Vira e mexe, os rumores sobre uma possível troca de Donovan Mitchell ressurgem nos bastidores do Cleveland Cavaliers. Mas, se tudo não passava de especulação antes, a situação pode ser um pouco diferente agora. A saída do astro já não seria um cenário sem cogitação para o time. Segundo Fred Katz, do site The Athletic, a franquia não descarta negociar o ala-armador nos próximos meses.
O ala-armador, a princípio, entra no último ano garantido do seu contrato logo depois dos playoffs deste ano. E, com isso, se torna ser elegível a uma extensão de vínculo. Espera-se que a equipe ofereça o acordo máximo a que tem direito, ou seja, quase US$280 milhões por quatro anos. O plano é discutir colocar o craque de 29 anos no mercado caso não aceite essa oferta.
“Se Donovan fechar o contrato, a franquia vai ter segurança para seguir em frente com o seu elenco. Essa é a preferência de todo mundo, aliás. Mas, se não houver acerto, o Cavaliers vai discutir a possibilidade de uma troca na offseason”, noticiou Katz. Sem uma extensão, o jogador vai ter um vínculo – em potencial – expirante de pouco mais de US$50 milhões a partir de julho.
O repórter enfatiza que nenhum dirigente de Cleveland gostaria de trocar Donovan Mitchell. No entanto, entende que ficaria sem opções para contornar a situação. “O time não está animado com a mínima chance de ter que negociá-lo. Todos o amam, afinal. Ele acabou de fazer mais uma temporada incrível. E nunca deu sinais de que gostaria de jogar em outro lugar”, completou.
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Estar em casa
Não é só o Cavaliers, aliás, que não gostaria de ter que envolver Donovan Mitchell em uma troca. O próprio astro revelou que nem pensa em sair da franquia tão cedo. Katz conversou com o jogador que deu declarações bem firmes sobre o desejo de ficar em Ohio. Apesar de não ser um destino tão desejado na NBA, ele revelou que está muito satisfeito com a situação atual.
“Eu adoro Cleveland. Então, como já disse antes, não tenho planos de ir embora. Quero jogar aqui por quanto tempo puder, pois é um lugar que amo. Sinto que estou em casa quando fico aqui, sabe? Estou muito bem acomodado. A minha noiva e eu gostamos demais da região. Por isso, digo que não há motivos para pensarmos em sair”, cravou o veterano ala-armador.
Mas todo mundo sabe que um jogador profissional também se motiva pela competição. Conforto e dinheiro são importantes, mas é preciso resultados também. Mitchell, nesse sentido, também está satisfeito com Cleveland. “O objetivo de todo mundo sempre vai ser vencer. E, certamente, vejo isso aqui. Contanto que estejamos competindo no mais alto nível para ganhar, também não vejo razão para sair”, concluiu.
Mais negócios
A extensão de Mitchell não é o único negócio importante em que o Cavaliers vai precisar trabalhar na offseason. James Harden, por exemplo, deverá declinar a opção em seu contrato para virar agente livre. Com isso, a expectativa é mais um investimento acima dos US$30 milhões por mais de dois anos. É uma redução no salário do armador, mas mais um compromisso em longo prazo.
Esses contratos vão onerar uma folha que já está muito inchada. Afinal, o time já foi o único a ficar acima do segundo limiar do teto salarial (o popular segundo apron) nesta temporada. E, a princípio, a perspectiva é seguir nessa faixa de gastos. Vale lembrar que, além de Mitchell e Harden, a franquia já paga vínculos máximos aos pivôs Evan Mobley e Jarrett Allen.
Fonte: Reprodução / X

