A supremacia do basquete dos EUA vem gerando apelidos para a seleção e não foi diferente nas Olimpíadas de Paris. No entanto, para a atual edição, não é Dream Team. Aliás, o nome não é utilizado desde Atlanta-96. Ou seja, há alguns meses, vários sites não especializados no esporte insistem no apelido antigo. Mas não tem problema. A gente conta qual é.
O Dream Team só aconteceu, de fato, porque a FIBA aceitou a presença de jogadores profissionais nos Jogos Olímpicos. Até então, não havia exatamente um nome ou apelido, como queira. Mas a derrota em Seul-88 fez com que a USA Basketball colocasse em quadra o que tinha de melhor.
E como a NBA queria expandir seu produto, tudo acabou dando certo. Muito, aliás.
Então, em 1992, a seleção dos EUA mandou grandes astros para as Olimpíadas de Barcelona, algo similar ao que acontece em Paris. Mas existem claras diferenças, até por conta das mudanças no basquete. Na época, não havia nenhum jogador fora dos EUA melhor que Michael Jordan, por exemplo. Ou que Magic Johnson, Charles Barkley, Karl Malone, David Robinson…
Enfim. Não havia nada similar.
Claro que alguns atletas eram espetaculares, como Arvydas Sabonis, Toni Kukoc, Sarunas Marciulionis, Drazen Petrovic e Detlef Schrempf. Mas não havia comparação com os da seleção dos EUA.
Hoje, entretanto, a coisa mudou. Desde 2018 um americano (James Harden) não vence o MVP da NBA.
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E em Barcelona-92, o Dream Team chegou como se fossem astros do rock tamanha a adoração dos torcedores. Mas quer saber? Eram mesmo.
Após vencer as Olimpíadas, o time dos EUA restabeleceu a ordem natural.
Então, o apelido Dream Team seguiu por mais duas competições: Copa do Mundo de Basquete de 1994 e Olimpíadas de 1996. No Mundial, o Dream Team II contava com Shaquille O’Neal, Derrick Coleman, Shawn Kemp, Dominique Wilkins e Joe Dumars, entre outros. Mas o de Atlanta-96, foi um time absurdo e falamos muito dele aqui.
Em 1998, no Mundial, a seleção dos EUA mandou um time como antes: só universitários. Não venceu, mas ninguém esperava o primeiro lugar. Acabou ficando em terceiro.
Só que o recado já estava dado: era necessário enviar um elenco forte. Do contrário, não venceria tão fácil. Ou sequer venceria, né?
Já em 2000, na Grécia, a seleção dos EUA venceu as Olimpíadas com vários jovens (como Vince Carter, Kevin Garnett e Ray Allen), ao lado de outros experientes (Gary Payton e Alonzo Mourning), algo similar ao que acontece em Paris 2024.
Queriam voltar a usar Dream Team, mas não pegou. Venceu e a soberba voltou.
Derrotas difíceis de lidar
Primeiro, em 2002, a Copa do Mundo aconteceu em Indianapolis. Ou seja, em casa, a seleção dos EUA tinha tudo para fazer bonito e voltar a vencer.
Passou vergonha.
Com apenas a sexta posição, a equipe tinha jogadores importantes, mas ninguém exatamente era o destaque. Tinha um veterano Reggie Miller, enquanto outros lutavam por vaga no All-Star Game. Ou seja, era uma mescla de atletas de patamares diferentes. No fim das contas, era um grupo apenas competitivo.
E o que a seleção dos EUA fez em 2004? Mandou um monte de jovens: LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Emeka Okafor, com apenas Tim Duncan de (mais ou menos) veterano, aos 28 anos.
Ficou com o bronze, mas já viu, né? Se não for ouro, jamais é bom o bastante.
Então, veio 2008…
Ali, a seleção dos EUA voltou a ganhar um apelido para as Olimpíadas: Redeem Team. Ou seja, o Time da Redenção.
A missão era simples: trazer o ouro de volta, enquanto o mundo do basquete precisava entender que ninguém era melhor que os Estados Unidos.
Bem, é o que sempre pensaram e o histórico mostra isso.
Mas para Pequim-2008, o time era muito mais forte: LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony estavam de volta, mas quatro anos mais experientes. Além deles, tinha Kobe Bryant, Chris Paul, Jason Kidd, Dwight Howard… Só isso.
Após vencer a Copa do Mundo de 2010, a seleção dos EUA mandou um grupo similar ao de 2008 para Londres. E o resultado foi o mesmo: vitória. O mesmo aconteceu no Mundial de 2014, no Rio-2016… até que voltou a perder em 2019.
A Copa do Mundo de 2019 aconteceu na China, enquanto vários astros da seleção dos EUA simplesmente abriram mão da convocação. Alguns deles, entretanto, voltaram para as Olimpíadas de 2021, em Tóquio. Aí, ficou com o título.
Agora, detalhe: depois de 2008, absolutamente nenhuma seleção dos EUA ganhou apelidos, nem nas Olimpíadas de Londres e só voltou a ter um em Paris. E, definitivamente, não é Dream Team.
Copa do Mundo de 2023 motivou o novo apelido
Sem fazer um bom papel na Copa do Mundo de 2023, a seleção dos EUA em Paris começou a ser formada enquanto a competição acontecia. E tudo começou quando LeBron James iniciou seus “contatos”. Ele ligou para vários outros astros da NBA, tentando montar o novo grupo.
Aos poucos, jogadores como Stephen Curry, Kevin Durant e Kyrie Irving, manifestaram o desejo por Paris-2024. Destes, apenas o último não foi.
Mas e o apelido?
O nome seria The Avengers. Os Vingadores, em português.
Pegou? Claro que não, mas também não dá para resgatar um apelido que não é utilizado há quase 30 anos. Os próprios americanos disseram que não havia mais edições de Dream Team.
Tais nomes (ou apelidos, como queira) são dados quando a seleção dos EUA quer fazer algo “diferente” e “inovador”, levando seus melhores jogadores. Mas o Dream Team acabou em 1996. E olhe lá, viu? Muita gente só considera o de 1992.
Nos Estados Unidos, eles chamam a seleção de Team USA. Absolutamente ninguém tem coragem de dizer que é Dream Team, até porque não é. Então, é a seleção dos EUA.
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