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Paul George, a estrela do surpreendente Pacers

Gustavo Lima analisa a excelente temporada do ala do time de Indiana

https://www.youtube.com/watch?v=oH0KqYhSW6c

Os números não mentem. Paul George está jogando, em 2015/16, seu melhor basquete da carreira. Eleito com toda a justiça como o melhor jogador do Leste em novembro, o ala de 25 anos vem carregando o Indiana Pacers nas costas e é o principal responsável pela surpreendente campanha da equipe. Com 13 vitórias em 21 partidas, o Pacers ocupa a quarta colocação na conferência, mesmo não tendo sequer uma única peça confiável no garrafão.

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Quem começou a acompanhar a NBA nesta temporada não imagina o perrengue que George passou em agosto do ano passado, quando sofreu uma fratura exposta na tíbia e fíbula da perna direita, durante um amistoso da seleção norte-americana. A lesão veio quando o ala vivia uma grande fase. Na ocasião, o receio era de que ele não pudesse mais jogar em alto nível, dada a gravidade do problema. Recém-curado da lesão, George voltou às quadras em abril deste ano. Ele disputou seis jogos (sem brilho) no final da temporada 2014/15 e a incerteza sobre seu futuro pairava no ar. Era nítida a falta de confiança dele em quadra. Só que, nesta temporada, o camisa 13 do Pacers vem mostrando que está totalmente recuperado. Aliás, desde as partidas de pré-temporada, George retomou a confiança e os mesmos movimentos de antes de sofrer a lesão.

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Em 2015/16, o técnico Frank Vogel mudou o estilo de jogo da equipe. Com as saídas de David West e Roy Hibbert, e a onda crescente na liga de formações mais baixas em quadra, o treinador decidiu utilizar o atleta na posição 4 na maior parte dos jogos. George passou a ter mais a bola nas mãos e a condição de comandar as ações ofensivas do Pacers.

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Até agora, a experiência vem dando certo tanto para George quanto para o time. Com médias de 27.7 pontos, 8.1 rebotes e 4.2 assistências, além de um aproveitamento de 44% nos arremessos de longa distância, o camisa 13 vem angariando seus melhores números na carreira. George é o líder da equipe em pontos, rebotes, roubadas (1.7) e bolas de três convertidas (70), e o segundo em assistências. Além disso, ele é o terceiro cestinha da liga, atrás somente de Stephen Curry e James Harden.

Já o Pacers é dono do quinto melhor ataque (média de 104.3 pontos) e o segundo em aproveitamento nas bolas de três pontos (40.2%), perdendo apenas para o imparável Golden State Warriors. Saiu de cena a equipe focada na defesa e que tinha um garrafão forte, e entrou outra com jogadores mais leves, rápidos e que espaçam bem a quadra, sob a liderança de George.

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O próprio Vogel não cansa de poupar elogios ao seu comandado. “É difícil quantificar seu impacto e importância para o time em palavras. Paul faz tantas coisas para nós. Ele é capaz de fazer 40 pontos em um jogo, carregar nosso ataque e ser o melhor defensor em quadra ao mesmo tempo. Simplesmente somos uma equipe diferente quando ele atua. É um jogador especial”.

Na última offseason, o ala revelou que tem um objetivo audacioso: ser eleito o jogador mais valioso (MVP) da liga. O problema é que Curry está atuando em um nível absurdo e liderando o Golden State Warriors em uma campanha histórica. Na minha modesta opinião, George é, no momento, o segundo na corrida para o MVP.

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Números dos principais concorrentes ao prêmio de MVP da temporada

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Graças às atuações de alto nível de George, o Pacers voltou a ser competitivo. Sem poder contar com o ala em praticamente toda a temporada passada, a equipe de Indiana ficou de fora dos playoffs pela primeira vez em cinco anos. Isso mostra o quanto ele é fundamental para o time. George é o grande líder da franquia desde a temporada 2012/13, quando o ala Danny Granger começou a entrar em declínio devido a uma série de lesões. Mas é nesta temporada que o protagonismo dele chama mais a atenção. O jogador amadureceu e se tornou uma grande estrela da NBA.

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Como bem disse Vogel, o camisa 13 impacta o Pacers nos dois lados da quadra. Não dá para afirmar que George chegou ao seu auge, afinal ele tem apenas 25 anos. Só que é inegável que ele se tornou um atleta completo, com pouquíssimas lacunas em seu jogo. Tomara mesmo que a lesão horrível tenha sido uma página virada em sua vida e que George continue a nos brindar com atuações de alto nível. Os fãs do basquete agradecem.

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