverá crescer ainda mais de produção. A expectativa é grande por conta dos dois, além da chegada de Rose, MVP de 2011. Se tudo der certo para o técnico Jeff Hornacek, que faz sua estreia na equipe, é possível enxergar o time brigando por uma vaga nos playoffs.

Continua após a publicidade

Anthony está recuperado de uma contusão que o atrapalhou durante 2015-16 e promete voltar a ser mais importante no ataque. Rose chega, inicialmente, para realizar a função de coordenador ofensivo. Hornacek deu indícios de que pretende fazer de seu armador a principal peça, procurando antes o passe do que o próprio arremesso, deixando Anthony mais livre para executar suas jogadas.

Acredita-se que a equipe vai jogar mais em transição, buscando arremessos de longa distância e passes mais rápidos na procura de jogadores livres. No comando de Hornacek, é esperado que o Knicks seja mais competitivo. O triângulo ofensivo não será obrigatório, o que de certa forma, é bom para o elenco.

Continua após a publicidade

O Knicks pode ser o time do oito ou oitenta. Precisa contar com jogadores saudáveis para poder fazer algo na temporada, pois se depender em demasia do banco, terá um enorme problema. A tendência é que o time seja mais forte.

 

comentários