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Chicago Bulls ousou, mas precisa de mais mudanças para vencer

Time de Illinois ocupa o décimo lugar no Leste e vem de cinco derrotas consecutivas

Chicago Bulls ousou vencer
Noah Graham/AFP

A diretoria do Chicago Bulls ousou na trade deadline, ao realizar uma troca para receber o pivô Nikola Vucevic, mas ainda necessita de outras mudanças para vencer. O time de Illinois, que não se classifica aos playoffs desde 2016-17, tenta uma arrancada nos 26 jogos finais da temporada regular para chegar lá.

Claro que não é fácil. O Bulls vem de cinco derrotas consecutivas, sete nos últimos oito embates. Ainda assim, ocupa o décimo lugar na conferência Leste, suficiente para poder participar da repescagem. Vale lembrar, que em 2020-21, os seis primeiros se classificam diretamente, enquanto do sétimo ao décimo disputam o play-in.

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Um dos problemas para o Bulls é o ala-pivô Lauri Markkanen. O jogador, que mostrou ser muito promissor em seu primeiro ano na NBA, tem se esforçado nos dois lados da quadra e até evoluiu em relação a 2019-20. Defensivamente, ele ainda não cresceu. Hoje, o atleta encontra-se na 54° posição em defensive real plus-minus de toda a liga, mas o finlandês deu um salto no aproveitamento de arremessos: de 42.5% para 47.8% nos lances de quadra e de 34.4% em três pontos para 38.5% em 2020-21.

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Apesar de todos os números individuais ofensivos, Markkanen tem um dado terrível contra ele: dos 20 jogos que ele não participou, o Bulls venceu 11 (55%). Dos 26 que esteve em quadra, o aproveitamento despenca para 32% (oito triunfos em 25 partidas). Isso tira tempo de quadra de um Thaddeus Young, um defensor muito mais provado (embora esteja atrás de Markkanen no DRPM na atual campanha) e do novato Patrick Williams.

A chegada de Vucevic traz ao Bulls um enorme upgrade no garrafão. Não existe nem comparação com Wendell Carter, que foi para o Orlando Magic. O montenegrino, duas vezes All Star, ainda procura o melhor ritmo na equipe de Chicago, mas após três jogos, produziu 22 pontos, 9.3 rebotes e 4.0 assistências. Tem caixa para mais.

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No perímetro, Zach LaVine atingiu um novo patamar na atual campanha. Desde que chegou ao Bulls, em 2017-18, o ala-armador cresceu em todas as temporadas em pontos, rebotes e porcentagem nos arremessos de três a cada ano. Hoje, ele sustenta médias de 27.5 pontos, 5.0 rebotes, 4.8 assistências e 42.8% de acerto nos lances de longa distância, todas elas as melhores marcas da carreira.

O técnico Billy Donovan promoveu uma mudança no quinteto titular, sacando Coby White por Tomas Satoransky. Enquanto White é um jogador mais agressivo ofensivamente, Satoransky é mais organizador e comete menos erros. São 2.88 assistências por erro de ataque para o camisa 31 contra 2.0 de White. Nos arremessos de três, o tcheco também leva vantagem: 39.4% contra 35.1%. O incômodo de Donovan tem explicação: o Bulls é o que mais comete turnovers na temporada.

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Enquanto existir chance de classificação aos playoffs, o Bulls precisa melhorar defensivamente. Não bloqueia, não rouba bolas. Parece um time sem vida, sem garra. Não por menos, é o sétimo time que mais sofre pontos e o terceiro que mais toma cestas de três na temporada.

O planejamento de Arturas Karnisovas vai além da atual temporada. Talvez, esta será a sua grande missão, justamente porque LaVine, Young e Satoransky entrarão no último de seus contratos. Al-Farouq Aminu tem uma player option de US$10.1 milhões, enquanto Markkanen possui uma qualifying offer de US$9 milhões. Por fim, o time tem a opção na renovação do acordo de Ryan Arcidiacono, de US$3 milhões. Daniel Theis, Garrett Temple, Denzel Valentine e o pivô Cristiano Felício serão agentes livres já ao fim de 2020-21. As chances de o brasileiro permanecer, entretanto, não são das melhores.

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Encontrar uma troca por Markkanen parece ser uma das metas. Por isso, assinar a extensão e ser negociado em seguida é um cenário possível. White, por mais que seja agressivo no ataque, comete muitos erros de ataque pelo pouco que organiza o ataque. Ambos possuem valor de mercado, ainda que seus salários não sejam altos.

O trabalho será intenso na offseason. A ideia é fazer um time mais forte para os próximos anos, brigando não só por vaga nos playoffs, mas por lugares mais altos. Não é possível simplesmente manter o elenco, que já deu provas que não consegue sair das luta pela loteria do draft. Tem que fazer mais. Tem que ser mais forte.

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