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Gui Santos opina sobre diferenças entre basquete FIBA e NBA

Jogador tem sido um dos destaques do Warriors e presença regular na seleção brasileira

gui santos fiba nba
Reprodução / X

Gui Santos foi um jogador formado no basquete FIBA que precisou se ajustar ao jogo da NBA. Vários atletas relatam que são dois estilos muito diferentes, mas será que é assim mesmo? Com conhecimento de causa, o brasileiro diz que sim. A abordagem do contato na defesa, por exemplo, foi uma das diferenças que fizeram a sua adaptação mais dura.

“Há várias faltas na NBA que não são marcadas na FIBA, pois o basquete internacional é um pouco mais físico. Você pode segurar e empurrar mais. Por isso, quando cheguei aos EUA, foi bem difícil me acostumar a marcar sem usar as mãos e braços. Tudo tinha que ser usando só as pernas e o tronco”, explicou o ala do Golden State Warriors.

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A adaptação de Gui Santos, de fato, não foi simples. Depois de ser escolhido no draft, o Warriors resolveu deixá-lo uma temporada inteira em sua equipe na G League antes de integrá-lo ao time. O jogador sempre salienta a importância desse ano de transição. No lado ofensivo, a princípio, esse período ajudou-o a se adaptar ao ritmo das partidas.

“A velocidade do jogo aqui está em outro nível. É uma loucura, em síntese. Todos estão correndo o tempo inteiro e, com isso, a partida parece ser sucessão de transições. Fora dos EUA, as coisas são mais lentas. Joga-se em um ritmo menos acelerados porque, na FIBA, o foco é ‘rodar’ as jogadas sempre”, apontou o atleta da seleção brasileira.

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Filosofias

Para Gui Santos, a questão da velocidade passa pela diferença entre as filosofias de jogo da NBA e FIBA. O basquete dos EUA, a princípio, sempre teve uma ênfase na transição para aproveitar a condição físico-atlética superior. É a imposição pela intensidade. Por outro lado, o basquete internacional tem uma primazia da execução como base.

“Se você tem um arremesso livre com 20 segundos de posse na NBA e não tenta, todos ficam bravos. Mas, fora, é o contrário. Dizem que você é louco se fizer algo assim, pois creem que pode conseguir uma chance ainda melhor com uns oito segundos no relógio. A intenção é trabalhar e movimentar mais a bola”, argumentou o jogador de 23 anos.

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Você pode preferir um ao outro, sem problemas. Mas, com a experiência dos “mundos” diferentes, Santos garante que não há uma forma certa de jogar. “Todos querem criar os melhores arremessos possíveis. Mas, fora dos EUA, acredita-se que mais tempo com a posse cria melhores chances. Essa é a grande diferença”, resumiu.

Paciência

Passar a primeira temporada nos EUA em um time da G League foi só parte do ajuste que Santos viveu. Ele está em sua terceira campanha na NBA e só agora realmente se consolidou no time. Mais do que isso, garantiu um contrato garantido acima do salário-mínimo. Então, como o próprio ala explica a sua ascensão nos últimos meses?

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“Eu acho que a palavra-chave para tudo o que estou vivendo é paciência. Muita gente não lembra, mas atuava como armador no Brasil. Por isso, tinha a bola nas mãos por mais tempo. Mas, quando cheguei aos EUA, isso mudou. Precisei passar uma temporada na G League só para aprender o sistema da equipe”, relembrou o jogador brasileiro.

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