Zion Williamson magro e sem lesões é um dos maiores “e se” da NBA atual. Por isso, a torcida do New Orleans Pelicans tem a impressão de que vê uma miragem nas últimas semanas. O craque perdeu mais de nove quilos em relação ao início da temporada e, com isso, emplacou uma série de boas atuações. O polêmico Stephen A. Smith crê que, por fim, chegou a hora de fazer elogios ao ala-pivô.
“Zion merece muito crédito nesse momento, antes de tudo. Estar quase dez quilos mais leve do que o seu peso no início da temporada é uma prova do seu nível de dedicação. Uma dedicação, aliás, que nunca mostrou no passado. Todos os profissionais do time, assim como pessoas próximas dele, atestam essa mudança. E as suas atuações em quadra evidenciam isso”, reconheceu o analista da ESPN.
Os números, a princípio, evidenciam o momento de alta que Williamson vive. Ele anota 24,4 pontos nessa temporada, enquanto acerta mais de 56% dos seus arremessos de quadra. Além disso, registra as maiores marcas da carreira na NBA em rebotes (7,3), assistências (5,3) e roubos de bola (1,3). Para o técnico Willie Green, as estatísticas mostram como o impacto do ala-pivô tornou-se mais amplo.
“Nós estamos vendo que, quando Zion está com o seu condicionamento ideal, ele é um jogador quase impossível de marcar. Se ele decide que vai ser agressivo, então não há nada que os adversários possam fazer. Mas vai muito além disso, pois ele tem feito de tudo. Está pegando rebotes, defende também. Não existem palavras para defini-lo no momento”, elogiou o treinador do Pelicans.
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À disposição
Zion Williamson pode estar mais magro, mas a temporada da NBA reforça a história que todos já conhecem sobre o astro. Afinal, iniciou a campanha pesando quase 130 quilos. Disputou só 27 dos 66 jogos do Pelicans por causa de problemas físicos. As 70 partidas que fez na campanha passada soam cada vez mais como um ponto fora da curva. Smith, por enquanto, ainda não consegue ignorar essas questões.
“O grande problema é que Zion ficou de fora de quase 40 jogos e não conseguiu disputar cinco partidas seguidas ainda nessa campanha. Assim, a sua equipe não venceu nem 20 vezes na campanha. Esse cara, certamente, tem o talento de superastro. Mas ele não é um superastro, pois nunca está à disposição. É por isso que há quem diga que ele é um bust”, apontou o veterano comentarista.
Para Smith, apesar da melhora física, Smith segue como um ponto de interrogação. O que não vai mudar enquanto ele não conseguir ter uma sequência consistente na liga. “Nós poderíamos estar aqui elogiando as atuações de Zion. Mas, por causa da sua falta de disponibilidade, a gente só consegue se questionar qual é o real impacto que esse cara pode causar”, resumiu.
Segunda escolha
Não restam dúvidas de que as atuações recentes são muito pouco diante da expectativa que Williamson gerou e gera. Ele está devendo. Deveria ser a referência de um (futuro) Pelicans competitivo depois de ser escolhido na primeira posição do draft de 2019. Mas não aconteceu. Mais do que isso, a torcida da Lousiana viu o jogador selecionado logo em seguida, Ja Morant, elevar o patamar do Memphis Grizzlies.
“Todo mundo entende o motivo pelo qual Zion foi a primeira escolha do draft. Ninguém questiona isso. Mas, hoje, está claro que Ja foi uma melhor seleção do que ele. Ja teve vários problemas dentro e fora de quadra também. Você sabe, no entanto, que poderá contar com esse cara. Com Zion, enquanto isso, nunca temos certeza”, concluiu o controverso analista.
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