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Prêmios da temporada – Jogador que mais evoluiu

Jumper Brasil discute os jogadores que protagonizaram maior evolução Os playoffs estão chegando e é hora da NBA anunciar os vencedores dos prêmios individuais e times ideais da temporada. Os ganhadores costumam ser revelados durante a primeira rodada do mata-mata e, por isso, o Jumper Brasil aproveita a última semana de jogos regulares para reunir […]

Jumper Brasil discute os jogadores que protagonizaram maior evolução

Os playoffs estão chegando e é hora da NBA anunciar os vencedores dos prêmios individuais e times ideais da temporada. Os ganhadores costumam ser revelados durante a primeira rodada do mata-mata e, por isso, o Jumper Brasil aproveita a última semana de jogos regulares para reunir sua equipe e discutir quem deveriam ser os atletas agraciados com as honrarias.

Durante esta semana, cinco integrantes de nossa equipe de colaboradores vão, diariamente, socializar suas impressões sobre a temporada e os principais destaques do ano. Todos os prêmios vão ser discutidos. Sinta-se a vontade para concordar ou discordar de nossas visões, deixe suas opiniões nos comentários.

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Hoje é dia de discutirmos o prêmio de jogador que mais evoluiu na temporada:


1 – Qual seria o jogador que você premiaria com o troféu de maior evolução?

Gustavo Freitas: Provavelmente seria Ryan Anderson, do Orlando Magic. A saída de Brandon Bass para o Boston Celtics foi fundamental para que isso acontecesse. Com os problemas de Glen Davis no início da temporada, ele agarrou a oportunidade no quinteto titular e mostrou serviço – sendo o jogador que mais converteu bolas de três na temporada. Seu melhor mês foi fevereiro, quando obteve médias de 16.5 pontos e 8.0 rebotes.

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Ricardo Stabolito Jr.: Nikola Pekovic, do Minnesota Timberwolves. Na temporada passada, o pivô sérvio não conseguia se destacar em uma rotação que tinha Darko Milicic como titular e dava sinais de que voltaria para a Europa em um ou dois anos. Em 2012, ele é um dos motivos que ninguém cita pelo qual o Twolves melhorou tanto. Uma legítima presença de garrafão e ótimo finalizador em torno da cesta. Ele não só reencontrou seu melhor basquete, como também o aperfeiçoou para o estilo da NBA.

Vinicius Donato: Voto em Jeremy Lin, do New York Knicks. Independente de toda a badalação em cima do jogador, os números são muito expressivos. Em 2010-11, ele participou de 29 jogos com médias de 2.6 pontos e 1.4 assistências, em menos de dez minutos de ação. Na atual, saltou para 14.6 pontos e 6.2 assistências em 26.9 minutos jogados. Participou de 35 partidas. Um figurante que virou protagonista.

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Tiago Vasconcelos: Ninguém queria Jeremy Lin há seis meses. Hoje, ele é uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, principalmente no gigantesco mercado de Nova Iorque. Com certeza, uma das evoluções mais incríveis que vi.

Gustavo Lima: Ryan Anderson. Na temporada passada, ele foi apenas o oitavo cestinha do time da Florida (10.6 pontos) e atuava 22 minutos por partida. Já em 2011-12, o ala-pivô só não marcou mais pontos do que Dwight Howard. Sua média subiu para 15.9 pontos e o tempo de quadra aumentou em dez minutos. Além disso, acertou mais bolas de três (líder da NBA no quesito) e pegou mais rebotes (de 5.6 para 7.6) na atual temporada do que na anterior.

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2 – A MLB tem o prêmio de “melhor retorno” (comeback award) para premiar atletas que estavam em baixa e voltaram aos holofotes durante a temporada. Se ele existisse na NBA, quem seria o seu vencedor?

Gustavo Freitas: Diria que Tim Duncan é o mais próximo disso. Em 2010-11, ele ficou com 13.5 pontos e 8.9 rebotes. Nessa, seus números aumentaram pouco, mas o seu jogo voltou a ser mais consistente. É um dos maiores alas-pivôs da história, torço muito por ele. Mas se o prêmio valesse dentro de um mesmo ano, J.J. Hickson seria o meu escolhido com sobras. Depois de ter um período péssimo no Sacramento Kings, “renasceu” no Portland Trail Blazers. Aumentou suas médias em quase dez pontos e quatro rebotes.

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Ricardo Stabolito Jr.: Gerald Green, pelo New Jersey Nets. Se você me dissesse no ano passado que ele voltaria para a NBA jogando bem, eu daria risada da sua cara. Mas ele voltou – e muito melhor do que antes.

Vinicius Donato: Nate Robinson, do Golden State Warriors. Ele saiu do Celtics para ficar encostado no Oklahoma City Thunder, na última temporada, sendo utilizado raramente. Este ano, aproveitou a ausência de Stephen Curry (lesionado) para voltar a ter números expressivos: 11.2 pontos e 4.5 assistências, em 23 minutos por jogo.

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Tiago Vasconcelos: De forma geral, eu não acho que tivemos realmente alguém que estava totalmente em baixa e voltou aos holofotes inesperadamente.

