NBA bate recorde de audiência nos playoffs e Brasil responde com 2.943% de crescimento digital
A pós-temporada de 2026 da NBA registrou a maior audiência desde 1993

A pós-temporada de 2026 da National Basketball Association (NBA) encerrou com um feito que o basquete americano não alcançava há três décadas. Segundo análise, os playoffs de 2026 registraram a maior audiência da pós-temporada desde 1993, com alguns jogos ultrapassando 10 milhões de espectadores nos Estados Unidos. Do outro lado do Atlântico, o Brasil respondeu à altura.
Ademais, um levantamento da Taboola mostrou que o interesse dos brasileiros pela final entre New York Knicks e San Antonio Spurs gerou crescimento de 2.943% nas buscas pelo termo “Spurs” nos 45 dias que antecederam a decisão, acumulando 62 mil visualizações de página. O termo “liga americana de basquete” avançou 1.918% no mesmo período, atingindo 48 mil pageviews, enquanto “MVP” registrou alta de 520%, com 12 mil visualizações.
O fenômeno Wembanyama e a nostalgia de 1999
O nome de Victor Wembanyama, o francês de 22 anos que levou o Spurs às finais pela primeira vez desde 2014, foi um dos grandes impulsionadores do crescimento digital. As buscas pelo jogador cresceram 343% no Brasil, com 9.700 visualizações de página registradas no período. Do lado dos Knicks, o retorno à final após 27 anos gerou alta de 100% no interesse digital pelos nova-iorquinos.
“Os dados mostram que a nostalgia da final de 1999, somada ao fenômeno Wembanyama, transformou a decisão em um evento de massa na Open Web. O brasileiro está consumindo a NBA através de grandes narrativas, ainda mais nesse período pré-Copa em que estamos sem partidas de clubes de futebol”, afirmou José Luiz de Genova, Managing Director para a América Latina da Taboola.
O contexto esportivo reforçou o apelo da série. O Knicks conquistou seu terceiro título na história da NBA ao derrotar o Spurs por quatro jogos a um, encerrando um jejum que durava desde 1973. Na ocasião em que os nova-iorquinos foram campeões pela segunda vez, a linha de três pontos sequer existia na liga, sendo adotada somente na temporada 1979-80. A NBA também operava com apenas 17 franquias naquela época, menos da metade das 30 equipes que compõem a liga atualmente.
O armador Jalen Brunson foi eleito o Jogador Mais Valioso (MVP) das finais, a primeira vez que levou para casa o prêmio Bill Russell NBA Finals MVP Award. A decisão foi transmitida pela ABC/ESPN, emissoras que detêm os direitos exclusivos das finais no novo contrato de mídia da liga, enquanto o Prime Video estreou na pós-temporada da NBA com o Play-In Tournament e jogos das rodadas 1 e 2 da edição de 2026.
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Brasil entre os maiores mercados da NBA no mundo
O crescimento digital na final não é um dado isolado. O Brasil já figura entre os três principais mercados internacionais da liga, ao lado de México e Filipinas, com mais de 50 milhões de fãs declarados, de acordo com informações da própria NBA. A liga tem investido consistentemente em conteúdo adaptado para o público brasileiro nas redes sociais e em transmissões em português.
O interesse nacional pelo basquete americano também se reflete nos hábitos de apostas esportivas. Segundo pesquisa exclusiva da plataforma, o basquete foi o segundo esporte mais apostado em 2025, o que coloca as apostas na NBA na KTO como o segundo esporte mais relevante, atrás apenas do futebol.
Audiência nos EUA e o novo contrato bilionário
A audiência da NBA nos Estados Unidos avança cerca de 20% ao ano, e a liga fechou um contrato de mídia de US$ 76 bilhões para a próxima década, envolvendo as redes Disney (ESPN/ABC), NBCUniversal e Amazon Prime Video. O acordo garante a cada franquia US$ 143 milhões por temporada apenas em direitos de transmissão, com projeção de alcançar US$ 281 milhões até 2035.
Esse cenário reposicionou a liga em um patamar de relevância global comparável ao da era Michael Jordan, segundo especialistas ouvidos pelo Times Brasil/CNBC. A mudança no modelo de consumo, com o crescimento do streaming em múltiplas plataformas simultaneamente, ampliou o alcance da liga para públicos antes distantes das transmissões tradicionais.
A popularidade da NBA no Brasil ocorre em paralelo ao crescimento do basquete nacional. A seleção brasileira, treinada por Aleksandar Petrovic, segue nas eliminatórias para a Copa do Mundo de Basquete de 2027, a ser disputada no Catar, com jogos previstos contra Venezuela e Colômbia no início de julho. Gui Santos, do Golden State Warriors, é o único brasileiro atualmente na NBA, mas a demanda nacional pela liga permanece elevada independentemente da presença de compatriotas em quadra. Fora das quadras, o Brasil ganhou representatividade com a contratação de Tiago Splitter como técnico do Chicago Bulls, tornando-se o primeiro técnico brasileiro em exercício na NBA.
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