Eu tenho ideias

Gustavo Freitas propõe algumas ideias para fazer a NBA, no mínimo, mais divertida

Fonte: Gustavo Freitas propõe algumas ideias para fazer a NBA, no mínimo, mais divertida

Sim, eu tenho ideias. Nem sempre são boas, mas também acho que passam longe de péssimas. Ao menos, seriam tentativas de fazer com que a NBA alcance um patamar de maior grandeza. Como eu tenho certeza que ninguém da Liga vai ler isso aqui, queria saber um pouco mais das suas opiniões.

Semana das Estrelas

Sinceramente, não gostei do formato da votação para perímetro e garrafão. De onde saiu isso? Aí as seleções de Leste e Oeste acabam entrando em quadra sem um pivô de ofício e tudo bem? Parei. Tudo bem que a safra de jogadores da posição é ruim há alguns anos e não vejo, em um futuro próximo, uma mudança drástica nesse cenário. Mas que tem que ter um cara de garrafão, tem. No Oeste, todos sabem que se for fazer aos moldes antigos, Dwight Howard será o mais votado. Do outro lado, entretanto, o buraco é mais embaixo. Roy Hibbert, talvez, seja o nome mais apropriado. Que voltem os pivôs, por favor.

Publicidade

Acho que a ideia de termos um bônus para o vencedor do Jogo das Estrelas é muito válida. Que se faça como na MLB, liga de beisebol, onde a conferência vencedora ganha a vantagem de decidir em casa na final. É justo com um time que termina a temporada regular com 65 vitórias? Claro que não. Mas dá ao All Star game a chance de ter uma devida importância além do que é hoje, algo meramente festivo e sem graça.

Agora algo que provavelmente vai fazer você levantar a sobrancelha, mas tem um bom sentido. Colocar, frente a frente, os quatro melhores jogadores da NBA em enterradas para disputar o torneio. Sim, estou falando de LeBron James, Blake Griffin, Paul George, e John Wall, pelo menos hoje. Que se faça uma votação com dez ou 12 nomes e então, o público decide quais serão os que disputarão o evento.

Publicidade

Mas como convencer LeBron ou outros sujeitos por aí?

Aí é que está a questão. Ei, empresas gigantes, estou falando com vocês. Seja lá Samsung, Adidas, Nike, Sony, McDonald’s, qualquer uma. Peguem um cheque no valor de US$ 5 milhões de dólares para que o vencedor da competição doe para a instituição que quiser. Quero ver um jogador se negar a fazer um ato como esse. Simplesmente não tem como. É o famoso ganha-ganha. A NBA volta a ter um campeonato de enterradas atrativo de fato, a instituição recebe um cheque gordo, e o jogador ainda sai com a fama de filantrópico. É quase lindo isso.

Publicidade

Aumentar a distância da linha de três pontos

Hoje, a NBA está carente do jogo de garrafão e a gente só sabe culpar a geração, como eu o fiz acima. Mas será que é isso mesmo? Nas últimas décadas a Liga fez alguns testes. Inicialmente, trouxe essa linha para 6,7 metros em toda sua extensão, entre 1994-95 e 1996-97. O ala George McCloud (lembra dele?) conseguiu arremessar nada menos que 678 vezes de longa distância. Um absurdo! 

Publicidade

Então, isso foi revisto e passou a ter 7,22 metros e 6.70 nas bordas. O que aconteceu? Os arremessos dos lados da quadra cresceram de forma insana e os aproveitamentos, nem tanto. Claro que sempre vão existir aberrações como Steve Kerr ou Kyle Korver, convertendo algo próximo de 50%, mas aqueles jogadores que não são lá essas coisas, vão continuar tentando como se não houvesse amanhã. Do latim, foda-se o time.

Para se ter uma noção, teve time arremessando cerca de 29 vezes por jogo atrás da linha de três na temporada passada. Deixa de ser artifício e a equipe vira refém. Aí não tem como. 

Publicidade

A minha proposta é a seguinte: colocar a linha de três nos antigos 7,62 metros. Isso vai forçar aquele jogador cabeça de bagre parar de tentar esse artifício e deixar para os especialistas. Afinal de contas, todo time tem ao menos um atleta com maior capacidade na hora de executar o arremesso. Assim, você abre mais espaços, o garrafão fica menos congestionado, e a tendência é ver jogadores batendo cada vez mais para dentro da área pintada.

Acabar com a loteria do draft

Eu já posso sentir torcedores de times que estão fazendo o uso do tank me xingando. Tudo bem, eu torço para o Boston Celtics, antes de mais nada. 

Publicidade

Vamos fazer um exercício de imaginação. Todos os times possuem a mesma chance de pegar a primeira escolha e assim por diante. De cara, elimina a possibilidade de equipes perderem por querer. Por que, raios, vou dar um prêmio para aquele time que se esforçou em ser ruim o suficiente para ter mais chances nas bolinhas? Isso é insano. O teto salarial existe para tentar evitar que astros se juntem e formem dinastias. 

OK, entendo que o Los Angeles Lakers, Chicago Bulls, Los Angeles Clippers, Miami Heat, Celtão, entre outros, já fizeram o uso disso. Parabéns aos general managers, jogadores, e todos os envolvidos, por atrair estrelas para suas equipes. Mas loteria não quer dizer sorte? Então que todos tenham a chance de conseguir e ponto final. Azar de quem precisou perder intencionalmente. 

Publicidade

A chegada de Adam Silver pode ser um alento. Não que David Stern não fosse aberto a novas ideias e mudanças. Mas essas são algumas das que tive e que penso que a NBA possa ganhar com isso.

E aí, qual a sua opinião sobre isso?

Últimas Notícias

Comentários