Agora jogador do Los Angeles Clippers, Ben Simmons, teve muitas vezes questionada sua motivação para estar na NBA. Isso porque ele teve um início de carreira muito promissor que, após uma sequência de lesões e polêmicas, não se firmou como um grande astro. No entanto, para o armador australiano, todos os problemas que ocorreram com ele não alteram o sua paixão pelo esporte.
O jogador foi entrevistado por Tomer Azarly, do portall Clutch Points. Então, Simmons falou sobre alguns dos problemas dos últimos anos e sua tentativa de retomada em Los Angeles. Em uma declaração forte, ele garantiu que o basquete é a sua vida.
“As pessoas falam demais. O basquete é a minha vida. E eu não gosto de brincar com a minha vida. Está na minha família, no meu sangue, é o que sou. Então, vejo que algumas vezes fui questionado por coisas que não tem nada a ver. O basquete é a minha praia sabe? Amo o jogo, amo as oportunidades que ele me deu na vida e na vida da minha família. Então, essa história de que não tenho motivação ou que não tive em algum momento, é bobagem”, garantiu.
Além disso, Simmons revelou um pouco dos bastidores de suas constantes lesões nas costas, que tanto atrapalharam seu retorno à NBA após as polêmicas com o Philadelphia 76ers. Para ele, os problemas começaram justamente em seu primeiro time, quando foi atingido por uma cotovelada acidental de Wesley Matthews na região das costas, em um duelo contra o Milwaukee Bucks.
“Aquilo me machucou demais. Lembro que bati meus lances-livres, sai do jogo e fui colocado em uma maca, direto para o hospital. Eu não conseguia respirar”, afirmou.
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O lance ocorreu em 2019/20 e foi o começo de muitos problemas. Simmons ainda seguiu em 2020/21 até a fatídica série contra o Atlanta Hawks, onde sua passividade em fazer cestas foi vista como central na derrota do 76ers. Além de não querer mais jogar por Philadelphia, o australiano já lidava com problemas nas costas naquele momento. Afinal, depois da troca, sequer jogou pelo Brooklyn Nets naquela temporada.
O jogador também comentou a gravidade da lesão nas costas. Segundo Simmons, uma hérnia de disco o fez perder sensibilidade na perna esquerda.
“Eu tive duas hérnias. Então, foi assustador. Isso já aconteceu no Brooklyn. Eu perdi sensibilidade na perna esquerda na época. Portanto, foi uma questão séria. Lembro de ouvir muitas pessoas falando coisas sobre mim e sobre isso, mas o que você faria? Enfim, eu fiz uma cirurgia e foquei na reabilitação para poder voltar a estar 100%”, desabafou.
Não resolveu
Mas dois anos depois da primeira cirurgia, o armador precisou passar por um segundo procedimento. Além de uma das lesões mais perigosas para um jogador de basquete, ele também precisou lidar com um mental cada vez mais abalado. Afinal, foram três períodos de offseason em que Simmons esteve focado apenas em se reabilitar. Ele definiu esses processos como “desgastantes”.
“As pessoas não entendem essa parte. Isso envolve tudo. Muitas vezes você acaba compensando o esforço físico em outros lugares e acaba tendo outras pequenas lesões. Você está focado em se recuperar, todos os âmbitos da sua vida estão focados nisso. Mas passar por esse processo várias vezes torna as coisas mais frustrantes, eu admito. É muito desgastante. Eu não desejo para ninguém, sendo sincero. Mas sei que faz parte do jogo”, ponderou.
Recomeço em Los Angeles
Depois da trade deadline e uma dispensa no Brooklyn Nets, Ben Simmons tenta retomar seus melhores dias na NBA no Clippers. Ele ainda lida com problemas nas costas e no joelho, mas tem sido elogiado, sobretudo por sua defesa.
Suas médias ainda não são chamativas. Isso porque, em sete jogos, produziu 5.1 pontos, 4.6 assistências, 4.3 rebotes e 1.3 roubo de bola em 19.7 minutos por jogo. Porém, a nova lesão no joelho o tirou de oito dos 15 jogos pela nova equipe.
“Eu quero muito estar 100% fisicamente. Zerar desses problemas, sabe? Assim, acho que o resto vai se resolver”, prometeu.
Futuro
Apesar de acabar de chegar ao Los Angeles Clippers, Ben Simmons já pensa no futuro após deixar a NBA. Ele garantiu que ainda assim, não se afastará do basquete.
“É claro que um dia isso vai acontecer e eu já penso nisso. Mas mesmo no dia em que me aposentar, me manterei por perto do basquete. Pode ser como um treinador, ou ajudando os jovens a evoluir em algum aspecto. Eu garanto que é isso que vou fazer, esse jogo me deu muito”, concluiu o australiano.
Aliás, ele será agente livre ao fim da temporada 2024/25. O nome de Simmons é um dos mais interessantes do próximo mercado.
O armador atuou nos últimos dois jogos do Clippers, após ficar oito jogos de fora. Agora, tenta criar uma sequência saudável em quadra. A equipe joga nessa terça-feira (18), em casa, contra o Cleveland Cavaliers.
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