O Golden State Warriors deu um contrato de dez dias para o pivô Charles Bassey como uma emergência. Afinal, sem jogadores da posição à disposição, a equipe precisava de um jogador grande qualquer para ter uma rotação. Era para ser só um “tampão”, mas, em dois jogos, os planos mudaram. O atleta de 25 anos abraçou a oportunidade, teve atuações surpreendentes e, com isso, virou um xodó dos fãs.
“Ter essa chance, antes de tudo, significa bastante. Mais do que isso, estar aqui e poder jogar com esse time é importante para mim. Eu estou tentando aproveitar ao máximo, pois já entendi que você nunca sabe quando a oportunidade pode surgir. Golden State apostou em mim e isso não é uma garantia na NBA”, contou o pivô, depois da vitória contra o Sacramento Kings.
Charles Bassey só estava em seu terceiro dia na franquia, mas teve uma participação crucial contra o Kings. Em termos de qualidade e minutagem. O pivô saiu do banco de reservas para atuar quase 30 minutos pelo Warriors e saiu de quadra com um duplo-duplo. Foram 14 pontos e 12 rebotes, sendo quatro deles ofensivos. Ele fica feliz com essa atuação, mas tem consciência e mantém os pés no chão.
“Eu entro em quadra pensando em conseguir posses extras para o time. Afinal, isso quer dizer mais arremessos para Stephen Curry. E, em síntese, esse é o meu estilo de jogo. Sou um atleta que compete com energia o tempo inteiro, sem importar quantos minutos vá ficar em quadra. Esse é o meu trabalho”, resumiu pivô, que está garantido na equipe por mais sete dias.
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Confortável
Antes da entrada de Charles Bassey, quem começou o jogo como pivô do Warriors foi Draymond Green. É verdade que o ala-pivô, a princípio, já está acostumado a atuar improvisado na posição. Ele sempre foi usado dessa forma em quintetos mais baixas. Mas ele reconhece que o time se tornou mais forte e perigoso para o Kings assim que o reserva entrou em quadra.
“Charles é um jogador muito ativo e físico. Já deu para notar que é um grande reboteiro e protetor de aro. E, além disso, é uma ameaça perto da cesta. É um ótimo finalizador no garrafão, pois tem essas mãos enormes. Acho que isso é o que mais me chamou a atenção, por enquanto: as suas mãos”, ressaltou o especialista defensivo.
É difícil projetar quantos minutos Bassey vai ter no próximo jogo. No entanto, Green faz uma previsão certeira: o jovem só vai melhorar. “Ele já foi muito bom nesses primeiros jogos. Mas, da primeira para a segunda partida, deu para ver uma boa evolução. Acho que só vai ficar mais e mais confortável com o tempo”, projetou o veterano.
Desfalques
A expectativa é que, apesar das duas boas atuações, Bassey já saia de cena muito em breve. Al Horford já participa de treinos de três contra três e, por isso, espera-se que tenha chance de atuar até o fim de semana. Enquanto isso, Kristaps Porzingis já foi dúvida para o jogo contra o Kings. Também deve voltar nas próximas partidas.
A questão mais incerta, por enquanto, envolve Quinten Post. Ele perdeu os últimos três jogos por causa de uma lesão no pé direito e não tem previsão de retorno. É possível que a situação de Post defina se Bassey vai ser mantido no elenco para os playoffs.
Fonte: Reprodução / X

