Clippers critica NBA e alega inocência no caso Kawhi Leonard
Time angelino avisa que vai recorrer de punições e multas da liga depois do fim de investigação

A investigação da NBA sobre os pagamentos ilegais para Kawhi Leonard terminou com punições duras ao Los Angeles Clippers. A franquia vai pagar uma grande multa, teve dirigentes suspensos e, além disso, perdeu cinco escolhas de primeira rodada de draft. Então, claro, o time não está feliz com os resultados. Não só isso: promete que vai buscar todos os meios legais para corrigir o que vê como uma injustiça.
“Nós negamos as descobertas da NBA em sua apuração de forma veemente. Isso foi resultado, antes de tudo, de uma investigação só voltada para justificar a narrativa predeterminada. Não houve um compromisso com os fatos e as evidências. Por isso, a gente pretende recorrer das punições de todas as formas. Nós buscamos um processo mais ético e imparcial”, declarou a equipe, por meio de nota.
O Clippers, certamente, foi alvo de uma punição exemplar. O foco não esteve em só resolver a questão, mas em inibir que outras equipes sequer pensem em “burlar” as regras salariais. Mais casos como Kawhi Leonard, afinal, são riscos à credibilidade. No entanto, sabendo disso, a franquia crê ter sido “enganada” pela liga para tornar-se um tipo de bode expiatório.
Resumo rápido
- O Clippers alegou inocência depois das duras punições recebidas no caso Kawhi Leonard.
- A equipe angelina avisa que vai recorrer das sanções e buscar todos os meios legais.
- Além de injustiçado, o time também se sentiu enganado por postura da NBA no processo.
- Kawhi Leonard não segue discurso da franquia e aceitou a punição anunciada para si.
- A NBA anunciou que vai retirar cinco escolhas de primeira rodada de draft do Clippers.
“Desde o ano passado, nós mostramos boa-fé ao cooperamos de forma plena com as investigações. Mas o que a NBA nos disse em privado difere dos anúncios de hoje. O comportamento não esteve à altura do padrão que Adam Silver definiu no início do processo para garantir justiça e precisão. Então, agora, vamos lutar para provar que somos inocentes”, garantiu o time angelino.
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Por outro lado
A NBA foi dura com o Clippers, mas não pode ser dito o mesmo sobre Kawhi Leonard. O ala, em síntese, só recebeu uma multa de US$700 mil e está livre para dar sequência à carreira. O astro é um ativo da liga, então não chega a ser uma surpresa a pena mais leve. E a prova da postura branda é que, por mais que não se declare culpado de nada, ele não tem nenhuma objeeção à decisão.
“A integridade e respeito ao jogo são pontos cruciais de quem sou. Então, eu vou aceitar a responsabilidade pelos erros de pessoas ligadas a mim e lamento pela distração que isso representou. Eu entrei em meu contrato com o Clippers, assim como outras obrigações, de boa-fé. Eu não tinha intenção ou sabia de qualquer irregularidade”, disse o veterano, em comunicado.
Para Leonard, nada é mais importante no anúncio da NBA do que a chance de deixar a história no passado. “A minha prioridade em 15 anos de carreira tem sido a família, o basquete e todos que dividem a quadra comigo. Agora, de volta a Toronto, eu estou focado em controlar o que posso e encerrar esse capítulo da minha vida. Por isso, quero seguir em frente deixando isso para trás”, concluiu.
Caça às bruxas
Mas o Clippers não reagiu ao fim da investigação da NBA sobre o caso Kawhi Leonard só com uma nota para a imprensa. Em seguida, a franquia revelou uma carta que enviou à direção da liga como protesto. O time voltou a dizer que sentiu-se muito injustiçado e enganado no meio do processo. Mais do que isso, se vê como o alvo de uma “caça às bruxas” que não tem lugar no esporte.
“Essa investigação já começou errada. E, além disso, a sua decisão de divulgar a decisão sem informar o time de forma prévia não tem defesa. Esse tipo de ‘caça às bruxas’ ignora os princípios de justiça e integridade da liga. São fundamentos que amamos no esporte. Nós estamos explorando cada medida legal possível para que possamos combater essa grande injustiça”, finalizou os representantes da equipe.
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