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O que o mercado ainda oferece – Guards

Ricardo Stabolito analisa quem são os melhores armadores e alas-armadores ainda sem contrato

“O que o mercado ainda oferece” é uma pequena série anual que sempre faço após o primeiro mês de agência livre garimpando quem são as melhores opções que permanecem disponíveis para contratação. Aqueles que conhecem o Jumper Brasil há mais de um ano sabem do que se trata.

Neste ano, porém, há uma mudança essencial: a organização deixa de ser por cinco posições clássicas para apenas três – guards, alas e pivôs. Basicamente, isso está sendo feito porque o jogo mudou e muitos jogadores já não se encaixam mais no sistema tradicional. É complicado definir: são híbridos, versáteis.

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Para começar, lógico, vamos falar dos guards. Como todos devem saber, grosso modo, são os armadores e os alas-armadores. É evidente que existem boas opções além dos dez citados aqui e a ordem em que estão relacionados, rankeamento, vai variar de pessoa para pessoa. Mas é isso aí, vamos lá!

 

Eric Bledsoe 21. Eric Bledsoe (Phoenix Suns, restrito)

Muitos podem ter superestimado Bledsoe e estão cobrando demais. Tirando a pausa por conta da artroscopia no joelho, o armador fez uma ótima temporada e não sei se poderia ter feito muito mais em apenas um ano no novo time. Ele é uma presença eletrizante, agredindo nos dois lados da quadra, quando está nos seus melhores dias. O arremesso vem ganhando consistência. Seu estilo não é dos mais cerebrais e carece de maturidade, porém. Ele ataca, ataca e ataca…

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Situação: ele está nas mãos do Suns, pois nenhum dos interessados tem condições de dar o contrato máximo que exige. Sua melhor opção ainda são os US$48 milhões de Phoenix.

 

Ramon Sessions2. Ramon Sessions (Charlotte Hornets, irrestrito)

Sessions é um jogador muito eficiente atacando a cesta e esteve entre os cinco melhores da última temporada em pontos por 48 minutos a partir de drives (10.5). Quase 2.5 assistências por erro de ataque é outro número animador. É verdade que seu impacto em outras áreas do jogo beira o nulo e o arremesso sempre foi ruim, mas encontrar alguém com um atributo de elite a esta altura já está de bom tamanho.

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Situação: a agência livre começou com muitos rumores, mas o mercado rapidamente esfriou para o armador. Por salário mínimo, não há dúvidas que seja boa contratação.

 

Ray Allen 23. Ray Allen (Miami Heat, irrestrito)

Os arremessos já não estão caindo como antes para Allen, que acertou “só” 37.5% das bolas de três pontos tentadas na última temporada. Isso importa um pouco menos do que deveria porque ele é um profissional acima de tudo, muito rodado e inteligente em quadra. Mostrou ainda ter a vitalidade para bater a bola e atacar defensores mais afobados, closeouts.

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Situação: pensa seriamente em aposentadoria. Caso decida continuar, muitas equipes vão estar bastante interessadas.

 

Chris Douglas-Roberts4. Chris Douglas-Roberts (Charlotte Hornets, irrestrito)

Discreto como sempre, Douglas-Roberts talvez tenha feito sua melhor temporada na NBA pelo Bobcats. Sua capacidade de atuar com a bola nas mãos e usual versatilidade defensiva foram potencializadas na última temporada por quase 39% de acerto nos arremessos de três pontos. O arremesso afiado era o que faltava para tornar-se um coadjuvante muito sólido.

Situação: a offseason deste ano é mais uma prova de sua carreira discreta. Não se lê ou ouve rigorosamente nada sobre seu futuro. Um mistério.

