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Mike Conley defende recorde incrível em nova temporada da NBA

Veterano armador se isola ainda mais com marca depois da aposentadoria de Malcolm Brogdon

mike conley recorde nba
Reprodução / X

Todo mundo, de vez em quando, tem um destempero. É difícil manter o equilíbrio com tudo o que se passa em nossas vidas e um mundo cada vez mais acelerado. Então, só imagine em uma competição esportiva. Os nervos estão à flor da pele e, às vezes, até entendemos quando um jogador comete uma falta técnica. Mas Mike Conley não sabe como é esse sentimento: ele tem um recorde por nunca ter cometido uma falta técnica na NBA.

“Esse é um recorde do qual me orgulho demais. Fico ainda mais contente porque é algo natural. Eu sempre joguei dessa forma, pois compito com respeito as pessoas. E, além disso, nunca tive muita coisa a dizer dentro de quadra. Da mesma forma, não permito que adversários me provoquem e abalem também. Foi só um resultado de tudo isso”, explicou o armador do Minnesota Timberwolves.

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A façanha de Mike Conley ficou em evidência por causa da aposentadoria de Malcolm Brogdon. Eles eram os únicos jogadores da liga com 12 mil minutos de atuação e sem faltas técnicas. O veterano, no entanto, leva a marca a outro nível: registra quase 1200 jogos e mais de 33 mil minutos. Por isso, ele é o único atleta que ganhou o prêmio de fair play e espírito esportivo da NBA em quatro oportunidades.

“Essa postura reflete quem eu sou. Afinal, nunca entrei em quadra tentando ser alguém ou algo que não sou. Eu olho para a minha carreira e não receber faltas técnicas, antes de tudo, é algo que faz sentido. E, agora, vou me esforçar mesmo para que não mude. Eu ainda tenho alguns anos de NBA pela frente, então espero que siga assim”, disse o jogador de 38 anos.

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Boa fama

É claro que Mike Conley conta com um aliado crucial para manter o seu recorde na NBA: a reputação. Ele ganhou a fama de um jogador firme e justo nos bastidores durante as quase duas décadas na liga. É visto, ao mesmo tempo, como uma figura exemplar nas equipes pelos quais passou. Não quer dizer que seja perfeito o tempo inteiro, mas, no momento, o armador admite que a imagem o ajuda.

“Eu acho que converso mais com os árbitros hoje do que no início da minha carreira. E, certamente, já reagi um pouco acima do tom a algumas marcações. Às vezes, eu falo alguma coisa a mais e penso que chegou a hora. Por fim, é o momento. Mas os juízes olham para mim, balançam a cabeça e só pedem para ter um pouco mais de calma”, contou o veterano.

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Os árbitros costumam já entrar condicionados em jogo quando vão enfrentar um atleta mais indisciplinado e “reclamão”. Conley, por sua vez, sente que recebe o tratamento contrário. “Acho que a arbitragem conhece a minha reputação. Além disso, eu suspeito que nenhum deles quer ser a pessoa que vai me dar a minha primeira falta técnica da carreira”, disse, aos risos.

Sem parar

Conley é um nome pouco citado, mas também é um exemplo da geração mais longeva que o basquete já viu. Afinal, uma carreira que vai ultrapassar 1200 jogos em 19 anos não é para qualquer um. E, mais do que isso, o jogador de 38 anos ainda não cogita a aposentadoria. Ele reconhece que não esperava passar tanto tempo em quadra, mas, agora, nem pensa em parar.

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“Quando entrei na NBA, eu pensava que uma carreira de dez anos era longa. Então, era o máximo que conseguiria. Mas, quando terminei uma primeira década na liga, eu olhei e achei que dava para seguir. Então, segui e não parei mais. Certamente, tem sido uma jornada incrível. Já são 19 anos e mal posso esperar para completar duas décadas”, avisou o experiente armador.

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