Gustavo Lima: Gerald Green, do Nets. Dois anos longe da NBA, perambulando pela Rússia, China e D-League, ele recebeu uma  chance do time de Nova Jersey. Com menos tempo de quadra que outros atletas da posição, como MarShon Brooks e Anthony Morrow, o ala conseguiu melhores médias em pontos do que seus concorrentes e mostrou ter condições de permanecer na NBA. Continua com a mesma explosão atlética e especialista em enterradas.

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3 – Você concorda com aqueles que defendem a exclusão dos segundoanistas da premiação de MIP, argumentando que estes atletas têm evolução natural em uma evolução natural em seu jogo?

Gustavo Freitas: Concordo totalmente. Fica claro que segundoanistas terão evolução. É como na Fórmula1, quando os carros largam parados e fazem a primeira volta. É óbvio que, na segunda, com eles lançados, serão bem mais rápidos. A tendência é que, no decorrer do tempo, com menos combustível, melhorem ainda mais. E é assim na NBA. Com algumas exceções, quanto mais experiência, mais fluência no jogo. Deveria ser restrito para atletas que disputaram, ao menos, duas temporadas.

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Ricardo Stabolito Jr.: Embora tenha votado em um sophomore, concordo. Não me descabelo por isso, porém. Segundoanistas tendem a melhorar mesmo, mas nem sempre em níveis que justifiquem serem premiados. E é bem verdade que, nos últimos anos, tivemos alguns “veteranos” ganhando o prêmio (Turkoglu, Dunleavy).

Vinicius Donato: Concordo. Acho que a chegada à NBA pode ser de difícil adaptação para muitos. Assim, é melhor esperar pelo menos dois anos para começar a analisar a evolução dos atletas.

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Tiago Vasconcelos: Concordo. É bem óbvia essa evolução dos calouros. Mas é difícil estabelecer uma regra, acho que cada caso tem que ser avaliado separadamente mesmo.

Gustavo Lima: Concordo. Muitos chegam à NBA cercados de expectativa e não rendem o esperando na primeira temporada. Acho que é preciso esperar pelo menos dois anos para avaliar o desenvolvimento dos atletas. Enfim, a adaptação ao basquete profissional precisa ser levada em conta e não é todo mundo que corresponde de imediato em sua trajetória na liga.

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4 – Jeremy Lin, Ryan Anderson ou Nikola Pekovic: quem tem melhores condições de manter o nível apresentado nesta temporada pelo restante da carreira?

Gustavo Freitas: Penso que Nikola Pekovic. Mais por achar que Lin e Anderson chegaram a um nível que não deverão superar. Fico com a impressão que é o limite para ambos. Já o pivô é jovem, talentoso, mas ainda cru em alguns momentos. Quando estiver totalmente pronto, deverá ser um dos grandes. Hoje, ele é o que tem menos grife dos três, mas é que tem mais a crescer ainda.

Ricardo Stabolito Jr.: Pekovic. Além de ser o jogador que mais mostra consistência do trio, ainda é o que enfrenta a concorrência menos qualificada em sua posição.

Vinicius Donato: Para quem gosta de apostas seguras, vai de pivô. Acho que Pekovic tem totais condições de manter o nível atual nas próximas temporadas.

Tiago Vasconcelos: Ainda aguardo coisas melhores de Pekovic e Lin nos próximos anos. Ryan Anderson, por sua vez, acredito já ter atingido sua melhor forma, defendendo uma franquia que permite-lhe totais condições de impor seu jogo. Manterá o nível nas próximas temporadas e convertendo várias bolas de três pontos por anos.

Gustavo Lima: Pekovic. O pivô do Timberwolves ganhou a posição de titular ao longo da temporada e aproveitou a oportunidade. Grande reboteiro e finalizador no low post, fez uma ótima dupla com Kevin Love e caiu nas graças do técnico Rick Adelman. Até pela carência de bons pivôs na NBA, acho que o atleta de 26 anos vai ter uma carreira muito sólida.


5 – E quem foi o atleta que mais retrocedeu nesta temporada?

Gustavo Freitas: Eu tenho alguns nomes, como Tyreke Evans e Amare Stoudemire, mas o que Lamar Odom aprontou nesse ano foi algo para pensarmos se ele ainda quer jogar basquete. Ao menos, na NBA. Ele está com 32 anos e tem espaço na liga (tanto que o Warriors o quer). Resta saber se ele reúne condições psicológicas para continuar jogando.

Ricardo Stabolito Jr.: Considero Lamar Odom um tipo de hors concours de tão mal e ridículo que foi. Acho que diria Kirk Hinrich. Ele só tem 31 anos, mas se tornou uma sombra do jogador que já foi um dia.

Vinicius Donato: Acho que Lamar Odom, do Mavericks, será o consenso. Não há muito que falar. Vexame total.

Tiago Vasconcelos: Lamar Odom, que era um atleta, agora é um astro de TV. Mark Cuban que o diga.

Gustavo Lima: Lamar Odom. Essa é barbada. Temporada pífia do vencedor do prêmio de melhor reserva do ano passado. Teve as piores médias de sua carreira e foi merecidamente “chutado” pelo Dallas Mavericks. Acho que todos vão concordar que ele perdeu o foco no basquete.

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