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Previsão da temporada – Portland Trail Blazers

Uma das surpresas da última temporada aposta na manutenção da base para seguir no topo do Oeste

Portland Trail Blazers

2013-14: 54-28, 4º lugar na conferência Leste
Playoffs: eliminado nas semifinais de conferência pelo San Antonio Spurs em cinco partidas
Técnico: Terry Stotts (terceira temporada)
GM: Neil Olshey (terceira temporada)
Destaques: LaMarcus Aldridge e Damian Lillard

Time-base: Damian Lillard – Wesley Matthews – Nicolas Batum – LaMarcus Aldridge – Robin Lopez

Elenco

0 – Damian Lillard, armador
25 – Steve Blake, armador
3 – C.J. McCollum, armador
4 – Darius Morris, armador
10 – Diante Garrett, armador
2 – Wesley Matthews, ala-armador
5 – Will Barton, ala-armador
23 – Allen Crabbe, ala-armador
88 – Nicolas Batum, ala
1 – Dorell Wright, ala
18 – Victor Claver, ala
12 – LaMarcus Aldridge, ala-pivô
41 – Thomas Robinson, ala-pivô
31 – James Southerland, ala-pivô
42 – Robin Lopez, pivô
35 – Chris Kaman, pivô
19 – Joel Freeland, pivô
11 – Meyers Leonard, pivô

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Quem chegou: Steve Blake, Chris Kaman, Darius Morris
Quem saiu: Mo Williams, Earl Watson

O Blazers surpreendeu a NBA na última temporada graças a um quinteto inicial extremamente resistente e entrosado. Os titulares de Portland foram a segunda formação que mais minutos jogou na campanha passada (1.373), impulsionada pela presença de quatro dos seus cinco integrantes nas 82 partidas disputadas. A durabilidade dos jogadores principais fez o time depender menos do banco de reservas – ponto fraco do elenco –, o que pode se relacionar com o sucesso repentino. O ano terminou com 54 vitórias e a primeira classificação às semifinais de conferência em mais de uma década para a equipe.

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Neste cenário, a temporada 2014-15 já começa bem para o Blazers pela simples manutenção do quinteto titular: Lillard, Matthews, Batum, Aldridge e Lopez. Os quatro primeiros vão iniciar a terceira campanha consecutiva atuando juntos, enquanto o pivô foi a única adição ao núcleo no ano passado. Na verdade, o único atleta que deixou o time em relação ao primeiro semestre é o armador Mo Williams, principal reserva e único integrante do banco a ter média superior a seis pontos por partida. Os veteranos Steve Blake e Chris Kaman chegam com a missão não apenas de substituir o sexto jogador, mas dar algum poder de fogo extra ao grupo de suplentes.

O Blazers foi a surpresa dos playoffs da conferência Oeste no ano passado. Agora, com altas expectativas e maior pressão, o desafio da afirmação se apresenta para os comandados de Terry Stotts.

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O perímetro

Lillard, Matthews e Batum formam um dos perímetros mais consistentes e equilibrados da NBA pela versatilidade que oferecem nos dois lados da quadra. Na defesa, o fato de ter dois ótimos marcadores nas alas permite que Stotts “esconda” o armador no pior atleta ofensivo oponente sem criar desequilíbrios. Ofensivamente, todos são bons arremessadores com características complementares. Lillard executa o pick and roll com precisão e pode criar o próprio arremesso. Matthews movimenta-se muito, usa bloqueios fora da bola e é um dos melhores jogadores de perímetro da liga operando no post up. Batum é um point forward capaz de quebrar defesas e tirar pressão do armador. Juntos, eles funcionam muito bem.

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Dito isso, Mo Williams é uma grande ausência para o Blazers: ele era o único atleta da rotação que criava arremessos para si e outros no banco de reservas. Steve Blake é um reserva sólido e correto, mas não substitui essa habilidade específica. A provável esperança da equipe é que Will Barton e (em especial) C.J. McCollum possam suprir a função de “criadores”, mas ambos atuaram muito pouco na última temporada e podem não estar preparados para um papel maior tão subitamente.

Para fechar, Dorell Wright segue como o provável atleta mais confiável do banco de Portland. O ala, em papel limitado, foi o melhor defensor do banco e pode arremessar mais do que os 35% para três pontos da última temporada. A pontaria de longa distância de Allen Crabbe e a condição atlética de Victor Claver parecem ser ainda opções pontuais para o time contra matchups específicos, mas nada muito além.

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O garrafão

LaMarcus Aldridge encontrou seu companheiro de garrafão ideal em Robin Lopez. O pivô é um bom protetor de aro e defensor físico que faz o “trabalho sujo” para que o craque do time tenha condições de brilhar. O astro teve, por exemplo, sua melhor média de rebotes da carreira (11.1) na temporada passada em muito pelos bloqueios de Lopez em oponentes mais pesados – algo que J.J. Hickson não fazia – e pôde ter liberdade para atuar mais afastado do garrafão no lado ofensivo da quadra. A dupla faz sentido no papel e funciona em quadra. É um ponto positivo. A reposição para ambos, como pode se imaginar, é a interrogação que o Blazers tentou resolver na offseason.

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Robinson é um jovem ala-pivô baixo que tira Aldridge de sua zona de conforto enquanto está em quadra, o que limita a rotação de garrafão do time e sua utilização como principal opção vinda do banco. Stotts tornava-se quase um refém de formações mais baixas muitas vezes – com Batum ou Claver atuando abertos – para evitar usar pivôs como Joel Freeland e Meyers Leonard, que ainda tentam provar serem opções sólidas para a posição. Neste cenário, ainda que em profunda baixa, Kaman é um bom reforço por oferecer um parceiro provado reserva para atuar ao lado do astro no garrafão – e ainda consiste em uma alternativa ofensiva de costas para a cesta, o que o Blazers nunca teve entre seus suplentes.

Mesmo sem saber o que Kaman pode oferecer a essa altura da carreira, ele faz o garrafão do Blazers melhor e deverá ser muito utilizado por consideráveis minutos para “acertar” as rotações de Stotts.

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Análise Geral

O Blazers começa a temporada tentando provar que a grande campanha do primeiro semestre não foi resultado de um cenário em que absolutamente tudo deu certo – início avassalador, titulares saudáveis, pouca dependência do banco de reservas. Para repetir o sucesso, a julgar pelas poucas mudanças entre os suplentes, o time comandado por Terry Stotts vai continuar a depender extensamente de seu quinteto titular permanecer saudável e entrosado. Além disso, é impossível não se questionar qual é o potencial de uma equipe que já utiliza seus melhores jogadores pelo máximo tempo possível. Será que 54 triunfos é o teto de Portland?

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A chave para o Blazers dar mais um passo a frente seja a defesa. Embora tenha sido uma das cinco ofensivas mais eficientes da temporada passadas (108.3 pontos marcados a cada 100 posses de bola), a equipe foi apenas a 16ª em eficiência na marcação (104.9 pontos sofridos). Como já apontado, o elenco possui peças para elevar a produção defensiva e destacou-se na proteção da linha de três pontos. No entanto, especialmente nos pick and rolls e cortes sem a bola, o time pode melhorar. Este precisa ser o foco do trabalho de Terry Stotts. O Blazers tem tudo para estar na pós-temporada novamente, mas a conferência Oeste é muito competitiva e times estão de olho em sua vaga.

Previsão: 7º colocado na conferência Oeste.

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