NBA Draft 2026: Kingston Flemings
Armador da Universidade de Houston deve ser uma escolha TOP 10 do recrutamento deste ano

O Jumper Brasil dá sequência a sua série de perfis das maiores promessas do draft da NBA de 2026 com o armador Kingston Flemings. Destaque da Universidade de Houston, o atleta de 19 anos está projetado para ser uma das dez primeiras escolhas do recrutamento deste ano. Então, confira a nossa análise do prospecto:
Kingston Flemings
Idade: 19 anos
País: EUA
Universidade: Houston
Experiência: freshman (uma temporada universitária)
Posição: armador
Altura (sem tênis): 6’2.5’’ (1,89m)
Envergadura: 6’3.5’’ (1,91m)
Peso: 183,4 lbs (83,2 kg)
Médias na última temporada (NCAA): 16,1 pontos, 4,1 rebotes, 5,2 assistências, 1,5 roubo de bola, 0,3 toco, 1,8 turnovers, 47,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 38,7% nas bolas de três pontos (2,9 tentativas por jogo) e 84,5% nos lances livres (3,5 tentativas) em 31,6 minutos por jogo.
Atributos físicos e atléticos
As suas medições no Combine, antes de tudo, confirmaram previsões menos otimistas. Ele é um armador baixo para o padrão atual do basquete profissional e não compensa isso com uma envergadura tão positiva.
Velocidade é o nome do jogo com Kingston Flemings, pois trata-se de um dos atletas mais rápidos elegíveis neste draft da NBA. Tem um primeiro passo bem ligeiro e, mais do que isso, se move de forma leve pela quadra.
As dimensões físicas podem tirar a atenção disso, mas a sua condição atlética é muito boa. Além de rápido, o prospecto tem ótima agilidade, coordenação e uma impulsão em espaço aberto que surpreende.
Vai precisar de um trabalho de fortalecimento físico, certamente, para atingir o nível que se espera na NBA. Não por acaso, ele parece pequeno em quadra pelo combo de falta de estatura e corpo franzino.
Ataque
Vive no garrafão e coloca pressão no aro o tempo inteiro por causa de sua velocidade. Não precisa de um bloqueio para infiltrar, aliás, pois é tão rápido que pode bater o seu marcador no um contra um sem problemas.
Tenho dúvidas, por enquanto, sobre a sua capacidade de finalização na NBA. Apesar de ser criativo, ele não tem um repertório vasto (floaters, runners). Além disso, às vezes, finaliza longe demais da cesta e com ângulos ruins pela falta de força física.
Flemings se revelou um scorer capaz de criar o arremesso em média distância em nível universitário. Não gera separação para defensores a partir do drible ou pelo físico, mas pela rapidez e mudanças de direção/velocidade.
Tudo indica que é um bom arremessador de três pontos, com quase 39% de acerto em Houston. No entanto, registrou esses números com um volume muito baixo (2,9) – em especial para um armador.
Ele tem uma boa forma de arremesso e a sua postura corporal, em particular, parece ótima. Mas sempre passa a impressão de que está colocando força demais na bola, o que sugere um possível problema de alcance.
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É um bom e eficiente passador que faz leituras sóbrias e inteligentes. Até mostra certa capacidade para fazer passes em movimento. Se sobressai, acima de tudo, pelas quase três assistências para cada erro de ataque.
Jogador muito seguro, atento e, por isso, só cometeu 1,8 erros de ataque por jogo em Houston. Isso é importante porque um dos caminhos mais fáceis para se ganhar espaço na NBA é não comprometer.
Não se dá o devido crédito a sua capacidade de jogar sem a bola nas mãos, apesar de ser armador. Ele se movimenta muito pela quadra e tem um ótimo aproveitamento em situações de catch and shoot e spot ups.
Duvido que vá conseguir criar separação para defensores na NBA em volume porque depende demais da sua vantagem atlética para isso. E mesmo na universidade, aliás, muitos dos seus arremessos de média distância são altamente contestados.
Eu suspeito que o seu perfil de arremessos vai ter que mudar muito na NBA. Menos arremessos de média distância, mais tiros de três pontos. Terá que ser mais seletivo nos ataques à cesta contra a proteção de aro profissional porque vai pouco à linha dos lances livres.
Defesa
Diria que Flemings, a princípio, é um defensor muito bom para o seu tamanho. Uma “peste” em ponto de ataque: dedicado e ativo demais no um contra um, enquanto sempre luta para se manter à frente do adversário.
Coloca pressão no homem da bola o tempo inteiro com a sua agilidade e mãos bem rápidas. Teve 1,5 roubos de bola por jogo na última temporada e boa parte delas não ocorreu em quebra de linhas de passe, mas desarmando.
Pegou 3,5 rebotes defensivos por partida em Houston, o que é uma boa média para o seu tamanho. Apesar de não disputar espaço na tábua, o jovem é rápido para buscar rebotes mais longos.
Compensa a falta de versatilidade defensiva com bons instintos e muita energia nesse lado da quadra. Nunca peca pela omissão, pois é muito ativo e não desiste de jogadas como marcador.
Tem óbvios problemas quando enfrenta adversários mais fortes. Marcar armadores mais físicos e lutar contra bloqueios, por exemplo, já foram grandes desafios contra competição universitária.
Conclusão
Kingston Flemings é um dos jogadores que mais subiram nas projeções do draft da NBA durante o ano. Dá para entender, pois, apesar da questão física, é um armador eficiente e técnico. É verdade que acho que jogar em Houston, com um sistema ofensivo parecido com o que vemos na NBA, o ajudou muito. Mas não é fácil ser tão produtivo e funcional como um freshman, de cara, chegando a um dos melhores times da NCAA.
Comparações: Jeff Teague (ex-Atlanta Hawks) e Cole Anthony (Phoenix Suns)
Projeção: TOP 10
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