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Jordan Crawford 25. Jordan Crawford (Golden State Warriors, irrestrito)

Crawford é mais um dos jogadores da lista que se destacam atacando a cesta e mostraram eficiência em situações de drive. Aproveitou ao máximo a oportunidade de atuar com a bola nas mãos em Boston, sem Rajon Rondo, na última temporada. Decepcionou bastante pelo Warriors, logo em seguida. Já não engana mais: joga basquete aos seus termos.

Situação: tudo muito quieto. No início de julho, rumores davam conta que Bulls, Mavericks, Lakers, Knicks e Nets estavam de olho em seus serviços.

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Bo McCalebb6. Bo McCalebb (Fenerbahçe, irrestrito)

Um dos maiores astros do basquete europeu, McCalebb vem de temporada um pouco abaixo do esperado e fala tão sério quanto nunca em dar o tão sonhado “salto” para os EUA. Ele tem o talento necessário e, muito provavelmente, os recursos para pontuar em qualquer nível de competição mundial. Não há ninguém montando times em torno dele na NBA, porém.

Situação: estaria em conversas com várias franquias da NBA desde o início da offseason, mas nenhuma pista sobre quem são os tais interessados.

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Chauncey Billups 27. Chauncey Billups (Detroit Pistons, irrestrito)

É provável que Billups ainda tenha condições de contribuir em bom nível: pode defender várias posições, organizar a equipe e arremessar de longa distância. Isso sem contar a inquestionável experiência. O problema nunca foi técnico. O que coloca um ponto de interrogação no veterano é o fato de ter atuado em apenas 84 de 312 partidas possíveis nas últimas quatro temporadas.

Situação: quando todos imaginavam que estava pronto para se aposentar, ele realizou um treino fechado para o Cavaliers e pode estender a carreira.

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E'Twaun Moore8. E’Twaun Moore (Orlando Magic, irrestrito)

Moore fez um bom trabalho como um reserva participativo do Magic na última temporada. Está preso entre as posições um e dois, mas melhorou seu arremesso e atenção defensiva. Ainda é muito inconstante – chegou a sair da rotação –, mas causou estrago quando acordou com o pé direito e “pega” confiança. Protótipo de quarta ou quinta opção de guard em um bom elenco.

Situação: estava quase acertado com o basquete italiano, mas voltou atrás porque dois times da NBA teriam mostrado interesse tardiamente. A preferência é continuar nos EUA.

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Leandrinho Barbosa 39. Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns, irrestrito)

Pesou o ufanismo aqui? Talvez. Ainda que não tenha feito nada demais na última temporada, Leandrinho provou que ainda tem espaço na NBA. Fez alguns bons jogos e garantiu vaga na equipe após dois contratos de dez dias. Lesões atrapalharam bastante e seu jogo não mudou muito com o tempo, mas ele é provado e sabe como as coisas funcionam. Acertar mais de 28% para três pontos ajudaria.

Situação: aposta em uma boa participação na Copa do Mundo antes de negociar seu futuro na NBA.

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Seth Curry 210. Seth Curry (D-League, irrestrito)

Curry teve uma excelente temporada na D-League e foi eleito para o terceiro quinteto ideal do ano. Houve guards melhores do que ele na própria Liga de Desenvolvimento, mas o irmão de Stephen Curry é mais jovem e talentoso do que muitos dos seus competidores. Além disso, o garoto possui uma habilidade que se traduziria imediatamente na NBA: a pontaria de longa distância, especialidade da família. É melhor do que os 38% que acertou em 2013-14.

Situação: se não aparecer nada garantido na NBA, ele tem interesse forte na Europa. Bayern de Munique e Baskonia (Espanha) manifestaram a vontade de contratá-lo.

 

Quase entraram:

Toney Douglas: bom defensor, mas quase nulo no ataque.
DeAndre Liggins: ótima temporada na D-League. Falta arremesso.
Acie Law: um fiasco na NBA que vem de bons anos na Europa.
Kevin Murphy: um dos cestinhas da D-League na última temporada.
Toure’ Murry: Toney Douglas mais talentoso? Muitos times interessados.

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