A diferença entre os pontos de Kobe Bryant e Bam Adebayo

Pivô do Heat obteve marca histórica na última segunda-feira na NBA

Kobe Bryant Bam Adebayo Fonte: Reprodução / X

Muita gente vem reclamando nos últimos dias após Bam Adebayo fazer 83 pontos contra o Washington Wizards, superando a antiga marca de Kobe Bryant, com 81. Apesar de Adebayo não ser um cestinha, ele vem sendo fundamental para que o Miami Heat vença seus jogos. Afinal, sem vários dos melhores pontuadores, é o pivô quem vem tomando conta do ataque.

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Para ter uma ideia, antes de Bam Adebayo encarar o Wizards, ele vinha com média de 24.2 pontos nos seis jogos anteriores. O Heat, enquanto isso, venceu cinco deles. Então, na última segunda-feira (10), o astro superou sua antiga marca (43) por muito.

Só que Adebayo passou Kobe Bryant, um dos 75 melhores jogadores de todos os tempos da liga. Muitos fãs de Kobe ou do Los Angeles Lakers reclamaram. Outros, que apenas acharam bem aleatório, não gostaram de ver um atleta “não cestinha” atingir tal marca.

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Mas o que tem de diferente ali? É só porque Adebayo não costuma pontuar muito? Bem, ele mostrou, antes mesmo do jogo contra o Wizards, que ele pode ser cestinha. De novo, os 24.2 pontos nos seis embates anteriores são um sinal disso. Só não é porque o Heat possui várias opções ofensivas, enquanto ele tenta ser mais um facilitador ou um coadjuvante de luxo.

E do outro lado estava o Wizards, um dos piores times da NBA em 2025/26, que faz os últimos ajustes em sua reformulação para voltar a competir no Leste. A equipe estava com os seus dois pivôs principais (Alex Sarr e Tristan Vukcevic) voltando de lesões, então tiveram restrição de minutos.

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Sobrou para Anthony Gill, de dois metros, tentar parar Adebayo. E o resultado foi lógico no primeiro quarto: sem os outros cestinhas, o Heat montou um plano de jogo para o pivô pontuar. Ele fez 31 só ali, enquanto todo o time de Washington anotou 29.

Mas o que muita gente não gostou, além de Bam Adebayo superar Kobe Bryant, foi que ele “forçou” para bater tal marca. E sabe de uma coisa? Sim, ele forçou mesmo. Assim como Wilt Chamberlain quando fez os 100 pontos em 1962 e o próprio Kobe, em 2006.

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Bam Adebayo fez quase a mesma coisa que Kobe Bryant?

O jogador do Heat arremessou 43 das 90 bolas que o time todo tentou. Portanto, 47.8%.

Adebayo era a principal opção ofensiva em um time sem Tyler Herro, Norman Powell e Andrew Wiggins. Então, teve de forçar seu jogo ali para levar o Heat ao triunfo.

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Parece muito e é muito mesmo. Quando um jogador está perto de quebrar uma marca histórica na NBA, o técnico o deixa em quadra.

Quantas vezes já vimos um jogador ficar só para bater um triplo-duplo? Só na atual temporada, eu me lembro de uns sete.

Ou seja, é normal que isso aconteça.

Adebayo ficou em quadra até quando restava pouco mais de um minuto para o fim, mesmo que seu time estivesse liderando por mais de 20 pontos. A ideia, então, era só uma: fazer o máximo de pontos.

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Kobe Bryant e os 81 pontos

É que muita gente não lê ou só replica o que ouve. Mas o fato é que Kobe forçou para chegar aos 81 pontos naquele dia contra o Toronto Raptors. Também é que aquele Lakers era horroroso. Enquanto Bryant foi o cestinha de 2005/06 com 35.4 pontos por jogo, o mais próximo no time era Lamar Odom, com 14.8.

Então, sim. Kobe tinha de forçar mesmo. Do contrário, o Lakers não iria aos playoffs como foi e vendeu caro para o Phoenix Suns uma série em sete jogos.

Agora, vamos lá. Bryant arremessava, em média 27.2 bolas por jogo, enquanto o Lakers, como time, tentava 80.6. Ou seja, 33.7% de tudo saía das mãos dele. E nem estou contando lances livres por partida (10.2).

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Naquele jogo contra o Raptors, o Lakers vinha tendo muitos problemas para pontuar e Kobe assumiu praticamente sozinho para vencer. E ele definiu com 46 dos 88 arremessos do time (52.3%). Então, Bryant deixou o embate quando restavam 4.9 segundos para acabar e ser aplaudido pela torcida.

O Raptors sacou seus titulares quando restavam pouco mais de dois minutos e meio, enquanto Kobe Bryant seguiu em quadra. A partir daquele momento, Kobe fez mais sete pontos, todos em lances livres.

Lembre-se: o jogo já estava decidido quando Toronto tirou os titulares, mas Kobe continuou forçando para pontuar mais. Todas as faltas que ele recebeu foram no ato do arremesso.

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Então, sim, ele forçou. Tudo certo?

Natural ou não?

Em alguns jogos na NBA, às vezes é preciso que um jogador “carregue” mais seu time em pontuação. Como naquele jogo em que LeBron James fez 29 dos últimos 30 pontos do Cleveland Cavaliers contra o Detroit Pistons nos playoffs de 2007. Ou quando Luka Doncic virou sobre o New York Knicks, em 2022.

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Naquele jogo, o Knicks vencia por 108 a 99, com um minuto e meio para o fim, mas o esloveno forçou o jogo para si e saiu de quadra com a vitória após uma virada fantástica. Ele terminou com 60 pontos, 21 rebotes e dez assistências.

É natural, certo? Ou não?

E quando o seu time está tão desfalcado (como o Heat) ou é ruim (como o Lakers de 2006), é natural que alguém assuma o protagonismo?

Sim, a resposta é sim.

Por que você vê, de vez em quando, um jogador do banco assumindo o protagonismo e fazendo 30, 40 pontos do mais absoluto nada? Aí a resposta é fácil: a NBA possui os melhores jogadores do mundo. Claro que existem exceções, mas em geral, ali estão o que tem de melhor.

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Gui Santos, por exemplo. Ele era um cara de dar cinco assistências em um jogo?

Você sabe que a resposta é não, mas quando ele ganha tempo de quadra, Santos começa a mostrar que pode ajudar de outras formas. Desde o dia 3 de fevereiro, ele já teve cinco jogos com cinco passes decisivos. Antes disso: um.

É natural? Claro que é, pois ele tem capacidade para isso e vem mostrando a cada jogo.

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E Bam Adebayo, com todas as ausências, assim como Kobe Bryant com um elenco ruim, também é natural. Fatores levaram para que acontecesse e foi assim.

Diferenças?

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